Mostrando postagens com marcador Ciência e Teologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência e Teologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como explicar as quatro forças básicas?

Uma segunda leva de argumentos para defender a idéia de um Propósito e um Criador na Natureza é apresentada pelo cientista Ariel Roth.

2. Como explicar a ação e o alcance das quatro forças (gravidade, eletromagnetismo, força nuclear fraca, força nuclear forte e a gravidade) que regem a matéria e o universo? Como explicar sua precisão e interação? Sendo que a precisão de suas características e sua constante explicam o Universo habitável, como explicar seu “surgimento” como “leis” que regem precisamente o micro e o macrocosmo?


Se o valor da força eletromagnética ou da gravidade fossem diferentes numa quantidade mínima (de uma em cem mil), isso seria catastrófico para as estrelas (no nosso caso, o Sol). Se as forças básicas da física fossem apenas levemente alteradas, o Sol e o restante do Universo entrariam em colapso num instante. Como explicar esse “fino” ajuste?


Fonte: A ciência Descobre Deus. Ariel Roth, 2008, CPB.
Fonte da Imagem: findallvideo.com

Há evidências na natureza que apontam para um Criador?

Há evidências na natureza que apontam para um Criador? Essas evidências são consistentes? Existe um Deus que planejou a natureza? Há dados, informações ou elementos científicos que apontam nessa direção?

Ariel Roth, cientista radicado nos Estados Unidos dedicou mais de 30 anos de suas pesquisas na busca dessas respostas. Para ele, a análise dos fatos na direção que a informação indica (ou aponta), leva à perguntas que (só) podem respondidas por um Planejamento Superior. Eu apresento aqui suas ideias resumidamente.

1. A organização da Matéria. Como explicar a complexidade das leis que permitem a organização da matéria na interação de partículas subatômicas, como os quarks, nêutrons e prótons, com parâmetros muito exatos que facilitam a formação dos vários tipos de elementos químicos? (Isso sem contar a existência de outras partículas ainda menores que, nas modernas análises científicas, levam os centistas a uma ainda maior perplexidade).

Como explicar o fato de que a matéria não precisaria existir e, existindo, porque o faz de forma tão meticulosamente organizada?

Porque a matéria não se apresenta como uma bolha de um grude desorganizada e caótica? (O que seria tremendamente lógico da perspectiva do acaso cego).

Como explicar a exatidão (por exemplo) da proporção da massa dos prótons? Nos elementos que há no Universo, a proporção (exatidão) é de uma em mil.

 
Fonte: Roth, Ariel. A Ciência Descobre Deus. CPB, 2008.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Perseguição e Discriminação contra teístas e não crentes

Existe perseguição ou discriminação contra os ateus por parte da Religião?

Sem dúvida! Entretanto, a resposta a essa pergunta não deve ser direcionada à Religião, mas a alguns religiosos ou grupos específicos. De uma forma geral a Religião em si (são várias) busca o melhor do homem no seu relacionamento com o próximo e com Deus. No entanto é fato que vários religiosos não sabem conviver com diferenças de opinião e discriminam frontalmente aqueles que não manifestam uma crença similar. Isso tem sido visto ao longo da história.

Logo, a resposta a essa questão (ressalvada a diferença entre ‘religião’ e ‘religiosos’) é sim.

Existe perseguição ou discriminação contra criacionistas ou defensores do Design Inteligente por parte da Ciência?

Ultimamente esse tem sido um assunto recorrente nos sites que abordam a controvérsia criacionismo & evolucionismo. O que se constata é que, sobretudo na Europa e Estados Unidos, muitos pesquisadores evitam declarar sua aceitação ao DI ou sua crença num Ser Superior por receio de perder verbas para pesquisa ou mesmo o emprego. Casos clássicos são os dos doutores Forrest Mims, Jerry Bergman (que escreveu um livro com mais de 300 depoimentos sobre o assunto) e Michael Reiss (demitido da Royal Society por defender o direito ao ponto de vista criacionista).

Observe-se que raramente as idéias criacionistas e do DI são debatidas no meio universitário. E olha que o meio universitário na modernidade tem debatido toda sorte de ideias, filosofias, ideologias e linhas de pensamento. Em alguns casos essa ausência de debates é algo proposital e fruto de uma arrogância que não se coaduna com a própria ciência. Dawkins, o cientista autor de “Deus, um delírio” se recusa a 'dialogar' com criacionistas.

