quinta-feira, 30 de junho de 2011

Questões Importantes sobre o Método Silábico de Alfabetização

Alfabetização pelo Método Silábico - Porque é ainda tão utilizada?

A Silabação (alfabetização pelo Método Silábico) adquiriu status de modelo de alfabetização a partir de Thomaz Paulo do Bom Sucesso Galhardo, com a publicação da Cartilha da Infância no começo da década de 1880. Nela, ele critica o método da soletração e fala que o método da palavração (analítico) é muito avançado para a realidade brasileira. A partir daí ele defende a silabação como uma proposta mais racional e efetiva para as crianças do Brasil.
É verdade que o embate entre os métodos analíticos e sintéticos passará por várias fases entre 1880 e o começo do século XXI. Contudo, o método silábico se manterá como o mais influente modelo de alfabetização presente nas escolas brasileiras, seja em sua forma tradicional (a partir das sílabas), seja como método misto (mesclado com ‘palavração’ ou ‘sentenciação’).
A explicação dos entendidos é simples. Se você pedir a uma criança que divida uma palavra, por exemplo "boneca", ela dirá "bo" - "ne" - "ca". Se você pedir o mesmo a um adulto que ainda não sabe ler, ele fará o mesmo. Pela lógica, eles dizem, a divisão "silábica" mostra que o caminho 'silábico' é o mais natural. Não dá para dizer que isso não faz sentido.

Na prática das escolas. Se na soletração, a dinâmica era “b” com “a”, “ba”, “b” com “e”, “bé” (etc.), na silabação, a dinâmica será “ba, be, bi, bo, bu; da, de, di, do, du” (etc.).

No caminho silábico trabalham-se primeiro as consoantes que apresentam menores dificuldades fonético-ortográficas.

No entanto, o ensino da leitura e da escrita através do método silábico encontrará suas dificuldades. A primeira é que teremos muitas famílias silábicas. O desafio que se apresenta é múltiplo: saber quantas famílias são; quantas sílabas temos ao todo; quais são as que apresentam ‘alguma’ dificuldade; qual seria a ordem ideal de apresentação.


A Influência da Cartilha Caminho Suave

Caminho Suave é uma obra didática - uma cartilha de alfabetização concebida pela educadora brasileira Branca Alves de Lima (1911-2001), que se tornou um fenômeno editorial. De acordo com o Centro de Referência em Educação Mário Covas, calcula-se que, desde 1948 quando teve sua primeira edição, até meados da década de 1990, foram vendidos 40 milhões de exemplares dessa cartilha. 
Em 1995, por força da influência construtivista, a cartilha Caminho Suave foi retirada do catálogo do Ministério da Educação (portanto, não é mais avaliada), em favor da alfabetização baseada no modelo mais influente da época (construtivismo). Apesar de não ser mais o método "oficial" de alfabetização dos brasileiros, a cartilha de Branca Alves de Lima ainda vende cerca de 10 mil exemplares por ano. Afinal de contas, milhares de brasileiros adultos que lêem e escrevem muito bem (ou relativamente bem) aprenderam por esse caminho. Vale ressaltar que as novas edições desta cartilha incorporaram "textos" e 'contextos' deixando para trás a ênfase em frases isoladas.
Em pesquisas realizadas por professores que coordenaram o Alfabetização Solidária, quando era dado a uma pessoa (que sabia ler e escrever e já havia completado o ensino fundamental ou médio e que nunca antes havia alfabetizado ninguém) o desafio de alfabetizar alguém, o que eles faziam? 
Utilizavam fundamentos e elementos do método silábico. Porquê? (...)

2 comentários:

Edson Joel disse...

Está cientificamente provado que o atual método de alfabetização no Brasil... não alfabetiza. José Morais, professor português e emérito da Universidade de Bruxelas, diz isso claramente. Lastreado no construtivismo e nas suas vertentes radicais, o construtivismo está promovendo uma geração de imbecis. Como provar? Fácil! Analisem o PISA, Ideb, Prova Brasil, Enem... e se prova que há 25 anos a educação no país regride graças aos defensores de teorias mofadas e que a neurociência condena. Com resultados tão ruins, discutir o que e com quem? Com os apalermados unespianos defensores de teorias comprovadamente nefastas? Brejo Santo é uma cidade cearense de 45 mil habitantes, renda per capita 70% menor que a media nacional cujo Ideb há sete anos atrás era de 2,9 e saltou para 7.2 em 2013. Segredo? Lá acabaram com as invencionices pedagógicas, jogaram o construtivismo no lixo, aplicaram o método fônico
e os resultados são impressionantes: 99% dos alunos do primeiro ano do fundamental são alfabetizados em menos de um ano; alunos do 5º ano tem 100% de aproveitamento em matemática e seu Ideb faz inveja pra São Paulo, capital e pro resto do país. E mais: a escola é publica municipal e na maioria das escolas os alunos disputam com galinhas o pátio de chão batido na hora do recreio. Se falta dinheiro para investir na infraestrutura, sobra competência nos métodos e metodologias de alfabetização. Alguém ai vai discordar? Expliquem porque Brasil e México estão nas últimas posições em educação no mundo, porque as crianças mais pobres de Xangai sabem mais matemática que os mais ricos dos Estados Unidos e Europa? Porque lá não construtivismo.

Edson Joel
edsonjoel@tvmarilia.com

Gilmara C Martins disse...

Brilhante sua explanação, sou de garça-sp, faço filosofia no COF e poucas vezes vi tal explicação fortemente incontestável como a sua, meus parabéns.

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