quinta-feira, 27 de abril de 2017

Adquirindo ou comprando a obra Vindiciae Contra Tyrannos (língua portuguesa)

Para adquirir a obra Vindiciae (língua portuguesa)

Especificações: “Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir”, 463 págs., ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial – USP, 17 x 24 cms. De R$ 108,00 por R$ 78,00 (promoção até 31/05/2017).



Livraria Atelier do Saber
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Até o final de Maio de 2017, a obra estará com desconto promocional, de R$ 108,00 por R$ 78,00 + frete.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Jornal da USP e o Lançamento das Vindiciae contra Tyrannos

O Jornal da USP deu amplo destaque para o Lançamento da obra Vindiciae...


Imagem publicada na edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos – Foto: Reprodução

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“Assim como os reis são constituídos pelo povo, parece definitivamente resultar que todo o povo é mais poderoso que o rei. Pois tal é a força do mundo: aquele que é constituído por outro é mantido como menor, e aquele que recebe sua autoridade de outro é inferior ao seu designador.”

A edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos, publicada pela Discurso Editorial – Foto: Reprodução

Esse é um dos vários argumentos contra o poder real desferidos pelo livro Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, publicado em 1579, na Basileia, e lançado pela primeira vez no Brasil, em março passado, pela Editora Discurso – ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Publicado sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, o livro surgiu no contexto das Guerras de Religião na França, no século 16, deflagradas pelo chamado Massacre da Noite de São Bartolomeu –  conflito iniciado em 23 de agosto de 1572, em Paris, em que milhares de protestantes foram mortos por católicos incitados pela família real, que era católica.
A edição brasileira é resultado de quase duas décadas de trabalho do professor Frank Viana Carvalho, que se dedicou a traduzir e analisar a obra nos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia, concluídos na FFLCH. “É o coroamento de um longo processo de pesquisa sobre o movimento de um grupo de intelectuais de tradição protestante chamados de monarcômanos e que se destacaram na França no período das Guerras de Religião, principalmente no final do século 16”, escreve no prefácio da edição o professor Milton Meira do Nascimento, do Departamento de Filosofia da FFLCH.
Ao lado da tradução para o português, a edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos traz vários textos de Frank Carvalho, em que o professor mostra o contexto histórico em que a obra surgiu, analisa cada parte do livro e aborda outros textos antiabsolutistas do período. Além disso, traz um estudo em que Carvalho defende que o verdadeiro autor do livro, escondido sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, é Philippe de Mornay, diplomata, político, jurista e teólogo protestante. “Pode parecer pretensioso, mas nossa busca nos direciona a uma conclusão: tudo indica que Philippe Du Plessis-Mornay foi o autor principal das Vindiciae Contra Tyrannos e, na perspectiva moderna, ele deve ser considerado como o autor da prestigiada obra”, escreve Carvalho.


A França no século 16: local de conflitos religiosos – Foto: Reprodução

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Antimaquiavelismo



Imagem publicada em Vindiciae Contra Tyrannos: guerras religiosas – Foto: Reprodução

Vindiciae Contra Tyrannos está dividido em quatro partes, cada uma delas dedicada a investigar uma questão. A primeira parte discute a questão “Se os súditos estão destinados ou devem obedecer aos príncipes que ordenam qualquer coisa contra a lei de Deus”. Na segunda parte, trata-se de analisar se é lícito resistir a um príncipe que deseja cancelar a lei de Deus e assolar a igreja. Já a terceira parte, a mais extensa, se dedica à questão “Se, e em que extensão, é lícito resistir a um príncipe que está arruinando a comunidade – também por quem, como e por que direito isso pode ser permitido”. Finalmente, na quarta parte é debatido se os príncipes vizinhos podem prestar assistência aos súditos de outros príncipes que estejam sendo perseguidos por causa da religião.
“Buscando apresentar as ideias estabelecidas nas Vindiciae como um padrão para os soberanos, ele busca mostrar claramente qual é e qual deve ser o direito e o dever do príncipe em relação ao povo e deste em relação ao príncipe, e que esses deveres mútuos e recíprocos são distintos uns dos outros”, analisa Frank Carvalho. “Além de ser um tratado antimaquiaveliano, Mornay apresentará aos seus leitores uma nova proposta política, inteiramente construída numa base pactual.”