A resposta a essa questão também é sim.

O que penso sobre o Design Inteligente? Veja abaixo neste Blog a resposta:

O que penso sobre o Design Inteligente


quarta-feira, 4 de março de 2009

Michael Behe questiona o acaso cego

Quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Foi o que fez o cientista Michael Behe ao ver as limitações do principal modelo do acaso puro. Ele é o precursor moderno do ‘design inteligente’, numa busca científica, nem sempre bem compreendida pelos evolucionistas ou mesmo criacionistas. Acompanho o seu blog e vejo ali apresentações de alto nível apoiando de maneira segura, científica e honesta a filosofia do ‘propósito’, do ‘desígnio’ e do ‘projeto’.

Agora está fazendo sucesso nos meios acadêmicos do hemisfério norte o mais recente livro de Behe, “The Edge of Evolution: The Search for the Limits of Darwinism”. Encomendei o meu pela Amazon Books e, somente após a leitura, compartilharei meus comentários aqui neste blog.

Só posso adiantar que, julgando pela sua linha de pensamento e, fruto de suas novas pesquisas, parece que o título do livro é, de novo (e, no mínimo) um embaraço para os que acreditam no acaso cego.

Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Darwin incentivou o Racismo Genocida?

Não é somente um fato histórico, é uma verdade inegável a utilização da teoria evolucionista na época da segunda guerra mundial para camuflar ideais de racismo, dominação e genocídio.

Entretanto, muitos irão dizer que Darwin jamais defendeu essas idéias e que isso (a utilização das idéias para justificar o racismo ou o genocídio) é o resultado de uma interpretação errônea de sua teoria. E mais, que essa seria uma acusação injusta...

Vamos analisar o que escreveu Charles Darwin? Nossa, é preocupante e assustador:

“Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.”

Ele também diz:
“Olhando o mundo numa data não muito distante, que incontável número de raças inferiores terá sido eliminado pelas raças civilizadas mais altas!” (...) “Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento... Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem.” (1)


Análise

Sou um homem das ciências humanas. Tenho que me esforçar para não fazer nenhum comentário que possa parecer tendencioso ou enxergar algo que possa prejudicar a imagem do cientista Charles Darwin, agora tão celebrado que é até tema de escola de samba (2). Mas sendo sincero, os trechos acima falam por si só.
Veja bem, apela Darwin sem rodeios para a eliminação daqueles que ele considera um peso para a humanidade?

Obviamente Darwin era fruto de seu tempo, de sua época. O racismo apresentado como o pensamento e a visão de que havia raças 'humanas' inferiores era muito comum naquela época. É verdade que isso pode minimizar as declarações acima apresentadas. Mas naquela época, diversas pessoas conseguiam olhar mais adiante (um olhar ou visão 'a frente de seu tempo') e enxergavam cada ser humano, não importando sua etnia como alguém de valor e com toda a dignidade que nós todos merecemos.

Darwin só refletiu as idéias de seu tempo ou foi alguém que conseguiu vislumbrar o futuro?

Se ele vislumbrou o futuro, temo pelos rumos da humanidade.


(1) Textos selecionados por Olavo de Carvalho a partir da obra “A Origem das Espécies”, Capítulo III - Luta pela sobrevivência e capítulo IV - A seleção natural ou a perseverança do mais capaz.
(2) Cortejo na Bahia em homenagem a Darwin será dia 14 de março (http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=61921)
Fonte da Imagem: WWW.cepeca.org.br

Comemorações em torno de um mito


É impressionante o valor que algumas pessoas alcançam... Falo nesse momento das comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin. Idolatrado pela ciência moderna, ele é a prova de que as estratégias de persuasão são muito eficientes.

A hipótese científica do evolucionismo não era, em absoluto, uma novidade no século XIX. Os filósofos teístas Agostinho e Tomás de Aquino, em suas conjecturas, já aventavam essa hipótese. O que dizer então de Aristóteles, que na antiguidade clássica já via elementos de evolução em suas pesquisas e escritos? Mas também havia outros...

Erasmus Darwin acreditava de uma forma meio espiritual, meio esotérica, em evolução das espécies. E Darwin pegou as idéias de seu avô e as transformou em ‘doutrina’ científica. Escreveu uma longa obra, repleta de explicações que buscassem justificar sua ‘nova’ teoria.

