quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Perguntas Intrigantes sobre o Universo e sobre a Origem da Vida

Meu amigão postou em seu blog as intrigantes perguntas da Revista Ciência e Vida, na verdade os ‘dez maiores enigmas da ciência’. Achei as perguntas muito interessantes e me desafiei não a respondê-las, mas comentá-las. Vou por etapas. Na sequência aparecem as questões intrigantes sobre a origem da Vida a partir da perspectiva Evolucionista.

Perguntas Intrigantes I
1. Por que há qualquer coisa em vez do nada?
Essa pergunta é desafiadora para quem não acredita em desígnio e propósito. E para quem acredita em propósito, o desafio é outro: entender claramente esse propósito. E observe que é uma pergunta que pede respostas em pensamento divergente, pois a grande questão continua: por que o Universo existe?

Como a pergunta inicial é de fato difícil e nos remete à origem de tudo, fica aqui outra questão desafiadora. Das duas uma: ou o Universo sempre existiu ou Deus sempre existiu. Intelectual e racionalmente temos que decidir por uma. Mas analise, se o Universo sempre existiu, como explicar a segunda lei da termodinâmica (a entropia), o big bang, o afastamento das galáxias e a própria ‘existência eterna’ do Universo?

2. Como surgiu a vida?
Se a vida provém de Deus, a resposta é suficiente por si mesma e como ela ocorreu passa a ser apenas um detalhe. A questão que não foi feita é ‘como Deus surgiu’? Podemos responder racionalmente com muita limitação e talvez uma das respostas mais inteligentes (e criativas) já foi dada por Agostinho: Deus não ‘surgiu’ ou foi ‘criado’, porque Deus sempre existiu. E sempre existiu porque foi Ele quem criou o tempo e tudo o mais.

Se a vida surgiu ao acaso, a resposta é bem mais difícil, embora alguns cientistas queiram fazê-la parecer fácil. Dadas as impossibilidades e improbabilidades da matéria inorgânica e mesmo orgânica evoluir ao acaso até um ser vivo, e esse ser vivo já surgir como ‘unidade funcional’ e capacidades de auto proteção, auto reprodução, sistemas digestivo e excretor e um não compreendido senso de existência (que o levaria a manter-se e procriar-se), e tudo isso sem ter ‘consciência’ (se é que nós sabemos o que é consciência), a resposta dos evolucionistas ateístas tende mais para um ato de fé religiosa do que de fé na ciência.

3. Há outros Universos?
A expressão ‘multiverso’, destacada no segundo livro de Sthephen Hawking, tem intrigado a comunidade científica, pois além das fronteiras do Universo fica a pergunta: o que haverá? Se o Universo tem o tamanho medido pela distância das estrelas mais distantes (observadas pelos potentes telescópios), começa ali um ‘vazio’, um ‘nada’? Se sim, e depois? E além disso, questões intrigantes da física quântica, que nos remetem a um ‘delicado’ equilíbrio cósmico, sugerem para alguns a necessidade de uma ‘contraposição’ material em outra dimensão para que tudo que aqui existe se mantenha.


E tem ainda a questão dos ‘buracos de minhoca’, verdadeiras passagens ou atalhos entre diferentes dimensões ou Universos – postulados pelas pesquisas de físicos de renome. E se existem outros Universos, quantos eles seriam? E como seriam? Haveria neles outros seres ‘inteligentes’? Se existem ‘vários’ Universos, eles ocupam todo o ‘vazio’ ou o ‘nada’? Até onde vai o ‘nada’? O ‘nada’ é um ‘espaço vazio’ que vai sendo preenchido por ‘coisas’ ou o nada é a absoluta ausência de qualquer coisa, inclusive do espaço? Até onde vai o limite de nossa inteligência em tentar compreender essas coisas?
Temos aqui mais uma antinomia da razão. Imaginar um Universo finito é muito pouco para a nossa inteligência e capacidade racional. Imaginar um Universo infinito vai muito além da nossa razão e não podemos concebê-lo.


Obs. As perguntas que o Ebenézer apresenta estão no endereço do seu blog: http://detextoemtexto.blogspot.com/

Perguntas Intrigantes II

Agora as perguntas Intrigantes sobre a origem da Vida

Teóricos do Design Inteligente que são evolucionistas acreditam numa intervenção transcendental que possibilitaria o modelo em seus pontos críticos. Será que há pontos críticos na teoria evolucionista quando ela trata da origem da vida?

A Atmosfera Primitiva

“Em 1953, Stanley Miller fez passar uma faísca elétrica por uma atmosfera de hidrogênio, metano, amônia e vapor d’água. Isto produziu alguns dos muitos aminoácidos existentes, os quais constituem os blocos de construção das proteínas. No entanto só conseguiu 4 dos 20 aminoácidos necessários para o início da formação de um ser vivo. Até hoje, muitos anos depois, os cientistas ainda não conseguiram produzir experimentalmente, todos os 20 aminoácidos necessários, sob condições plausíveis de Laboratório. (1)

Tanto para Miller como para Oparin, os compostos de interesse biológico (seres vivos primitivos) só ocorreriam na ausência de oxigênio livre na atmosfera.”(2)

Mas, a maioria dos cientistas discorda desta colocação, dizendo que havia a necessidade da presença de oxigênio. Hitching afirma: “Havendo oxigênio no ar, o primeiro aminoácido jamais teria começado; sem oxigênio, ele teria sido extirpado pelos raios cósmicos (radiação ultravioleta)”(3)

O Caldo Orgânico

O ambiente aquoso era necessário para dar proteção às formas orgânicas primitivas da severa radiação que teria lugar na atmosfera primitiva.