Frank Viana Carvalho, tradutor e editor da obra – Foto: Reprodução

De acordo com Carvalho, o antimaquiavelismo aparece desde o início do livro. Ali, o autor das Vindiciae afirma que sua obra se volta contra os “conselhos viciosos e doutrinas falsas de Nicolau Maquiavel”, identificado como causador de muitos males para a sociedade. “Maquiavel era um autor conhecido na segunda metade do século 16 e certamente influenciou vários líderes na arte de governar”, afirma o professor. “Ora, se a literatura de Maquiavel alcançou e influenciou príncipes e nobres, o autor das Vindiciae espera também influenciá-los.”
Carvalho aponta outras diferenças entre o autor das Vindiciae e Maquiavel. “Se O Príncipe dava ênfase ao uso que se faz do poder, as Vindiciae enfatizam o poder como um cumprimento de obrigações pactuais ou contratadas. Ao passo que Maquiavel argumenta, numa passagem célebre, que, se um príncipe não pode ser nem amado nem temido, então é muito mais seguro ser temido do que amado, Mornay vai na outra direção: ‘Inversamente, não há nada mais apropriado para proteger os recursos do reino do que ser amado, porque a boa vontade é fiel na perpetuidade’.” E Carvalho observa: “Assim, indiretamente, um pouco aqui e ali, ele vai contradizendo o florentino ao construir sua proposta antiabsolutista”.
Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, de Stephanus Junius Brutus, tradução, comentários e edição de Frank Viana Carvalho, Discurso Editorial, 463 páginas.

Fonte:
https://jornal.usp.br/cultura/editora-discurso-lanca-obra-classica-contra-o-absolutismo/

Política e Ética - Simpósio no IFSP campus São Roque

Uma boa ocasião para refletir sobre a Política atual à luz das Vindiciae foi o Simpósio de Ética e Política Contemporânea realizado no Instituto Federal de São Roque no dia 18 de abril de 2017. Palestrantes: Dr. Rogério de Souza Silva, Dr. Sandro Heleno Morais Zarpelão e Dr. Frank Viana Carvalho.
Agradecimentos a todos os participantes, pela atenção, interação, perguntas e carinho para com os palestrantes. Foi de fato um evento que enriqueceu a cultura acadêmica e cidadã no campus do  IFSP São Roque. O evento foi aprovado e recomendado pela Coordenaria de Extensão do Instituto.




















Dr. Rogério de Souza Silva. Professor do IFSP SRQ. Graduado e Mestre em Ciências Sociais pela UNESP e Doutor em Sociologia pela UNICAMP. É autor da obra “Cultura e violência: autores, polêmicas e contribuições da Literatura Marginal” (Annablume Editora, 2011).
Dr. Sandro Heleno Moraes Zarpelão. Professor do IFSP SRQ. Bacharel em Direito e em História (UEL, Londrina), Mestre em História (UEM, Maringá) e Doutorando em História Social pela USP.

Simpósio de Ética e Filosofia Política na USP - Universidade de São Paulo - FFLCH - Vindiciae

Por ocasião do lançamento da primeira edição em Língua Portuguesa das Vindiciae Contra Tyrannos, o Departamento de Filosofia da FFLCH-USP organizou o Simpósio “O Direito de Resistência à Tirania - Monarcômacos, Teoria Contratual e Liberdade de Consciência”. Foi uma oportunidade ímpar para ouvir os argumentos da defesa dos direitos do povo contra a tirania do poder, bem como a defesa da teoria contratualista, e do direito à liberdade de consciência e expressão da fé. Professores, estudantes e estudiosos de temas da Ética e Filosofia Política participaram desse evento no auditório da FFLCH-USP, no dia 28 de março de 2017.


Conferência: “Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir” - Dr. Frank Viana Carvalho.Sim, coube a mim apresentar detalhes da longa pesquisa
que resultou na tradução, análise e comentários
do livro Vindiciae, lançado no Simpósio

Palavras Iniciais: Dr. Milton Meira do Nascimento



Dr. Milton Meira fala sobre as Vindiciae e a importância da Obra para
os estudiosos da Ética, Direito, Filosofia, História e Religião



Dr. Sérgio Cardoso, após contextualizar as Vindiciae, falou sobre
“Os 'politiques' e Montaigne nas Guerras de Religião”.