Hoje vemos reedições nas livrarias da famosa obra “A origem das espécies”. Qualquer um pode ir a uma livraria e adquirir um exemplar. Parece incrível, mas do ponto de vista científico, como é anacrônica, a obra apresenta muitas limitações e até mesmo erros conceituais, e isso do ponto de vista evolucionista e científico. Muito bem, dirá algum evolucionista, ele a escreveu no século XIX e houve muita evolução no conhecimento desde então. O problema basicamente não é esse.

O problema é que na obra 'A Origem das Espécies', justamente os fundamentos da teoria estão em conflito com os postulados modernos do evolucionismo.

Os neodarwinistas não acreditam mais em “seleção natural”. Modernamente, o que se crê, é que tudo o que houve foram mudanças aleatórias nas espécies, que ocorreram por puro acaso. No neodarwinismo, em vez de uma seleção orientada ao melhoramento das espécies, o que houve foi uma força do ‘acaso’, empurrando as espécies cegamente à frente. Se obtiverem alguma vantagem, ‘foi por pura sorte’, mesmo negando hipóteses estatísticas.

Hoje também não falam em ‘sobrevivência do mais forte’ e sim, do mais ‘apto’. Claro, pois como é que vão explicar espécies que são evidentemente concorrentes, disputando lado a lado, por ‘milhões de anos’ e ainda sobrevivendo? Aptidões...

O mais interessante está reservado para o final. Não o final de meu comentário, mas o final da obra prima de Darwin. A parte que caminha para a conclusão do livro A Origem das Espécies mostra claramente a teoria do design inteligente.

Um cientista atual, de nome John Angus Campbell, demonstra que o Design Inteligente não é apenas um ponto discreto na teoria darwinista, mas a sua premissa fundamental, espalhada discretamente por toda a teoria e modelo de argumentação na obra “A Origem das Espécies”.

Vejamos bem, se é que consegui ser claro. As maioria das bases que lançaram o evolucionismo no mundo moderno foram todas rejeitadas pelos modernos evolucionistas. E o design inteligente [1], a coluna da teoria darwinista que persiste, do edifício lançado por Darwin, hoje só é utilizada pelos adversários do evolucionismo do acaso.

O que fez então Darwin ser tão famoso e cultuado por essa comunidade?

Campbell, numa reportagem disponível na rede[2], mostra em seu estudo sobre os livros científicos do ponto de vista das “estratégias de persuasão”, que o valor das idéias está mais na forma como são apresentadas, do que na própria idéia. O evolucionismo do acaso tem lançado mão dessas estratégias de forma brilhante.

Mas, mais do que isso, quando derrotado em seus argumentos, o evolucionismo cego muda seus argumentos, desconsidera os seus críticos, lança novas hipóteses e diz que ‘a teoria é a mesma’. Que, em síntese, ‘não houve mudanças’. Mas houve, e muitas.


Fonte da Imagem: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Charles_Darwin_01.jpg
[1]  Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.
[2] http://www.youtube.com/watch?v=_esXHcinOdA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Revista Veja e o debate ‘criacionismo versus acaso cego’


Quando o assunto é o embate ‘criacionismo versus evolucionismo’, seja no campo científico, seja no campo religioso, a conceituada revista obviamente tem se mostrado tendenciosa. Isso se mostrou ainda mais claramente no artigo “A Darwin o que é de Darwin”, de Gabriela Carelli (fev/2009), onde ela só faltou afirmar que os que crêem em um ser superior são obtusos e teimosos.

Como filósofo, questiono ambos os lados em seus alicerces, pois a busca de evidências e verdades que sustentam as teorias sobre as origens e desenvolvimento da vida, de nosso planeta e do universo, não podem ser encaradas como um assunto sem importância.

Com relação aos criacionistas, é fato que suas premissas se baseiam na fé, na crença em um Deus sobrenatural que tudo pode. É claro que para os religiosos essa crença, por si só, explica tudo. Logo, não há como contestar suas convicções sem adentrarmos no campo metafísico. Infelizmente muitos negam a necessidade de buscas científicas ou o uso da razão na sustentação de suas crenças, e talvez nem seja necessário mesmo, pois é uma crença religiosa.

