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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Praticando a Interdisciplinaridade

Praticando a Interdisciplinaridade
Frank Viana Carvalho
Duzolina Alfredo Filipe de Oliveira

Desde o advento da escola moderna com Comenius (Didática Magna), a prática pedagógica, embora tenha muitas virtudes, ao longo dos anos levou a escola a tratar os conhecimentos e acontecimentos da realidade social de forma fragmentada e desvinculada das experiências significativas do educando, não dando o real valor e unicidade aos contextos culturais, científicos, sociais, políticos econômicos e pessoais. Há necessidade de se trabalhar a abordagem contextualizada fundamentada no ponto de vista globalizador, buscando a operacionalização através do aprendizado da interdisciplinaridade. Ao adotarmos o exercício interdisciplinar na escola, envolvemos todos os educadores de diferentes formações e conseguimos envolver os temas transversais às disciplinas. Só assim professores e alunos compartilham o aprendizado e constroem juntos o conhecimento.
Embora a escola considere que a divisão e subdivisão dos saberes em áreas e disciplinas visava facilitar o ensino, muitos educadores estão certos de que isso em grande medida fragmentou e dificultou a necessária interligação que há no conhecimento. A Interdisciplinaridade parte do pressuposto que a realidade é una e indivisível e concebe o conhecimento como aberto a despeito de suas múltiplas faces, exigindo de educadores e educandos uma maneira de ensinar e aprender que desenvolva a competência de estabelecer relações entre partes e o todo, superando a concepção unidirecional e fragmentada do conhecimento.

A prática pedagógica é uma atividade complexa e dinâmica, que se efetiva em espaços educacionais ou em ambientes voltados a esse fim, voltados à formação do estudante. Para entender a demanda do contexto atual, deve ser organizada de modo que possibilite a formação de um cidadão critico capaz de lidar conscientemente com a realidade cientifica e tecnológica na qual está inserido. A aprendizagem é sempre potencialização de reconstrução de conhecimentos científicos, culturais, sociais e políticos.
A melhor maneira de fazer com que isso aconteça é através da interdisciplinaridade que deve ir além da simples justaposição de disciplinas ao interagimos em busca de objetivos comuns. Mas para isso é necessário ter uma visão do que ocorre em outras áreas e disciplinas.  Devemos através do trabalho pedagógico incentivar uma aproximação para envolver docentes, discentes e disciplinas em atividades ou projetos de estudoprojetos de pesquisa e ação. A interdisciplinaridade poderá ser uma prática pedagógica e didática eficaz ao cultivarmos um diálogo constante entre os saberes e desafiarmos os alunos a posturas construtivas de questionamento, de aprovação, de indeferimento, de acréscimo e de transparência sobre a sua compreensão dos conhecimentos. Na interdisciplinaridade os alunos aprendem a visão do mesmo objeto sob prismas distintos.
A prática da interdisciplinaridade possui uma linha de trabalho integradora que pode agregar um objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. Quando problematizamos uma situação, o problema causador do projeto pode ser uma experiência, um desencadeamento de ação para interferir na realidade ou aprofundar os conhecimentos de uma área. Por vezes o tema ou assunto unificador propicia várias abordagens e projetos nas diferentes disciplinas, e em outros momentos é o modelo de abordagem ou a estratégia metodológica que permitirá ao aluno visualizar a interação e proximidade dos temas comuns às áreas. Devemos nos conscientizar que os projetos integradores são interdisciplinares em sua compreensão, cumprimento e avaliação.
Em termos pedagógicos, a interdisciplinaridade também pode ser substituída por outros termos como multidisciplinaridadetransdisciplinaridade e pluridisciplinaridade, pois as mesmas permitem compreender a organização dos saberes em áreas e criam contextos para unificar ou aproximar estes conhecimentos.
A interdisciplinaridade envolve a contextualização do conhecimento, que mantém uma relação fundamental entre o sujeito que aprende e o componente a ser aprendido, evocando fatos da vida pessoal, social e cultural, principalmente o trabalho, os valores e a cidadania. Quando os alunos participam da tomada de decisão a respeito de um tema ou na construção de um projeto, é possível que constituam relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem, conseguindo aprendizagens mais significativas, comparando, criticando, sugerindo ajustes, novas relações e organizações, abrindo portas para a interferência em uma realidade, desencadeamento novas ações e construindo um compromisso com uma cidadania ativa.
Referências:
PERRENOUD, Phillipe. Construir competências desde a escola.
Sites: Nova Escola, Portal Educação, Brasil Escola.
Fonte da Imagem: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/jornal/materias/0440.html

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Metodologias Ativas - Começando e Implantando em suas Aulas ou Turmas

Introdução
Frank Viana Carvalho

Seja bem-vindo à vanguarda educacional e aos novos modelos de ensino e aprendizagem nesta era do conhecimento, da tecnologia da informação e do mundo digital. Você, que agora ouve falar das Metodologias Ativas, saiba que elas representam uma real transformação e modificação na forma de ensinar e aprender. Nesta postagem e nas outras cujos links aparecem aqui, você encontrará as orientações para seus primeiros passos nesse novo caminho didático-metodológico.

