sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A improbabilidade estatística do acaso e o ateísmo

A improbabilidade estatística do acaso e o ateísmo
Frank V. Carvalho

Obviamente os ateus não acreditam que um Ser Superior esteja por detrás dos desígnios do Universo e da existência humana. Argumentando em favor de sua racionalidade procuram demonstrar que tudo pode ter surgido ao acaso – e assim, não há necessidade de Deus. O problema é que a própria razão exige argumentos plausíveis e dignos de crédito. Como então explicar que o acaso cego pode realizar as façanhas descritas abaixo. Acredito que para eles, explicar a origem da vida é um tremendo desafio...

Bem, este é um assunto para aqueles que gostam de dados consistentes e confiáveis. Matemáticos e estatísticos têm estudado a sério as probabilidades do surgimento da vida ao acaso e têm encontrado resultados desanimadores para os que acreditam no ‘evolucionismo cego’ (acaso). Vamos aos números:

Aminoácidos

As moléculas (aminoácidos) possuem uma característica interessante. Algumas são “destras”, outras são “canhotas”. Formadas ao acaso, como se dá na teoria do caldo orgânico, é muito provável que a metade fosse “destra” e a outra metade “canhota”. Todavia, dentre os 20 aminoácidos[1] necessários nas proteínas da vida, todos são “canhotos”. Sobre isso, J. D. Bernal, evolucionista, reconhece: “É preciso admitir que tal explanação ainda continua sendo uma das partes mais difíceis de explicar quanto aos aspectos estruturais da vida. Talvez jamais consigamos explicá-lo.”[2]

Proteínas

Considerando que os 20 aminoácidos necessários à vida se tivessem originado ao acaso, seria ainda necessário que eles se reunissem novamente ao acaso, de forma ordenada para formar uma única molécula de proteína. As moléculas necessárias à vida possuem proteínas muito complexas, o que tornam as probabilidades um tanto remotas.

Vejamos: É possível acertar ao acaso 20 números em 100 (20 aminoácidos em 100 aminoácidos). Sim, é possível – uma chance em 150.000 (cento e cinqüenta mil). Como ganhar na Loteria Federal. Mas atenção, cada número (aminoácido) deve ocupar um lugar predeterminado e ordenado (na seqüência correta) no mesmo instante em que se acertam os 20 números em 100. Isto eleva o cálculo probabilístico para uma chance em 10 elevado a 113 (1 seguido de 113 zeros). Isto para formar uma única molécula simples de proteína. Para os matemáticos, qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade igual ou maior que 10 elevado a 50 é rejeitado e considerado como jamais ocorrendo[3].

E vale lembrar que uma proteína não é um ser vivo.

Código Genético
O código genético é uma condição sine qua non (sem a qual não se pode) para a reprodução celular. Como diz Hitching: “as proteínas dependem do DNA para se formarem. Mas o DNA não pode formar-se sem a proteína preexistente.”[4]

Histonas

No DNA estão envolvidas cinco histonas (as histonas estão envolvidas em determinar as atividades dos genes). Elas são de uma complexidade extraordinária, em função de sua disposição e organização para se formar um ser vivo com suas múltiplas funções. “A probabilidade de se formar a mais simples destas histonas (apenas uma) ao acaso é de uma em 20 elevado a 100.”[5] “Este número expressa mais do que o total de átomos em todas as estrelas e galáxias visíveis através dos maiores telescópios astronômicos.”[6]

Moléculas de DNA

Em 1969, o Dr. Frank Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, EUA, calculou a probabilidade de se formar espontaneamente uma molécula de DNA básica essencial para o surgimento da vida. Seus cálculos revelaram que a probabilidade é ínfima, considerada até impossível do ponto de vista matemático. Quais seriam as chances de se formar uma única molécula de DNA? Segundo seus cálculos, uma em 10 elevado a 415 (1 seguido de 415 zeros)![7]

Conclusão

Você percebeu que eu não apresentei os cálculos estatísticos para o surgimento ao acaso dos aminoácidos. Na seqüência vieram as proteínas, depois as histonas e as moléculas de DNA, cada uma com seus cálculos estatísticos que as tornam improváveis ao acaso. O que parece é que o acaso acaba sendo uma palavra com um sentido diferente no vocabulário do ateísmo. Para tudo o que não se consegue dar uma explicação satisfatória surge o acaso, atuando ao longo de milhões ou bilhões de anos e dando conta da tarefa. Realmente impressionante!


