quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nicolau Maquiavel

Maquiavel é um dos primeiros escritores renascentistas da Filosofia Política. Defendeu na obra  “O Príncipe” (1513) a aplicação da "razão de estado" sobre as normas morais. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Em função disso, sua fama e reputação foram muito abaladas ao longo dos séculos subsequentes. Vários estudos recentes do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. Mas a má fama e os comentários acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia e maldade.
Para Maquiavel, a psicologia que fundamenta o poder político é estabelecida em torno do conhecimento secular e o separa radicalmente da ética e do direito.

Sua obra-prima, foi escrita entre a primavera e o outono de 1513 e publicada postumamente, em 1532. Foi o livro de cabeceira da rainha-mãe da França, Catarina de Médicis, do monarca inglês Henrique VIII, do conquistador Napoleão Bonaparte (e posteriormente de ditadores como Stalin e Mussolini). É uma das obras mais lidas, comentadas e estudadas deste sua publicação.Algumas Máximas de Maquiavel:

Não espere seu inimigo atacar, ataque-o primeiro.
O bem, faça-o aos pouquinhos; o mal, faça-o de uma vez.
Para um príncipe é mais importante parecer bom do que ser bom.
Ao invadir um país, povoe-o.
O inimigo, tenha-o bem perto ou bem longe, nunca a meia distância.
Para se conservar como um príncipe, aprenda a ser mau, e se sirva disso conforme a necessidade.
Alguns defeitos do príncipe trazem bem estar e segurança ao povo. Não se importe com a fama de tê-los.
É melhor e mais seguro ser temido do que ser amado.
Um príncipe não pode nem deve manter a palavra dada quando isso lhe é prejudicial.
O príncipe deve ser bom simulador e dissimulador.
Os fins justificam os meios.

Outras (menos conhecidas):
Todos vêem o que pareces, poucos percebem o que és. O homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se arruíne entre tantos que não são bons.
A mediocridade e o anonimato são a mais fácil e melhor escolha.
A natureza faz poucas pessoas fortes, mas esforço e treinamento fazem muitas.
Ao rei tudo, menos a honra.
As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos: e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados.
Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!
Homens ofendem por medo ou por ódio.
Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles.
O bem se faz aos poucos. O mal, de repente.
O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.
Os homens devem ser adulados ou destruídos, pois podem vingar-se das ofensas leves, não das graves; de modo que a ofensa que se faz ao homem deve ser de tal ordem que não se tema a vingança.
Os homens esquecem a morte do pai antes que a perda do patrimônio.
Os homens prudentes sabem tirar proveito de todas as suas ações, mesmo daquelas a que são obrigados pela necessidade.
Para bem conhecer a natureza dos povos, é necessário ser príncipe, e para bem conhecer a dos príncipes, é necessário pertencer ao povo.
Pelo que se nota que os homens ou são aliciados ou aniquilados
Quando os homens não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.
Quando um homem é bom amigo, também tem amigos bons.
Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver em liberdade e não a destrói, espere para ser destruído por ela.
Sei que o meu nome será mais feliz do que eu.
Toda a ação é designada em termos do fim que procura atingir.
Uma mudança sempre deixa o caminho aberto para outras.



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Humanismo
  

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