As principais metodologias ativas são as que estrategicamente se valem da força do trabalho em equipe para a promoção da aprendizagem e construção de competências: a aprendizagem baseada em problemas, a aprendizagem cooperativa e colaborativa, e a aprendizagem por meio de projetos
(CARVALHO e ANDRADE, 2019, p. 08).
Inicialmente é importante conhecer algumas referências que podem ajudá-lo(a) no aprofundamento e ampliação dos conhecimentos sobre as Metodologias Ativas: veja abaixo em referências.


Metodologias Ativas - Começando e Implantando em suas Aulas ou Turmas
Frank Viana Carvalho

I. Conhecendo as Metodologias Ativas
A primeira coisa é mostrar à sua equipe, aos seus alunos ou aos participantes do seu grupo de estudos e aprendizagens a importância das Metodologias Ativas e seus fundamentos. Para tal é fundamental a compreensão do significado do Trabalho em Equipe, da Interação, do Compartilhar e Cooperar nas Metodologias Ativas  (PBL, Aprendizagem Cooperativa e Projetos). Essa conscientização ocorrerá em etapas, mas desde o começo, ela deve ser trabalhada.
Objetivo: Apresentar e relembrar aos participantes de forma breve a importância do trabalho em equipe na construção do conhecimento.
Estratégia: apresentação de resumos dos conceitos, das definições, de palavras-chave e de sínteses das Metodologias Ativas através de slides e apresentações orais curtas.

II. Conscientização
Você necessitará se valer de ações ou agentes pedagógicos estimuladores para compreensão da importância do fazer coletivo, do engajamento e do trabalho em equipe para o desenvolvimento de habilidades e competências educacionais e profissionais. Este agente estimulador pode ser um filme sobre o assunto, um texto, um artigo, um site, uma excursão, um vídeo, uma reportagem, uma notícia importante e atual, uma propaganda, uma entrevista, um objeto, uma imagem, um produto, uma dinâmica, ou outra atividade que desperte a atenção para a importância da utilização da metodologia.
Objetivo: Preparar a equipe pedagógica, os docentes para o necessário processo de sensibilização e conscientização junto aos estudantes. Preparar o seu grupo de estudos e aprendizagens. Em algumas escolas este processo precisa ser desenvolvido junto a todos: direção, coordenação, estudantes e colaboradores técnico-administrativos.

Estratégia: leitura e análise de pequenos textos, pequenos filmes, apresentação de pesquisas.
Há vários filmes que podem levar à essa necessária reflexão. Filmes do final do século XX:
- “A Guerra do Arco-íris” (do individualismo, isolamento e preconceitos e conflitos, em direção à união, à superação, à compreensão, ajuda e cooperação).
- Together – Curta metragem sobre soluções criativas conjuntas.
- Time de Águias – (o trabalho em equipe, o incentivo, a motivação, a superação, a automotivação, a resiliência).
Filmes do século XXI:
- O Triunfo (a história do professor Ron Clark que teve que alterar completamente seus métodos e propostas para fazer com que alunos desacreditados aprendessem e se superassem)
- Escola da Vida (ficção que retrata de forma leve e divertida a história de dois docentes que se valem de estratégias e métodos heterodoxos ao ensinar aos seus alunos)
- Race to nowhere (documentário com um importante questionamento da escola tradicional focada em transformar pessoas para serem apenas bons alunos, esquecendo-se de que ela deve educar para a vida, para a sociedade, para o mundo do trabalho. Também traz propostas de mudanças).
Outros filmes que podem ser parcialmente utilizados com esse propósito: O Sorriso de Monalisa, Gênio Indomável, O Clube do Imperador, Escritores da Liberdade, Além da Sala de Aula, Uma lição de vida, Meu nome é Rádio, O melhor professor da minha vida, Educação para o brincar, Meu adorável professor, A Onda, O Substituto, O Primeiro da Classe, Sociedade dos Poetas Mortos.
Em cada um desses filmes, deve ser feita uma análise prévia para se saber quais partes dos filmes enfatizam mais os ensinamentos que se pretende destacar das Metodologias Ativas.

III. Utilizando o excelente Filme “A Guerra do Arco-Íris”
O filme deve ser assistido com pausas. Em cada pausa pedir aos participantes que anotem uma palavra que resuma o que viram naquele trecho do filme.