Dr. Sílvio Gabriel Serrano Nunes falando sobre “As Repercussões do Pensamento Político de John Knox
sobre o Direito de Resistência na Obra Vindiciae Contra Tyrannos.


Dra. Maria das Graças de Souza, mediadora do Simpósio, fala sobre o caráter cíclico da
História, onde os eventos do passado se apresentam em novas roupagens no presente 

Dr. Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros fala sobre “O Direito de Resistência em John Milton”


Dr. Paulo Roberto Pedrozo Rocha apresentou o tema
“Theodore de Bèze, Contratualismo e Liberdade de Expressão da Fé”.
O Dr. Sérgio Cardoso, que foi meu primeiro professor nos estudos avançados
em Filosofia na USP, foi um dos grandes incentivadores da publicação da obra. 

Dr. Milton Meira do Nascimento, meu orientador e grande incentivador
ao longo dos cursos de Mestrado, Doutorado e pós-Doutorado em Filosofia na USP.

Uma caravana de estudantes atuais e egressos do Instituto Federal de São Paulo,
campus São Roque, prestigiaram o evento e estiveram comigo neste momento tão especial.

Estudantes do IFSP e da USP (minha filha Pâmela, a segunda da esquerda para a direita) estiveram no Simpósio.

A família e os amigos sempre fazem coisas legais juntos:
claro que não podia faltar uma comemoração pelo lançamento da Obra Vindiciae.

Dr. Samuel Gomes de Lima, presidente da Associação Brasileira da Liberdade Religiosa e Cidadania.


Dra. Silvana Ramos, Professora de Filosofia na FFLCH - Universidade de São Paulo.








Aos meus amigos - O Valor da Amizade

Amizade

Tenho alguns poucos grandes amigos. Perto ou longe, eles moram em meu coração e nossa amizade está acima e além do tempo ou da distância: são pessoas com quem eu posso de fato contar e confiar e o mesmo eles recebem de mim. Para relembrar e homenagear esses amigos, falo hoje um pouco sobre amizade.
Nos anos 1980 fui aluno do saudoso prof. Pedro Apolinário, que volta e meia em suas aulas contava algumas histórias com um fundo moral realmente inspirador. Nossa amizade foi além da Faculdade e ele foi o "padrinho" da apresentação de meus filhos na Igreja. 

Aqui, um dos textos em que ele fala da amizade.

Pedro Apolinário fala sobre a Amizade

É um sentimento que consiste em estimar a outrem, querer a sua presença, desejar-lhe todo o bem possível, é um sentimento que traz grande encanto à vida.

“Na sua origem, a palavra significa atração recíproca entre duas pessoas, que têm as mesmas tendências e os mesmos hábitos. A amizade é uma dedicação menos intensa, mas mais firme e duradoura que o amor.


Os mais notáveis sábios e filósofos da antiguidade glorificaram a amizade, chegando Cícero a equipará-la à sabedoria.

“Em Roma, a amizade era representada por uma jovem coroada de flores. Na sua mão direita ostentava dois corações presos por correntes, mostrando com a mão esquerda o peito até o coração, no qual se lia a seguinte frase – de perto e de longe. Na orla do seu vestido se encontravam impressas estas significativas palavras: Para a morte e para a vida. Sim, a verdadeira amizade deve ser cultivada, quer estejamos perto, quer estejamos longe e mesmo a própria morte não a pode extinguir”. – Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág. 7.


Experiência: Quem já não ouviu falar da amizade que uniu Damão e Pítias, dois filósofos que viveram no tempo de Dionísio, o tirano de Siracusa. Dionísio se tornou famoso na história pelas atrocidades que cometeu, pois sob o menor pretexto mandava matar os seus súditos. Construiu várias prisões subterrâneas onde encerrava as suas vítimas.

Uma intensa e profunda amizade unia Damão e Pítias. Por uma fútil razão Pítias foi condenado à morte, mas pediu a Dionísio algum tempo para arrumar a sua vida e solucionar os seus negócios. Damão se ofereceu para morrer em lugar do amigo, se este não estivesse de volta no momento fixado.