“É interessante notar que Miller só poupou os quatro aminoácidos, porque os removeu da área da faísca. Se os deixasse ali, a faísca os teria decomposto.” (4) Presentes na água, os aminoácidos tenderiam a se desagregar e não o contrário. “A desagregação no ambiente aquoso é muito mais provável”(5). “A presença na água favorece a desintegração das moléculas maiores em moléculas menores.”(6)

Ambiente Seco?

Se no ambiente aquoso não poderia ter ocorrido a agregação de aminoácidos para a formação de moléculas maiores, seria necessário então um ambiente seco.

“No começo da década de 70, o biólogo Sidney Fox aqueceu a seco, a 60º C, uma mistura de aminoácidos. Obteve uma pequena mistura de polipeptídeos, aos quais chamou de proteinóides. A água resultante evaporou pelo aquecimento, Fox quis demonstrar que os aminoácidos poderiam se unir apenas com uma fonte de energia, o calor. Faltou esclarecer onde isto poderia ter ocorrido.”(7) Num ambiente seco, os aminoácidos estariam expostos à radiação, que os teria exterminado.

Aminoácidos

Existem mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas presentes nos seres vivos.

As moléculas (aminoácidos) possuem uma característica interessante. Algumas são “destras”, outras são “canhotas”. Formadas ao acaso, como se dá na teoria do caldo orgânico, é muito provável que a metade fosse “destra” e a outra metade “canhota”. Todavia, dentre os 20 aminoácidos necessários nas proteínas da vida, todos são “canhotos”. Sobre isso, J. D. Bernal, evolucionista, reconhece: “É preciso admitir que tal explanação ainda continua sendo uma das partes mais difíceis de explicar quanto aos aspectos estruturais da vida. Talvez jamais consigamos explicá-lo.” (8)

Probabilidades

Considerando que os 20 aminoácidos necessários à vida se tivessem originado ao acaso, seria ainda necessário que eles se reunissem novamente ao acaso, de forma ordenada para formar uma única molécula de proteína. As moléculas necessárias à vida possuem proteínas muito complexas, o que tornam as probabilidades um tanto remotas.

Vejamos: É possível acertar ao acaso 20 números em 100 (20 aminoácidos em 100 aminoácidos). Sim, é possível – uma chance em 150.000 (cento e cinquenta mil). Como ganhar na Loteria Federal. Mas atenção, cada número (aminoácido) deve ocupar um lugar predeterminado e ordenado (na sequência correta) no mesmo instante em que se acertam os 20 números em 100. Isto eleva o cálculo probabilístico para uma chance em 10113 (1 seguido de 113 zeros). Isto para formar uma única molécula simples de proteína. Para os matemáticos, qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade em 1050 é rejeitado e considerado como jamais ocorrendo (9). Vale lembrar que uma proteína não é um ser vivo.

O Código Genético

O código genético é uma condição sine qua non (sem a qual não se pode) para a reprodução celular. Como diz Hitching: “as proteínas dependem do DNA para se formarem. Mas o DNA não pode formar-se sem a proteína preexistente.”(10)

No DNA estão envolvidas cinco histonas (as histonas estão envolvidas em determinar as atividades dos genes). Elas são de uma complexidade extraordinária, em função de sua disposição e organização para se formar um ser vivo com suas múltiplas funções. “A probabilidade de se formar a mais simples destas histonas (apenas uma) ao acaso é de uma em 20100.”(11) “Este número expressa mais do que o total de átomos em todas as estrelas e galáxias visíveis através dos maiores telescópios astronômicos.”(12)

Referências
(1) W.T.B.T.S. A Vida, qual a sua origem? , Brooklin, NY, USA. 1985, p. 40
(2) STANLEY L. Miller e Leslie E. ORGEL. The Origin of life on the Earth, USA, 1974, p. 33,.
(3) HITCHING, Francis. The Neck of the Giraffe, USA, p. 68.
(4) W.T.B.T.S, op. Cit., p. 41.
(5) WALD, George. Física e Química da Vida, Editora IBRASA, pp. 16-17
(6) DICKERSON, Richard E. A Evolução química e a origem da vida., Revista Scientific American, setembro de 1978, p. 75
(7) BIOLOGIA VIVA, Editora Ática, p. 291
(8) BERNAL, John D. The Origin of the life (a Origem da vida). USA, 1967, p. 144
(9) W.T., op. Cit., p. 44.
(10) HITCHING, Francis. Op. Cit., p.66
(11) W.T., op. Cit., p. 45.
(12) Hoyle, Fred & Wickkramasinghe, Evolution from Space, 1981, USA, p. 27
Fonte da Imagem: http://www.scb.org.br/

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