1º Momento - Atividade:
Primeira parte: Do início, até quando o Jovem do mundo ‘amarelo’ (dourado) começa a esboçar uma ideia na prancheta/caderno.
Segunda Parte: Da ideia que ‘voa’, até o retorno do jovem e sua condecoração por sua líder.
Terceira Parte: Do momento em que o jovem apresenta a flor que ele trouxe de outro reino e é punido até quando as cores se misturam e formam o ‘verde’.
Quarta (e última) Parte: Da percepção da mistura das cores até ao final do filme.

2º Momento - Atividade:
Ouvir e anotar na ‘lousa’, ou digitar para que apareça na projeção em tempo real as palavras ‘síntese’ do filme. Se forem muitos participantes, ouvir apenas alguns voluntários; se poucos, ouvir todos.
Objetivo: Reflexão e Sensibilização. Observar e destacar como as palavras representam a evolução da interação humana em qualquer contexto. Do isolamento e individualismo em direção aos conflitos e resoluções gerados pelo convívio, superação, descobertas, união, ajuda mútua e cooperação.
Estratégia: a) Assistir ao Filme Guerra do Arco-Íris por partes, refletindo sobre a aplicação das principais palavras-chave que resumem o filme.

IV.  Organizando em Grupos - Equipes de Trabalho
Há várias estratégias para fazer a divisão dos grupos respeitando a diversidade da turma e
promovendo a interação entre os componentes.
Na organização dos grupos nos espaços escolares e em sala de aula, quanto mais novos forem os estudantes, tanto mais fácil e adequado é ao docente organizar a divisão da turma em equipes. Quanto mais maduros, tanto mais deve o docente compartilhar com eles essa tarefa ou deixá-la a cargo dos próprios estudantes.
Dependendo da proposta, em sala de aula alguns docentes preferem grupos heterogêneos, envolvendo habilidades em diferentes componentes curriculares. Em outra proposta pode-se formar grupos por afinidade, proximidade, amizade, grupos de interesse. A formação aleatória (sorteios e dinâmicas lúdicas) também pode ser usada eventualmente, ou em atividades para unir duplas que previamente tenham se escolhido ou se formado por outro critério.
Várias estratégias podem ser utilizadas (CARVALHO e ANDRADE, Metodologias Ativas, p. 34).   

V. Trabalhando os Textos Resumidos “O que podemos aprender com os animais”
Imprima em quantidade suficiente para que cada grupo tenha o conjunto dos quatro textos. Distribua para os grupos. Peça que cada participante fique com um dos textos e eles deverão:
- ler silenciosamente procurando no textos frases que destacam ideias que podem ser aplicados ao contexto deles (educacional, trabalho em equipe, motivação, superação, empresarial, etc).
- após a leitura inicial, eles deverão compartilhar com seus pares (dentro dos grupos).
- ao final, de forma coletiva, em cada grupo, uma pessoa deverá destacar uma das ideias principais para todos.

A Lição dos Gansos

(1) No outono, quando se vê bandos de gansos voando rumo ao sul, formando um grande “V” no céu, indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem dessa forma.
(2) Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente detrás.
(3) Ao voar em forma de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais da força de voo do que uma ave voando sozinha.

(4) Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessária para continuar voando sozinho.
(5) Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.
(6) Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança.
(7) Os gansos de trás gritam, encorajando os da frente para que mantenham a velocidade.
(8) Finalmente, quando um ganso fica doente, ou ferido perde as forças e cai, dois gansos saem de formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo.
(9) Ficam com ele até que consiga voar novamente ou venha a falecer e só então levantam voo sozinhos ou em outra formação a fim de alcançar seu bando.
Fonte: Kris Brown e Holy Rosary. Organizado sequencialmente por Frank Viana Carvalho. Citado por Simão de Miranda em Dinâmicas de Grupo. Campinas: Papirus, 2006.

Lobos em Formação

(1) Ao observar os lobos em linha na época do inverno, pesquisadores perceberam e relataram algo bem interessante:
(2) Os três primeiros eram os mais velhos ou os doentes e marcavam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Seguindo na frente, em caso de emboscada, davam a vida em sacrifício pelos mais jovens.
(3) Eles são seguidos pelos cinco mais fortes que defendiam a todos em caso de ataques surpresa.

(4) No centro seguiam os demais membros da alcateia, e no final do grupo seguiam os outros cinco mais fortes que protegiam o grupo.
(5) Em último, sozinho, seguia o lobo “alfa (alpha)”, o líder da alcateia. Nessa posição ele conseguia controlar tudo ao redor, decidir a direção mais segura que o grupo deveria seguire antecipar os ataques dos predadores.
(6) Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo não deixando ninguém para trás.
Modificado, resumido e organizado sequencialmente por Frank Viana Carvalho. Fontes: Site O Bem Viver: https://obemviver.blog.br/2016/04/18/lideranca-aprendendo-com-a-natureza-a-licao-dos-lobos/ e livro de Barrry Lopes: Os Lobos e o homem. Lopez, Barry. Of wolves and men. New York: Scribner Classics. 1978, p. 320.