Por outro lado, com os defensores do acaso cego a história é outra, pois estes julgam haver encontrado ‘fatos’ e ‘provas definitivas’ que categoricamente estabelecem a sua ‘teoria’ como a ‘única verdade'. Ora, a própria ciência tem mostrado repetidas vezes que arrojar-se como dono da verdade é sinal de despreparo acadêmico e científico. Os exemplos são inúmeros.

O archaeopteryx, considerado por muitos anos como o fóssil mais valioso do mundo por ser o elo réptil/ave, após várias pesquisas, é tido hoje como apenas uma “ave”.

O ‘peixe’ celecanto, que foi anunciado como um fóssil, o 'elo' transicional entre os animais aquáticos e terrestres, foi redescoberto 'vivo' no século passado.

O famoso quadro da árvore genealógica do cavalo não está mais presente nos modernos livros de Biologia (hoje sabemos que o desenho era uma fraude).

Em 1999 a Revista National Geographic divulgou amplamente a descoberta do archaeraptor, o novo elo réptil/ave. Porém, no ano seguinte, o seu descobridor (o paleontólogo Xu Xing) afirmou que caíra no golpe dos contrabandistas de fósseis, que inventaram o ‘elo evolucionário’ para ganhar dinheiro às custas dos pesquisadores.

Isso, só para ficarmos na questão do “elo perdido”, ou seja, dos supostos seres ‘transicionais’.

O problema fica mais difícil de solucionar se falarmos sobre a ‘explosão do cambriano’, quando as camadas fósseis mostram o aparecimento repentino de várias espécies, sem nenhum elo evolutivo que as explique.

Além disso, temos o sério problema das mutações, pois as pesquisas científicas têm demonstrado que elas são muito mais prejudiciais do que benéficas aos organismos (numa proporção de até mil vezes mais).

Estes questionamentos não tiram o mérito de muitas teses e postulados do acaso cego, que mostram muita lógica e pertinência.

Um último ponto vale ser mencionado: como leitor da Revista, não vi nas últimas edições nenhum artigo no qual algum grande cientista, pesquisador do design inteligente pudesse expor com clareza seu pensamento. Por outro lado, muitas críticas infundadas e preconceituosas sobre o design inteligente [1] têm sido apresentadas esparsamente em artigos que tratam do tema da evolução. Vale ressaltar que Michael Behe, o maior defensor do design inteligente é também evolucionista. A Revista Veja gosta tanto de paradoxos, porque não dá um espaço a ele?

Bem, é quase certo que ela não dará este espaço, pois a linha de raciocínio por ele apresentada é lógica, precisa e cientificamente, honesta. Por quê Veja iria contra seus próprios postulados do acaso cego?

(Excetuando o último parágrafo, esta é a carta que mandei à Redação da revista)

[1] Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.

sábado, 10 de janeiro de 2009

“As mentes são como pára-quedas: só funcionam corretamente quando estão bem abertas.”


Após um período de reflexões, volto a postar em meu blog. 

Imerso em leituras e reflexões, continuo minha busca pelas respostas às questões fundamentais da existência.

Neste aspecto, dois lemas norteiam minha busca: “Examinai tudo, retende o que é bom”, e “Seguir o argumento até onde ele te levar”. Tenho pesquisado em diversas áreas, como por exemplo na filosofia, na ciência e na experiência. Logicamente, pelo caminho, sempre me deparo com autores e pesquisadores mergulhados em idéias pré-concebidas, argumentações sofisticadas (mas duvidosas) ou os auto-denominados ‘donos da verdade’.

Volto ao tema das origens e (tanto faz se sigo a lógica kantiana ou a cartesiana) a racionalidade não me faz entender porque a ciência, quando não encontra as respostas, insiste em afirmar o contrário. Vou exemplificar com quatro temas.

O primeiro é o famoso “equilíbrio pontuado”, a hipótese de que mudanças rápidas ocorreram em lugares isolados e depois se espalharam. Ora, nenhuma experiência ou pesquisa realmente séria, ou nem mesmo evidências dão prova desse “equilíbrio pontuado” (várias mudanças rápidas). É mais uma explicação científica apresentada ‘no limite’ ou mesmo ‘às margens’ da ciência. Parece mais uma explicação fantasiosa por falta de ‘evidências’, do que alguma aplicação do método científico.

