quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela

Ontem apresentei minhas palavras ao grupo de professores e funcionários do Instituto Federal ao assumir a direção educacional, utilizando as palavras do grande líder Nelson Mandela. 
Hoje ele se foi, deixando seu grande legado. 
Foram estas as palavras de Mandela que pronunciei: 

"Nosso medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é utilizar o poder além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nós nos perguntamos: Quem somos para que nos considerem brilhantes, atraentes, talentosos e incríveis? Na verdade, a pergunta deve ser dirigida a todos que aqui estão: quem é você para não ser tudo isso?(...) Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se tentando fazer com que as outras pessoas se sintam seguras em torno de você. Na verdade, o efeito será o contrário. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo". Nelson Mandela, Discurso de posse no Parlamento Sul-africano, em 1994.

domingo, 17 de novembro de 2013

Nós, os Seres Humanos

Nós, os seres racionais do Planeta...

Após tantos e tantos anos de aprendizado e desenvolvimento, ainda continuamos capazes de fazer barbaridades incríveis. Mas o velho Einstein já dizia: a estupidez humana não tem limites...


A apresentadora de um Programa televisivo, Melissa Bachman (o programa é "Winchester Deadly Passion"), causou polêmica e revolta ao postar a foto de um leão morto por ela em sua conta na internet (twitter). Após receber milhares de ameaças, modificou o perfil de sua conta. Na postagem aparecia o seguinte texto:: "Dia incrível de caça na África do Sul! Perseguindo este leão macho...que caça!".



Mas uma pesquisa mais aprofundada mostra que ela faz isso há algum tempo. 

Ela apresenta em seus perfis no Facebook e no Twitter fotos ao lado de bichos mortos que encontrava durante as expedições para gravar o seu programa de nome sugestivo (A paixão mortal pela Winchester).

Até que ponto o meio no qual ela cresceu, os patrocinadores, editores e o público alvo de seu programa são também responsáveis pelas atitudes dela? 

Não seria ela (e seu comportamento) fruto de uma mentalidade que domina grande parte da humanidade (violência)? No entanto ela (Melissa) é 'um ser racional' dotado de livre arbítrio, podendo fazer suas próprias escolhas e é claro, assumir o risco de suas decisões.

Mas a mentalidade (ideologia) da 'Violência' continua diante de nós. Analise você mesmo. Continuamos a cometer sem necessidade essa mesma violência com milhares de animais e sempre temos as escusas ideológicas baseadas em nossas necessidades. E ainda ensinamos isso às nossas crianças, que crescem influenciadas pelo comportamento dos adultos. 

Já dizia A. Schweitzer (para o bem, ou para o mal): “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.” 

Melissa já nasceu com uma arma na mão, ou 'alguém' a ensinou essa postura e atitude?



Ficam várias perguntas (não vou cansá-los com minhas teses):

1. Faz sentido criar Parques Florestais para (em tese) proteger os animais e fazê-los alvos de caçadas humanas?

2. Faz sentido aprisionar animais, que na natureza ocupam espaços gigantescos em jaulas minúsculas, para servir de espetáculo de visitação pública (zoológicos)?

3. Será que haveria 'comoção pública' se ela matasse apenas crocodilos? 

Fonte das Fotos: Fotos e Arquivos disponíveis na Internet no Twitter e páginas de Melissa Bachman.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uma Opção pela Vida

"Cada pessoa escolhe quanta verdade é capaz de suportar." F. Nietzsche
"Não há nada mais poderoso no mundo do que uma ideia cujo tempo chegou." Júlio Verne
“A Terra pode produzir comida suficiente para a fome de todos, mas não o suficiente para a ganância de todos.” Phillip Wollen

Nos últimos dias tenho refletido bastante sobre uma questão que me intriga desde a minha adolescência. E quanto mais eu reflito, tanto mais eu me asseguro que não há várias opções, mas apenas uma quando o assunto é sobre o 'consumo de carne'.

Fui vegetariano por aproximadamente dez anos. Depois alternei momentos de vegetarianismo com outros momentos em que me permitia consumir carne branca ou peixe. Esses momentos duravam meses e às vezes chegavam a um ano. Fiz isso por pouco mais de vinte anos tentando aplacar minha consciência.