Chegou a hora do suplício, muita gente se havia reunido, inclusive o tirano, para assistir à execução. Damão ia ser executado, quando apressadamente irrompe por entre a multidão Pítias apresentando-se para a morte.

Dionísio, apesar de sua maldade e severidade ficou comovido, perdoou a Pítias pedindo aos dois filósofos que o admitissem como 3º componente naquela sublime e extraordinária a amizade.

Aceitaram estes dois amigos a sua proposta? Absolutamente, pois Dionísio devido ao seu caráter, não era digno de partilhar tão extraordinário sentimento que unia estes dois vultos da história. 
(Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág.10)




terça-feira, 14 de março de 2017

"Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir" - análise dos Filósofos

Na Contracapa e nas Considerações Introdutórias da Obra "Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir" estão as análises de grandes filósofos do Brasil sobre a obra:


Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir (463 págs.), ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial. Pedidos ou Encomendas para o Atelier do Saber (atelierdosaber@hotmail.com)


A Obra Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir

Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir (463 págs.), ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial. Pedidos ou Encomendas para o Atelier do Saber (atelierdosaber@hotmail.com)

Sinopse: A análise e contextualização aliadas à primeira tradução para o português do clássico da Filosofia Política renascentista, Vindiciae contra Tyrannos, brindam-nos com a excelente oportunidade de observar a construção dos argumentos da luta contra a tirania em prol de uma teoria contratual de Estado, bem como a defesa da liberdade de consciência e expressão da fé realizadas por Stephanus Junius Brutus.
Se considerarmos a força dos argumentos e a modernidade das ideias apresentadas, entenderemos porque este tratado se tornou infame perante as autoridades estabelecidas nos séculos XVI e XVII.
Os escritores monarcômacos enquanto apresentavam seus argumentos contra a tirania em meio às Guerras de Religião, num vislumbre quase futurista, lançaram também as bases contratuais da democracia representativa.

Divisão da Obra Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir
Quatro Partes:
Na primeira parte do livro, após uma apresentação do fenômeno da tirania desde a antiguidade até o século XXI, é apresentada a narrativa histórica das Guerras de Religião, envolvendo seus personagens e principais acontecimentos. A narrativa é dinâmica, breve e didaticamente compreensível, e ao mesmo tempo, fidedigna e consistente com os fatos e referências dos principais historiadores franceses: acordos, divergências, romances, torneios, disputas, julgamentos, fé, casamentos, intrigas, assembleias, manipulação, traição, tramas, e é claro, os horrores da guerra fratricida.
Na segunda parte está a análise da obra Vindiciae Contra Tyrannos, uma obra que causou grande impacto em todos os segmentos da população francesa, pois ousava questionar a centralização do poder nas mãos do rei. E com argumentos que vão surpreender os leitores (baseados no Direito Romano, na História dos Povos e nas Sagradas Escrituras), ao mesmo tempo em que defendia a liberdade de consciência e expressão da fé, questionava a legitimidade do poder do rei se este agisse contrariamente aos propósitos de um bom governo. Chegava ao ponto de dar aos magistrados, representantes do povo, o direito de depor um governante se ele fosse um tirano. Quais argumentos e teses defende o autor das Vindiciae?
Na terceira parte está a tradução do texto completo das Vindiciae Contra Tyrannos. A tradução foi feita a partir do texto latino, com cotejamento das versões francesa e inglesa. Nesta parte, além da Introdução, estão as Quatro grandes questões feitas e respondidas por Stephanus Junius Brutus e o Poema Final.
Na quarta parte está um Apêndice com a análise das duas obras que antecederam as Vindiciae: Franco-Gallia e Le Droit des Magistrats. Além disso, ali também estão de forma resumida, as histórias de vida dos principais personagens das Guerras de Religião e uma breve análise dos fundamentos da teoria contratual.




Lançamento - Convite - Para quem ama a Ética e uma boa Filosofia


Lançamento da Obra Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir

Finalmente a primeira edição das Vindiciae Contra Tyrannos, após 17 longos anos de trabalhos e pesquisas... 
Lançamento no dia 28 de março no Auditório da Filosofia e Ciências Sociais, na USP - Universidade de São Paulo...


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