O segundo é a ‘micro-evolução’. Aqui se vê a parte tomando o lugar do todo. Nenhum cientista (aqui incluo todos: evolucionistas, pró-design inteligente [1], criacionistas) nega as variações e adaptações dentro de cada espécie. É isso que em geral é chamado de ‘evolução’. Embora haja farta evidência de ‘micro-evolução’ na natureza (mudanças que envolvem adaptação ao ambiente dentro da mesma espécie de organismos), não há evidência suficiente de que os organismos, deixados à esmo e por si sós, se tornam mais complexos e sofisticados. Em realidade, o oposto é que parece ser o caso. Se falarmos das mutações, aí é que a coisa se complica. E muitos livros de ciência evolutiva têm nas mutações a base e o grande agente de mudanças. Ora, cientificamente já está demonstrado que as mutações causam mais males do que benefícios aos organismos (e isso numa proporção de até mil vezes mais). Há até mesmo as mutações que revertem às suas formas anteriores.

Um outro tema são as transformações graduais. Será que há evidência de que organismos de uma espécie possam tornar-se organismos de outra espécie — quer gradual, quer subitamente? Daqui a pouco, alguém vai postar em meu blog uma reportagem ‘científica’ afirmando que isso já foi comprovado! Nenhum fóssil intermediário 'verdadeiro' foi encontrado. Se a teoria da evolução cega tal como a apregoam fosse verdadeira, muitos, milhares, talvez milhões de fósseis intermediários já teriam sido desenterrados. Mas o que ocorre é o contrário, o registro dos fósseis mostra espécies distintas com nenhum ou poucos assim-denominados intermediários. A “explosão cambriana” é de fato um grande problema para as explicações do acaso cego.

O quarto assunto é a crença no inexplicável. Cada vez mais o que vejo é a ciência apelando para a ‘crença’ de seus correligionários em suas teses, lançando mão de afirmações categóricas. Cada vez mais, cientistas sérios mostram, demonstram, explicam e são enfáticos em dizer que a complexidade extrema das células, do cérebro humano, do DNA (mesmo dos aminoácidos mais simples), e de várias outras coisas não poderia ter surgido por acaso, mesmo com todo o tempo possível a seu favor. A razão não alcança a oferta que é feita pelos cientistas do caos. Tomando as palavras de Hector Hammerly, “esse ‘milagre do acaso’ é uma espécie de ‘pensamento positivo’ ou 'mantra' repetido por parte daqueles que rejeitam a idéia de um desígnio inteligente’.” As probabilidades estatísticas de que tais coisas aconteçam são tão pequenas que se tornam improváveis e impossíveis...

Avanço em minhas pesquisas e leituras mantendo a mente bem aberta. Se a verdade apontar em outra direção, vou segui-la...

Fonte da Imagem: www.digitalphoto.pl/.../3593_2007-1862.JPG
[1] Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

As minas do rei Salomão

Pesquisadores confirmam um fato bíblico, mas que até então, era tido como uma lenda por estudiosos. Veja abaixo a notícia:
As minas do rei Salomão
Salomão é uma figura descrita tanto no Velho Testamento como no Corão. Segundo a Bíblia, teria sido o terceiro rei dos hebreus, depois de Saul e Davi, de quem era filho. Há poucas evidências históricas do período estimado em 30 anos no qual Salomão teria conduzido a chamada Monarquia Unida, que ao fim de seu reinado seria dividida nos reinos de Israel e Judá. Mas as lendas são numerosas.

A idéia de opulência no reinado de Salomão, tornada possível pela existência de minas de ouro praticamente inesgotáveis, foi aumentada pelo livro As minas do rei Salomão, publicado em 1885 pelo inglês Henry Rider Haggard (1856-1925), primeiro romance de aventura na língua inglesa que se passa na África. A aventura liderada pelo aventureiro Allan Quatermain por uma região inexplorada no continente é considerada a precursora dos livros sobre “mundos perdidos”.

Um novo estudo, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), destaca que as minas teriam existido em período coincidente com o descrito nos relatos bíblicos. Segundo a pesquisa, o controle da exploração do minério, no caso cobre, em região localizada na atual Jordânia, teria se iniciado durante o reinado de Davi.

Liderado por Thomas Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, e Mohammad Najjar, da instituição Amigos da Arqueologia, da Jordânia, um grupo internacional de pesquisa escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas, ao sul do mar Morto.