Então, uma recomendação médica (em função de uma gastrite crônica que insiste em não me deixar) me me fez diminuir drasticamente o pequeno consumo.

Sempre tentei encontrar a motivação correta para tudo o que faço na vida. Analisar meus motivos, repensar meus paradigmas....

Minha opção definitiva pelo vegetarianismo tem muitos fundamentos. Já não é possível deixar de ser vegetariano...

Bem, os motivos são múltiplos:

- O Respeito que se deve ter para com a vida dos Animais.

- A Saúde Humana.

- O Respeito ao Meio Ambiente.

- As Alternativas saudáveis (na verdade, não são alternativas, são caminhos naturais de alimentação).

- A constituição natural humana (nosso aparelho digestivo) e os alimentos que naturalmente são adequados à ela.

- A Essência do Cristianismo.

Bem, falei no começo sobre a quantidade de verdade que cada um escolhe deixar em sua vida. O que me fez incluir esse pensamento neste post foi um vídeo do (ex) beatle Paul McCartney. Se você quer ouvir bons motivos, assista. Se você ainda não está pronto para assistir algumas verdades sobre o assunto, adie mais uma vez...

Paul McCartney fala sobre o Vegetarianismo

Bem, decisões deveriam sempre ser escolhas pessoais. É assim que funciona!!!

Está pronto? Se sim, são para você as verdades abaixo:

Dez minutos de Plena Sensatez




A Realidade Cruel dos Abatedouros - Reportagem do Fantástico (Rede Globo)

Porque fazemos distinção entre cães, gatos e bois? (Forte)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lançamento Oficial do Livro 'O Paradigma das Cavernas'



"Ousadia ou prudência, resignação ou inconformismo, ponderação ou audácia? Somente com ousadia poderemos alcançar muitos sonhos e transpor barreiras que parecem difíceis ou insuperáveis. Mas necessitamos de prudência, sobretudo na avaliação de cada situação que cerca a tomada de importantes decisões. Se por um lado não podemos nos conformar com um estado de coisas insatisfatório, por outro temos que nos resignar com aquilo que não podemos de fato mudar. Refletir cuidadosamente para não correr o risco de errar ou ser audacioso e colher uma vitória há muito esperada? Como não podemos adiar indefinidamente as importantes decisões de nossa vida, o que fazer então?"

Em breve, você poderá percorrer os fascinantes caminhos da descoberta, do questionamento,  do crescimento intelectual e do amadurecimento através deste ensaio filosófico sobre o conhecimento e as escolhas.

Lançamento Oficial: 03 de Setembro de 2013, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, 509, próximo à Estação de Metrô Brigadeiro. 

O Livro estará disponível na Flor de Canela, no Shopping São Roque. 

Livro disponível também no site da Livraria Martins Fontes, Asabeca e Livraria Cultura.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

DEFININDO QUALIDADE

DEFININDO QUALIDADE

Dr. Frank Viana Carvalho

Resumo
A imprecisão da definição de qualidade não se apresenta como um grave problema para a maioria das pessoas. Entretanto, para aqueles que trabalham em processos de avaliação da qualidade, a conceituação é uma necessidade evidente. Ocorre que a subjetividade é a marca mais evidente na conceituação do termo.

Abstract
The vagueness of the definition of quality is not presented as a serious problem for most people. However, for those working in the process of quality assessment, conceptualization is an obvious need. Occurs that subjectivity is the most obvious mark on the definition of the term.



O conceito de qualidade é difícil de ser definido com precisão. É polissêmico, no entanto, não há quem o não reconheça. Embora algumas definições de dicionários sejam repetitivas e não conclusivas, é neles que iniciamos uma caminhada buscando definir este termo. Encontramos uma definição básica numa obra de RUTH ROCHA (1996:508) que, embora sucinta, ela fixa-se nos aspectos objetivos ao conceituar qualidade como:

“1 Aquilo que caracteriza uma coisa. 2 Índole, modo de ser (no sentido elogioso). 3. Categoria, atribuições. 4. Espécie, tipo.”