 

Os Pinguins e o Frio

(1)  Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o rigoroso frio do continente gelado.
(2)  Um vídeo gravado durante o inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação dos pinguins em Dronning Maud Land, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus centígrados e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.
(3)  Os pinguins imperadores conseguem sobreviver ao inverno antártico formando grandes grupos.
(4) Eles precisam se agrupar ou então perderão energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas, se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover.

(5)  A grande colônia fica parada a maior parte do tempo, mas, a cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos e isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este movimento atravessa a colônia como uma onda.
(6)  O movimento coordenado do grupo é tão sutil, que é imperceptível a olho nu, mas, em imagens gravadas durante um período mais longo, é possível ver o impacto destes movimentos na estrutura da colônia.
(7) As imagens também revelaram que, enquanto a onda de movimento atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.
(8) Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas de movimento para viajar pela colônia e ter a chance de compartilhar um pouco de calor.
(9) Mas parece que esses grupos praticamente compactos às vezes podem ser eficientes até demais na tarefa de manter os pinguins aquecidos. Os pinguins que estão no centro do grupo acabam ficando com calor e de vez em quando, precisam sair para tomar um ar.
(10) Pesquisas anteriores consideravam os grupos como estruturas estáticas – o que agora sabe-se que não é verdade.
Modificado, resumido e colocado sequencialmente por Frank Viana Carvalho. Fonte: BBC, Revista Plos One.

O que as Formigas nos ensinam

(1) As formigas são encontradas em muitas histórias, contos, fábulas e ensinamentos da cultura ocidental e oriental. Elas representam sobremaneira o esforço cooperativo, a força e a solidariedade. Há também lições de operosidade, tenacidade e organização.
(2) Apesar de pequenas, as formigas são muito fortes. São capazes de levantar até sete vezes o seu próprio peso.

(3) Elas também são muito resistentes. São capazes de andar até 300 metros para encontrar comida, o que seria no caso do ser humano o equivalente a andar 60 quilômetros a pé para ir fazer compras no supermercado.
(4) As formigas não se prendem a limites quando encontram um objeto que devem carregar, simplesmente fazem todo o esforço possível para erguer e avançar.
(5) Elas trabalham de forma planejada e previdente. Trabalham no verão adquirindo e juntando reservas para o inverno.
(6) As formigas são muito organizadas. Um formigueiro pode abrigar até três milhões de formigas, onde cada uma tem seu papel e desempenha uma função.
(7) Finalmente podemos afirmar que as formigas são resilientes. Se algo destrói o seu lar - o formigueiro -, elas pronta e imediatamente começam o trabalho de reconstrução.
Modificado, resumido e colocado sequencialmente por Frank Viana Carvalho. Fontes: Brasil Escola; Revista Galileu, Revista Super Interessante. Site: Na busca dos ancestrais das formigas.


Obs. Os textos “O que podemos aprender com os castores” e “O que podemos aprender com as abelhas”, modificados e organizados por Frank Viana Carvalho também podem ser utilizados.


Clique para Outras Importantes Orientações e Sugestões:




Referências - Metodologias Ativas:
CARVALHO, Frank Viana; ANDRADE NETO, Manoel. Metodologias Ativas: Aprendizagem Cooperativa, PBL e Pedagogia de Projetos. São Paulo: República do Livro.  122 p.  ISBN: 978-85-85248-02-4. 2019.
CARVALHO, Frank Viana. Trabalho em Equipe, Aprendizagem Cooperativa e Pedagogia da Cooperação. São Paulo, Editora Scortecci, 2015. 211 p. ISBN: 978-85-366-4024-2. 2015.
As duas obras podem ser encontradas na Livraria Nobel, Atelier do Saber ou República do Livro. Pedidos ao Atelier do Saber para entrega pelo Correio podem ser feitos ao escrever um e-mail solicitando os livros: atelierdosaber@hotmail.com