Difícil não acreditar que eles têm muita no 'acaso'!


[1] Existem mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas presentes nos seres vivos.
[2] BERNAL, John D. The Origin of the life (a Origem da vida). USA, 1967, p. 144.
[3] W.T.B.P.S., A Vida, qual a sua origem? , Brooklin, NY, USA. 1985, p. 44.
[4] HITCHING, Francis. The Neck of the Giraffe, USA, p.66
[5] W.T.B.P.S., op. Cit., p. 45.
[6] Hoyle, Fred & Wickkramasinghe, Evolution from Space, 1981, USA, p. 27
[7] Como base para seus cálculos, ele supôs com base no pensamento atual da evolução, que outros planetas do Universo também reuniram condições que a molécula de DNA tenha tido a oportunidade de evoluir por meio de reações químicas naturais. Isso daria um total de 100 quintilhões (10 elevado a 20) de planetas que oferecessem condições de sustentar a vida, durante um período de 4 bilhões de anos. Ainda assim, a chance seria de uma em 10 elevado a 415.

5 comentários:

Cleiton Heredia disse...

São por estes e outros tantos motivos que concordo com Norman Geisler e Frank Turek quando dizem: "Não tenho fé suficiente para ser ateu".

Anônimo disse...

Ok. Você venceu. Vamos usar uma outra teoria para a origem da vida:
http://www.youtube.com/watch?v=33H8ENtMP5Y

MaX disse...

Meu caro, evolução é um fato. Um fato abundante aos olhos, com inúmeras evidências. Para exempificar 2 notícias recentes:
- "DNA" artificial dá pistas sobre surgimento da vida: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u581628.shtml
- Cientistas revertem evolução e devolvem barbatanas a peixe: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u580751.shtml

Uma possível explicação para o caso dos aminoácidos "canhotos":
http://super.abril.com.br/superarquivo/1998/conteudo_70569.shtml

Você diz que tudo é ao acaso com a intenção de desmoralizar a evolução, mas isso não é o que os evolucionistas dizem. Quando você diz que as coisas ocorrem ao acaso você está indo completamente contra a teoria da evolução. Nada é ao acaso. Procure estudar mais evolução.

Esse argumento do acaso é o que você fica repetindo como argumento aí pro resto das improbabilidades.

Daniel Leal Souza disse...

Caro Max, não, a evolução NÃO é um fato, mas uma teoria padrão (até o momento) na comunidade científica.

Dizer que é um fato é um erro epistemológico, pois nunca se prova uma teoria científica, mas esta deve estar constantemente sendo submetida ao falseamento para que seja ou revisada, caso haja exemplos que não se encaixe com a teoria, ou que seja descartada.

Outro problema é que a questão da origem da vida, embora importante para alguns estudiosos da evolução, é uma área a parte.

As improbabilidades da origem da são absurdas a ponto de dizer que isso é virtualmente impossível nos moldes canônicos do materialismo naturalista (uma bagagem (ou será um peso) filosófico herdado do século XIX).

Alguns dos problemas na teoria neodarwinista:

- Macroevolução (nunca foi empiricamente observada e o registro fóssil não possui exemplares que a sustentam - Procure saber sobre a Teoria do Equilibro Pontuado de Gould e Eldridge).

- Improbabilidade matemática para a complexidade apenas com acaso e necessidade;

- Organização da informação e complexidade dos sistemas bioquímicos (veja a célula por exemplo: Um computador em miniatura);

Existem cientistas que já colocaram em cheque desde os anos 80 a teoria neodarwinista sem precisar se aliar a nenhum criacionismo (Ex: Stephen Jay Gould, Niles Eldridge, Lynn Margaulis, Michael Denton, James Shapiro, Michael Behe, etc.);

Afirma que a teoría da evolução é um fato é pura ato de fé. É uma teoria que merece respeito, mas que precisa ser discutida de forma a ver suas conquistas e falhas.

Junio disse...

Caro Daniel, só a probabilidade matemática não satisfaz a questão, de acordo com a ciência a evolução ocorre por fatores externos, segundo a ciência a vida se adapta as condições a que são submetidas estas espécies, a matemática não leva em consideração por exemplo uma mudança de temperatura da terra que pode ter interferido no caminho de muitas espécies fazendo com que elas tivessem a necessidade de se adaptar

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