Justamente o que “caracteriza” uma coisa é a sua qualidade e o “modo de ser” de uma pessoa também é o indicador de sua qualidade humana. Uma mesma linha de raciocínio, mas adicionando pontos significativos, acrescenta:

  “Qualidade:  1. Característica de uma coisa. 2. Modo de ser. 3. Dote, predicado. 4. Disposição moral, caráter, temperamento. (MELHORAMENTOS, 1992:423)

A conclusão do caráter, que é o traço moral da individualidade, transpõe a definição para um aspecto mais subjetivo. Incluindo o temperamento na sua definição da qualidade humana, ele abre espaço para uma construção de qualidade humana, pois segundo GOLEMAN (1995:102) “o temperamento pode ser alterado pela experiência”.

CUNHA (1975:8) aproxima-se da definição mais atual ao afirmar que qualidade é o “grau de conformidade em relação a um certo padrão”. Vai além destas definições e busca na filosofia uma conceituação que escapa aos processos etimológicos:

“Qualidade: ... 1. Característica que destingue uma pessoa, coisa ou entidade. 2. Virtude, talento. 3. Caráter, temperamento. 4. Categoria, tipo. 5. Grau de conformidade em relação a um certo padrão. 6. Em gramática, valor das vogais de acordo com o timbre. 7. Em filosofia, acidente que modifica a substância sem alterar a essência; constitui uma das categorias fundamentais da filosofia aristotélica. Distinguem-se as qualidades primárias, inerente a idéia de matéria (Extensão, impenetrabilidade, forma), e as qualidades secundárias, que correspondem a sensações e podem ser supridas sem que se elimine a idéia de corpo (cor, sabor, cheiro, som calor, etc.).”

Não é o objetivo central desta abordagem verificar as nuances filosóficas da definição de qualidade. Mas não deixamos de perceber a sua influência na formação do conceito atual do termo. É perceptível a ênfase filosófica da “essência”. É algo primário, inerente e também secundário, perceptível. A qualidade é, por assim dizer, uma característica distintiva, que faz de um ser ou uma entidade, diferente das demais e que a partir daí pode lhe atribuir valor.  Em filosofia, de acordo com Mora (1982:329), “a qualidade é um acidente que modifica a substância sem alterar a essência.”

A definição de GARCIA e NASCENTES (1974:3008), porém, é mais adequada à compreensão atual e vão categorizar a qualidade em vários outros pontos não abordados.

 “Qualidade: ... O que faz que uma coisa seja tal como se considera; propriedade e ou condição natural das pessoas ou coisas pela qual se distinguem das outras; o que constitui a maneira de ser das pessoas ou das coisas; essência; natureza. Propriedade, excelência, virtude. Caráter, índole, disposição moral ou intelectual;   atributo (bom ou mau) das pessoas. Laia, jaez, espécie, casta...” “... Natureza, condições próprias de alguma coisa, aptidão. Qualidades ocultas, supostas qualidades ou propriedades inacessíveis aos sentidos e à razão e que se admitiam nos corpos para explicar os efeitos, que pelos meios diretos de observação não se sabiam explicar. (...)”


A subjetividade do termo transparece nas “propriedades inacessíveis aos sentidos e à razão”. Parte do que é qualidade não poderia ser definida ou percebida, muito menos mensurada ou quantificada.  Mostra o lado da aplicação às pessoas quando afirma que é um “atributo” bom ou mau. Aqui neste ponto, eles fizeram também a primeira referência de qualidade que pode ocorrer no sentido negativo. Ressaltam ainda a qualidade como uma “disposição moral ou intelectual”.  Destaca-se sobremaneira aqui a condição natural das pessoas, sua maneira de ser,  suas virtudes, sua disposição, sua excelência. Eles trazem assim, a definição para um lado mais humano, embora não deixem de mencionar as outras características da qualidade:

SILVA (1970:507) adiciona às concepções já citadas “o grau de perfeição, de precisão, de conformidade a um certo padrão.” A qualidade, na definição dele também será “a conveniência entre o sujeito e o predicado”.