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

O Segredo do Trabalho em Equipe - A Permanência dos Grupos e nos Grupos


O  Segredo do Trabalho em Equipe 

A Permanência nos Grupos


Frank Viana Carvalho

Quando estudantes, professores ou líderes de uma empresa propõem um trabalho ou desafio em equipe (trabalho em grupo), eles às vezes pensam em uma única atividade, uma única aula. Se nos atermos ao que é ideal para o aprendizado do “trabalhar em equipe”, isso realmente não é bom. E porque não é bom?
Os grupos atravessam fases desde o momento em que se conhecem – interagindo, aprendendo e ensinando uns aos outros –, e isso leva tempo. São três as principais fases pelas quais os grupos passam: a) Conhecimento/Interação, b) Conflito/Superação e c) Aceitação/Produtividade. Cada fase tem suas características próprias: na fase do Conhecimento todos tentam ganhar aceitação uns dos outros – é uma ação psicológica intencional ou não, quer se deem conta ou não –, especialmente quando o grupo é novo e nunca trabalharam juntos antes. Mesmo que já se conheçam, sendo companheiros de uma sala de aula ou colegas de uma empresa, ao se reunirem para trabalhar em grupo, eles tentam conquistar um lugar/espaço no grupo e agem nessa direção. Essa busca por aceitação ocorre através de aspectos subjetivos e objetivos, seja falando mais, seja dando ideias, seja copiando algo, anotando, sugerindo, cada um do seu jeito.
Num segundo momento, na segunda fase, pelas próprias diferenças, por serem grupos heterogêneos (mesmo nos grupos chamados ‘heterogêneos’, os componentes da equipe têm diferenças que os tornam únicos, e por isso todo grupo, é em boa medida heterogêneo). Eles vão entrar em conflitos por causa da tarefa, por causa da responsabilidade, das funções que precisam ser assumidas, dos prazos, em razão de divergências sobre os materiais, das muitas ocupações de cada um no grupo. Esses vários tipos de conflitos que acontecem na própria dinâmica do grupo, fazem parte do crescimento dessa equipe e precisam ser superados para o amadurecimento e aprendizado do grupo, por meio de mediação por alguns do grupo e do docente. A resolução dos conflitos leva o grupo a um novo patamar. Quando eles aprendem a administrar e superar esses conflitos, o grupo caminha para a última fase que é a fase da produtividade.
Nessa fase o grupo se torna eficiente, começam a se formar como equipe e não apenas como pessoas realizando um trabalho lado a lado, porque depois do aprendizado das fases anteriores, eles aceitam-se mutuamente, ajudam uns aos outros e crescem como grupo.
Em minhas pesquisas, essas três fases duram no mínimo de dois a três meses quando há contínua atividade em grupo (duas ou mais vezes por semana). Em alguns casos raros levará menos tempo, em torno de três semanas. Outros pesquisadores do mesmo tema, como Calderon e Góvea chegaram ao tempo total de dois anos no processo completo de formação de uma equipe produtiva enquanto tal.
Essas pesquisas mostram que trabalhar em equipe enquanto processo de formação do grupo, ou seja, aprender a trabalhar em equipe, de forma eficiente, leva tempo. As interações necessárias para que o grupo construa seu aprendizado e realize suas tarefas de forma eficaz leva tempo. Mesmo assim, muitos grupos são formados/reunidos apenas para uma tarefa. O risco de sempre fazer assim é a superficialidade, o imediatismo do resultado, e o foco, que é aprender a trabalhar em equipe, ou seja, o processo para que, fruto disso, o resultado se apresente, isso se perde. O processo, o qual enriquece a formação do aprendizado, por meio da interação interpessoal e o conhecimento uns dos outros, em grupos rápidos (formados apenas para a tarefa), se perde.

Como citar esse texto do Blog Filosofando:
Carvalho, Frank Viana. O Segredo do Trabalho em Equipe – Permanência nos Grupos. Blog Filosofando. Disponível em: http://frankvcarvalho.blogspot.com/... Data: __/___/__.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O Silêncio (nível de ruído) em Atividades Coletivas


O Silêncio em Atividades Coletivas

Será que é possível conseguir ambientes educativos mais silenciosos ao realizar atividades em grupo?