A escavação foi feita até se atingir terreno não explorado, após mais de 6 metros de detritos. Os pesquisadores encontraram artefatos e, por meio de datação por radiocarbono, verificaram que o auge da produção das minas ocorreu no século 10 a.C., o que se encaixa com a narrativa bíblica dos reinados de Davi e Salomão.

A data é três séculos anterior ao que estudos arqueológicos anteriores haviam concluído. O estudo também identifica um aumento na atividade metalúrgica no local no século 9 a.C., o que estaria em conformidade com a história do povo edomita também relatada no Velho Testamento.

Thomas Levy afirmou: “Não podemos acreditar em tudo que os escritos antigos dizem, mas o estudo indica uma confluência entre as datas arqueológicas e científicas com as contidas na Bíblia”.

De 1925 a 1948, período conhecido como era de ouro da arqueologia bíblica, os cientistas tentaram encaixar suas pesquisas na cronologia do Velho Testamento. A partir da década de 1970 a tendência mudou, depois que escavações na Jordânia indicaram que a metalurgia não teria se iniciado na região até o século 7 a.C. Agora, o novo estudo indica que a exploração de minérios começou mesmo mais cedo.

“Nosso trabalho também demonstra métodos objetivos que permitem a análise de dados de modo neutro e isento. Isso é especialmente importante em lugares onde os registros arqueológicos e a análise de textos sagrados –seja o Mahabharata, na Índia, ou as Sagas, na Islândia – tornam-se arenas para calorosos debates ideológicos e culturais”, disse.

Segundo Levy, o grupo pretende centrar futuros estudos no sítio arqueológico em Khirbat en-Nahas em quem controlava a produção de cobre na região, se os reis Davi e Salomão ou líderes edomitas, e também no impacto ambiental promovido pela antiga indústria.

Fonte: 28/10/2008, Agência FAPESP.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dawkins, um delírio

Críticas a Dawkins


Antony Flew, brilhante filósofo, que já foi o ateu mais proeminente do mundo, faz uma dura crítica contra Richard Dawkins. Vale lembrar que Dawkins é considerado agora como o mais entusiasta defensor do ateísmo.

“O The God Delusion [em português: Deus, um delírio) escrito pelo ateu Richard Dawkins é notável, em primeiro lugar, por ter conseguido uma espécie de recorde ao vender mais de um milhão de cópias. Mas o que é muito mais notável do que o sucesso econômico é que o seu conteúdo - ou melhor, a falta de conteúdo - mostra que o próprio Dawkins tornou-se o que ele e seus colegas secularistas acreditam tipicamente ser uma impossibilidade: ou seja, um ‘fundamentalista secular’. (a minha cópia do Dicionário de Oxford define um fundamentalista como 'um obstinado ou um adepto intolerante de um ponto de vista').”

Notável! O interessante é que Antony Flew foi um ateu que buscava incessantemente a verdade. O seu lema é (ainda vive): “seguir o argumento até aonde ele o levar”. Pois foi seguindo o argumento, que ele encontrou a Deus. Infelizmente, o mesmo não se passa com Dawkins, pois a única coisa que seu livro parece demonstrar, é um profundo ódio por quem pensa diferente dele.

A Verdade Chocante Sobre a Destruição das Carreiras de Quem Questiona Darwin


Slaughter of the Dissidents: The Shocking Truth About Killing the Careers of Darwin Doubters (O Abate dos Dissidentes: A Verdade Chocante Sobre a Destruição das Carreiras de Quem Duvida de Darwin) por Dr. Jerry Bergman

Inquisição, perseguição? Idade Média? Os séculos quinhentista e seicentista estão de volta? Nada disso, estamos falando da perseguição da qual são vítimas os acadêmicos ou cientistas que questionam Darwin. Jerry Bergman experimentou em sua própria vida a discriminação e a interrupção de sua carreira há mais de trinta anos atrás, enquanto docente na Bowling Green University. Essa triste experiência o fez lançar-se na tarefa de documentar a discriminação acadêmica e religiosa que é demonstrada contra estudantes, cientistas e educadores que ousam duvidar de Darwin.

Bergman entrevistou mais de 300 pessoas, na sua tarefa de documentar um dos crimes de ódio em crescimento nos Estados Unidos. Ele também não poupou esforços para entrevistar pessoas dos “dois lados da moeda” e pediu para que cada vítima revisse a descrição do seu caso antes da publicação.