 “Qualidade: ... (latim qualitate).
1. Atributo, condição natural, propriedade pela qual uma pessoa ou coisa se individualiza, distinguindo-se das demais; maneira de ser, essência, natureza. 2. Excelência, virtude, talento.
3. Caráter, índole, temperamento.
4. Grau de perfeição, de precisão, de conformidade a um certo padrão “...” 12. Filos. Conjunto de aspectos sensíveis da percepção resultantes de uma síntese efetuada pelo espírito. 13. Filos. Propriedade do juízo que percebe a conveniência ou a desconveniência entre o sujeito e o predicado. S.f.  pl. Atributos que se convêm ou adaptam a um ente. Quando estas qualidades procedem de sua essência, chama-se propriedades ou qualidades essenciais ou diferenças específicas, quando não procedem de sua essência e sem elas o ente pode subsistir, chamam-se acidentes ou qualidades acidentais. (...)  “propriedades não verificáveis, supostas na natureza para explicar os fenômenos. Q. primárias filos., Aqueles sem as quais os corpos não podem ser concebidos (extensão e impenetrabilidade). (...).”

As qualidades “essenciais” para um ser humano seriam então, dentre outras, a razão e o funcionamento autônomo do organismo, enquanto que as qualidades acidentais poderiam ser a altura, o peso, a cor da pele, a sabedoria ou a ignorância. Nas essenciais está a existência e a natureza do ser, enquanto que as acidentais não estão relacionadas como as primordiais à subsistência do ser. Já para os objetos ou artefatos, estaria a precisão, a conformidade a um determinado modelo ou padronização.

DEMO (1994:25-26), com propriedade afirma que “na qualidade não vale o maior, mas o melhor, não o extenso, mas o intenso, não o violento, mas o envolvente; não a pressão, mas a impregnação”.

Para VOLKER (1994:59), a qualidade é “um atributo que lhe caracteriza esta existência, que a identifica, especializa, a torna única e inédita.” Mas ele reconhece a dificuldade de se achar um conceito padrão. Entender a qualidade envolve subjetividade:

“Qualidade: “... a qualidade é o atributo do ser. Pelo fato de algo ser, há um atributo que lhe caracteriza esta existência, que a identifica, especializa, a torna única e inédita. (...) De uma forma ou de outra, a apreensão da qualidade sempre foi um dos grandes desafios da filosofia. A ciência hoje adota o ponto de vista da  complexidade. Assim, a qualidade é o resultado de interações, interligações, emergência e repressões, enfim, uma rede de relações entre os contextos internos e   externos de um sistema na história. Este sistema pode ser um átomo, uma partícula ou uma instituição”.

Estas definições são algumas das concepções de etimologistas e estudiosos da língua portuguesa. Há variação entre eles, pois “de fato, o próprio conceito de qualidade varia de acordo com as circunstâncias temporais e espaciais”, afirma VIEIRA (1995:105).

Sua validade está na reflexão que nos remete a uma melhor compreensão da sua aplicação no contexto contemporâneo. Assim, vemos que o conceito é complexo e de aplicações contextuais, não podendo necessariamente ser aplicado indistintamente em diferentes épocas e circunstâncias com o mesmo significado.

Referências Bibliográficas:

CUNHA,  Maria Carneiro (org.). Enciclopédia Universal Gama. Rio de janeiro: Gamma, 1975.
DEMO, Pedro. Avaliação Qualitativa. Campinas: Editora Autores Associados , 1994.
____________. Educação e Qualidade. 2ª Ed., Campinas: Editora  Papirus, 1995.
GARCIA,   Hamilcar,   NASCENTES,   Antenor.  Dicionário  contemporâneo  da  Língua Portuguesa CALDAS AULETE. Vol. IV, 3ª Ed., São Paulo: Delta, 1974.
GOLEMAN,  Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.
MORA,  José  Ferrater.  Dicionário  de  Filosofia.  5ª Ed.,  Lisboa:  Publicações  Dom Quixote, 1982, p. 329.
SILVA,  Adalberto  Prado.  Novo  Dicionário  Brasileiro  Melhoramentos.  Vol.  IV,  São Paulo: Melhoramentos, 1970.
VIEIRA, Sofia Lerche.  "Educação e Qualidade". In: Revista Universa, V. 3, nº 2, p. 283,  out. 1995.
VOLKER,   Paulo  R.  M.  Revista  Dois  Pontos.  A famigerada  qualidade  no  ensino – Paradoxos filosóficos da educação. Primavera de 1994, p. 59.

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