Quando nos propomos a atividade em grupo, constantemente lidamos com a questão do ruído em sala de aula, e frequentemente enfrentamos com o desafio do barulho ligado à pouca produtividade. Obviamente o ruído não é sinal de que os grupos não são produtivos e o barulho não é sinal de bagunça.  Muitas classes agitadas e onde parece haver algazarra e gritaria, são altamente produtivas quando se trata de atividades acadêmicas.
 Uma forma de conseguirmos um menor ruído nas atividades coletivas é distribuir no conjunto das atividades e metas do grupo, uma tarefa individual no começo. Nesse primeiro momento os estudantes terão que, individualmente, anotar algo, fazer uma leitura, construir uma parte da maquete, pintar ou colorir, buscar uma resposta, responder a um questionário, marcar, localizar ou anotar ideias num texto, e outras tarefas individuais. Ou seja, haverá uma construção individual a princípio. Mesmo já estando assentados ou reunidos em grupo, haverá uma primeira parte como desafio individual, e apenas depois o compartilhar esse conhecimento com os colegas do grupo. O primeiro momento do trabalho em equipe, portanto, será mais silencioso.  
          A fim de garantir a realização das atividades nesse primeiro momento, o professor caminhará pela sala acompanhando os grupos. Os estudantes estarão reunidos, trabalhando e estudando em silêncio, pois estão envolvidos em atividades individuais. Num segundo momento do trabalho em equipe, eles começarão a compartilhar justamente aquilo que eles estudaram ou realizaram inicialmente. Observe que é interessante e importante dividir as tarefas no  começo para que os estudantes tenham o que compartilhar com os colegas no segundo momento. Sem dúvida, a maioria tem têm alguma ideia sobre algumas temas gerais, mesmo que não tenham lido ou feito algo sobre aquilo. Mas estamos nos referindo a uma tarefa ou desafio específico designado pelo docente. Se logo a princípio, sem que tenham realizado algo individualmente, eles já começam a conversar e tentar compartilhar, temos um dilema. Eles ainda não leram os tópicos ou assuntos, não construíram nada, não se aproximaram individualmente do tema, não tentaram resolver nenhuma questão - eles não têm algo para apresentar -, e obviamente sua reflexão conjunta será diferente do que seria se tivessem algo a apresentar. Além disso, como ainda não têm ainda uma construção individual - ainda, o que gera muitas vezes ruído não produtivo. Num segundo momento quando eles já leram, já se aprofundaram no tema, já realizaram algo para apresentar aos colegas, esse ruído e esse barulho resultante são produtivos. Tudo o que dissemos referente ao primeiro momento pode ter sido realizado como tarefa de casa. Nesse caso, poderemos também desde o começo lançar desafios para os grupos com a produtividade desejada. 


Silêncio nas atividades

Para um desenvolvimento satisfatório e bem sucedido numa proposta de trabalho em grupo, alguns elementos que funcionam bem (ou deveriam funcionar) no ensino tradicional devem ser transportados para a nova metodologia.
Alguns cuidados são importantes, e somente um acompanhamento atento e interessado permitirá manter o silêncio ou o nível de ruídos que permitam à maioria um ambiente agradável de  aprendizagem. A princípio, alguns professores poderão confundir a movimentação e as conversas necessárias para a aprendizagem dentro dos grupos, com o barulho e o ruído não produtivo.  Assim, alguns cuidados são importantes:

NÍVEL DE RUÍDO - Um grupo fala mais alto do que deveria e o tom de voz tende a aumentar, pois a conversa de um grupo impede que o outro grupo se compreenda bem no tom normal de voz; este, por sua vez falará mais alto e isto fará com que o primeiro grupo (além dos outros) fale mais alto ainda, entrando num círculo vicioso e ruidoso.
SUGESTÕES:
1. Incentivar o grupo a usar a voz “interior”. Isto é, a voz (um tom de voz bem baixo) que só o 'interior' (o meio do grupo) ouve e entende. Motivar a classe e dar um retorno que seja positivo para o uso do tom de voz adequado.
2. Designar um responsável para manter o nível de som (ruído) mais baixo. Um componente do grupo, usando uma linguagem não verbal, estará atento para o nível de voz mais baixo, que possa ser compreendido pelo grupo e ajudará os demais colegas. Quando o volume da voz sobe, o professor se dirige a este aluno.
3. Intercalar atividades onde os alunos leem mais, ou escrevem mais, do que falam. Essa alternância e esses momentos servirão inclusive para que os alunos valorizem os momentos de maior silêncio.
4. Caminhar pela sala acompanhando as atividades. Assim como é importante para a dinâmica de aprendizagem e funcionamento dos grupos, o fato do professor caminhar pela sala, também é um ponto positivo para manter o silêncio.
5. Aproximar-se dos que estão conversando. Sem falar nada, apenas a aproximação física do professor ajudará nesse desafio.

Fonte:
CARVALHO, Frank Viana.  Trabalho em Equipe, Aprendizagem Cooperativa e Pedagogia da Cooperação. São Paulo, Editora Scortecci, 2015.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Turmas Heterogêneas versus Turmas Homogêneas: o velho costume de separar "melhores" e "piores"

Assista o vídeo sobre esse tema /assunto no Youtube https://www.youtube.com/watch?v=4U3nTRvz2PM

Turmas Heterogêneas 

... alunos de alta performance (rendimento) acadêmica aprendem mais sozinhos ou trabalhando em grupo?

Uma das grandes motivações ao se adotar um novo modelo de ensino e aprendizagem é a busca do aumento da performance (rendimento) acadêmica. Quando o objetivo é este crescimento do desempenho na aprendizagem, mudar a maneira ou a estratégia sobre o 'como' se trabalham as relações didático-pedagógicas no ensino e na maneira como os estudantes aprendem é interessante  desafio, uma vez que se pretende alcançar esse aumento (do rendimento) através dessa mudança. 
Ao longo dos últimos cinquenta anos, diversos estudos têm comprovado que em modelos de aprendizagem ativa e cooperativa, a performance dos estudantes é aumentada. Contudo, persistiu, e para muitos educadores, estudantes, pais e comunidade, ainda persiste a ideia de que, separar ou classificar os estudantes de acordo com sua performance acadêmica, e aí colocá-los em grupos ou salas homogêneas leva a um maior rendimento estudantil individual ou coletivo. Dessa maneira, permaneceu, e em grande medida ainda permanece, a descrença no efeito positivo de colocar os estudantes de diferentes desempenhos para trabalhar juntos (grupos ou turmas heterogêneas). E, em especial, há também a forte desconfiança de que aqueles alunos de maior performance  sofreriam prejuízo nesse caso, e o ideal é deixá-los trabalhar sozinhos. 
A fim de investigar especificamente essa questão, se estudantes de maior performance são mais produtivos sozinhos ou em grupo, foi realizada uma pesquisa. A ideia era colocar estudantes de alta performance em grupos heterogêneos em relação ao domínio de um tema/disciplina/conteúdo. Com esse propósito, após uma avaliação diagnóstica no começo do período letivo, numa sala/classe os estudantes formaram pequenos grupos de estudos. Em cada grupo, com base na avaliação diagnóstica, foi colocado um estudante de alta performance, outro estudante de média performance e  por fim, um aluno de menor performance naquele conteúdo/disciplina/tema. Ao longo de cinco meses de atividades e estudos foram desenvolvidas atividades cooperativas, onde os estudantes trabalhavam, estudavam e interagiam em grupo na aprendizagem dos conteúdos propostos. Ao longo do período da pesquisa, quantitativa e qualitativamente os conteúdos adquiriam progressão e cumulatividade. Ao final de cada mês houve uma avaliação individual para acompanhar a performance desses estudantes.  Havia também outra sala como um grupo de controle (GC), do mesmo curso, série e disciplina, onde todo o ensino era baseado em atividades individuais. Nenhum tipo de aprendizagem cooperativa acontecia: nada de duplas, pequenos grupos, tarefas coletivas.
Ao acompanhar o progresso e o desenvolvimento do estudantes, os desafios sendo dados,  os pesquisadores tiveram o cuidado para que sempre trabalhassem com avaliações individuais. Ou seja, a aprendizagem ocorria em grupos cooperativos, porém a avaliação era individual. Percebeu-se que havia um aumento da performance dos alunos nas avaliações na medida em que a disciplina ia aumentando em quantidade, progredindo qualitativamente e em complexidade, ou mesmo ficando mais difíceis. Ao final do semestre podiam ser comparadas as duas turmas - a sala com atividades em modelos de cooperação e o grupo controle.
Como será que ocorreu a aprendizagem naquela sala/turma onde o trabalho foi apenas individual, nunca em grupo, nunca coletivo? E na outra, onde ocorreu em grupos cooperativos? Como se saíram os estudantes de alta performance? E os outros? Os dados coletados revelaram aspectos muito interessantes. Os estudantes de alta performance, quando colocados para trabalhar em grupo interagiam com seus colegas: ensinavam a eles, explicavam os conteúdos, tentavam  explicar as etapas na resolução das questões, tiravam dúvidas, e outras interações possíveis nas relações entre colegas. Em diferentes medidas e proporção, o mesmo ocorria com os estudantes de média e menor performance naqueles conteúdos. Isso levou a um aumento do rendimento acadêmico de todos. 
O aumento do rendimento e da aprendizagem acontecia com os estudantes de média performance e proporcionalmente falando, ainda mais com os estudantes que sabiam menos daquele conteúdo, ou que, a princípio tinham mais dificuldade. O interessante é que, ao comparar com o grupo controle (GC), todos se desenvolveram mais nas salas onde havia maior interação. Ou seja, em grupos cooperativos todos cresceram mais do que trabalhando individualmente.
Esse é um estudo que revela que não importa o nível em que o estudante esteja, trabalhar em grupos heterogêneos é sempre mais produtivo e de maior aprendizado.


Referências
JOHNSON, David W. ; JOHNSON, Roger. A Socialização e a crise da busca da realização: está a solução nas experiências cooperativas de aprendizagem? Applied Social Psychology Annual 4 (Bervely Hills, California, Sage Publicantions, 1983) pp. 119-159
­_____________________________________ e SCOTT, Linda. Os Efeitos do Ensino Cooperativo e da Instrução Individualizada sobre os Estudantes – Atitudes e Conquistas Acadêmicas. Journal of Social Psychology 104 :2 (abril de 1978), pp 207-216.
CARVALHO, Frank Viana. Trabalho em Equipe, Aprendizagem Cooperativa e Pedagogia da Cooperação. São Paulo, Editora Scortecci, 2015.
CARVALHO, Frank Viana; ANDRADE NETO, Manoel. Metodologias Ativas: Aprendizagem Cooperativa, PBL e Pedagogia de Projetos. São Paulo: República do Livro.  122 p.  ISBN: 978-85-85248-02-4. 2019.



sexta-feira, 6 de setembro de 2019

UNEMAT -FOCCO - Lançamento Oficial do Livro Metodologias Ativas

10º Seminário Regional de Extensão Universitária da Região Centro-Oeste (Serex) e 
2º Seminário da Pós-Graduação da Unemat (Sepós).
UNEMAT.
Notícia (*)(**)
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por meio da Assessoria de Políticas Educacionais (APE) da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), promoverá o Curso de Formação em Aprendizagem Cooperativa para coordenadores locais do Programa de Formação de Células Cooperativas (Focco). Os professores Manoel Andrade Neto, doutor em Química da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Frank Viana Carvalho, doutor em Filosofia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), ministrarão o curso nos dias 9 e 10 de setembro no Auditório Edival dos Reis, na Cidade Universitária em Cáceres.
O Curso de Formação de Células Cooperativas, coordenado pela professora Karina Nonato Mocheuti, Focco do câmpus de Diamantino, tem o objetivo de estimular reflexões sobre a aprendizagem cooperativa e suas células de aprendizagem, potencializando o suporte ofertado aos articuladores, facilitadores e celulandos do Programa Focco.
O Programa Focco foi implantado na Unemat em 2012 pela professora Ana Maria Di Renzo, ex-reitora da Universidade e pró-reitora de Ensino de Graduação à época, que teve como inspiração o Programa de Estímulo à Cooperação na Escola (Prece) da Universidade Federal do Ceará (UFC), implantado pelo professor Manoel Andrade. Atualmente, o Focco é desenvolvido nos 13 câmpus universitários da Unemat, além de núcleos pedagógicos.
Os professores também participarão da cerimônia de abertura da 10ª edição do Seminário Regional de Extensão Universitária da Região Centro-Oeste (Serex) e do 2º Seminário da Pós-Graduação da Unemat (Sepós) no dia 9 de setembro, às 19h30, no saguão da Secretaria Municipal de Turismo (Sicmatur). Na oportunidade, lançarão a obra “Metodologias Ativas: Aprendizagem Cooperativa, PBL, e Pedagogia de Projetos”.
Programação:
9/Set – Auditório Edvaldo Reis
8h às 8h40 – Solenidade de Abertura / Composição de Mesa
8h40 às 10h – Palestra: A aprendizagem Cooperativa e seus pilares: um enfoque nas Habilidades Sociais e Interação Promotora ou Face-a-face com o professor Manoel Andrade da Universidade Federal do Ceará (UFC) e bolsistas.
10h às 10h15 – Intervalo
10h30 às 12h – Palestra: A aprendizagem cooperativa e seus grupos de aprendizagem com o professor Frank Carvalho do Instituto Federal de São Paulo (IFSP)
12h às 13h45 – Intervalo
14h às 16h – Oficina Teórico/Prática – A célula de Aprendizagem Cooperativa: do planejamento a implementação com o professor Manoel Andrade (UFC) e bolsistas.
16h às 16h20 – Intervalo
16h20 às 18h - Oficina Teórico/Prática – O processamento de grupo na célula de Arpendizagem Cooperativa: o acompanhamento do docente/coordenador local do Focco com o professor Manoel Andrade (UFC) e bolsistas.

9/Set – Saguão da Sicmatur
19h30 – Lançamento do livro “Focco na Aprendizagem Cooperativa: A Unemat pratica” e do livro “Metodologias Ativas: Aprendizagem Cooperativa, PBL e Pedagogia de Projetos”

10/Set – Auditório Edival dos Reis
8h às 10h – Mesa Focco: A Aprendizagem Cooperativa na Educação da Atualidade: Aspectos Fundamentais para a sua concretude. Mediadora Karina Mocheuti e os professores Manoel Andrade (UFC), Frank Viana Carvalho (IFSP) e Ana Maria Di Renzo (Unemat)
10h às 10h20 – Intervalo
10h20 às 11h40 – Palestra: Estratégias, Recursos, Dinâmicas e Jogos de Aprendizagem Cooperativa com o professor Frank Viana Carvalho (IFSP)
12h - Encerramento com a fala da Coordenadora Institucional do Focco, Rosane Maria Andrade Vasconcelos
14h – Reunião de Trabalho dos Coordenadores Locais

(*) Informações resumidas.
(**) Link da Notícia na UNEMAT:


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