O livro mostra como pessoas bem preparadas, com um currículo de contribuições à ciência, pode ser massacrado pela “onda” evolucionista.

Ao que tudo indica, essa ‘onda’ parece estar em sua força máxima.

Será o fim da liberdade acadêmica e religiosa nos meios científicos?

Alguns capítulos do Livro:
Um Contexto para a Discriminação Contra os Cépticos de Darwin
Intolerância Contra os Cépticos de Darwin
Negação de Graduações Alcançadas
O Linchamento Público de Roger DeHart
Os Professores Richard Bube e Dean Kenyon
O Caso de Ray Webster
Caroline Crocker: Expulsa Duas vezes
O Caso do Professor de Biologia Dan Scott
Raymond Damadian: Inventor da Ressonancia Mágnética (MRI)
O que pode ser feito?

Em defesa de Reiss - The Guardian

John Denham, secretário de Estado para a Inovação, Universidades e Habilidades defendeu nesta ‘Semana pela Educação’ ao The Guardian que, "como uma sociedade, temos o dever de procurar estimular o talento dos nossos jovens, independentemente da sua origem social, e deve aplicar os mesmos aos nossos estabelecimentos de ensino ".

Isto parece contradizer a postura assumida pela Real Sociedade de forçar a demissão do Prof Michael Reiss de sua posição quanto como diretor de educação da instituição e sua atuação como professor de educação científica no Instituto de Educação da Universidade de Londres.

Dentre todos os meios de comunicação fica evidente que Reiss utiliza o argumento científico ao considerar que os professores têm de estar conscientes da fé de seus alunos, de seus aspectos sociais e culturais no ensino de biologia evolutiva, e tudo isso tem sido ignorado em favor de uma determinada atitude científica.

A Royal Society, supostamente representando o melhor da investigação em ciência, cedeu à pressão de um pequeno número de seus líderes.

A questão geral da relação entre ciência e sociedade é atualmente um ponto muito elevado na agenda do governo.

O Departamento de Educação governamental está buscando respostas em uma consulta importante para formular um documento para tornar mais eficaz e produtivo o relacionamento entre cientistas e a comunidade em geral, incluindo os formuladores de políticas públicas.

Quando do lançamento da iniciativa, quase um ano atrás, o conceito de "ciência" foi expressado em termos muito estreitos e tradicionais.

Ao longo do mês subseqüente, o Governo, com contribuições de cientistas sociais, começou a modificar essa perspectiva e reconhecer que a investigação científica pode incluir as ciências sociais.

As Ciências Sociais em sua investigação científica fornecem evidências de uma sociedade complexa como toda sociedade pode ser, por exemplo, composta por uma diversidade de pessoas com sua fé, grupos sociais e culturais.

O delírio da mídia em torno da atitude da Royal Society com relação ao diretor de educação (Reiss) mostra a ampla evidência da complexidade destas questões.

Primeiro, ela mostra claramente que há controvérsias sobre o que se entende por ciência, mesmo no campo da biologia evolutiva, e também o que se entende por sociedade.

Segundo, porque mostra que pesquisadores podem saber muito, mas ter muito pouco conhecimento ou compreensão dos processos de ensino e de aprendizagem, quer nas escolas ou no ensino superior.

Em terceiro lugar, ela demonstra a falta de sensibilidade sobre a atual evidência da investigação sobre o ensino e a aprendizagem, e especialmente sobre a educação científica nas escolas e universidades.

O conselho econômico e social da investigação Ensino e Aprendizagem de Investigação programa levou a cabo cerca de 70 projetos de investigação ao longo dos últimos oito anos, proporcionando uma enorme variedade de evidências sobre as complexas relações do ensino e da aprendizagem.

Após isso, revelaram-se presentes 10 documentos informativos sobre princípios efetivos de ensino e aprendizagem para orientar a política e a prática.

Um desses princípios é que o ensino e a aprendizagem devem colaborar com os grandes idéias, fatos, processos, linguagem e narrativas dos seus temas de modo que os alunos compreendem o que constitui a realidade e sua qualidade e as normas em particular disciplinas.

Neste caso, poderíamos citar biologia evolutiva como um exemplo para a educação científica.

No entanto, também argumentam que o ensino deve levar em conta aquilo que já conhecemos, a fim de planificar as suas próximas etapas. Isto significa tomar por base a aprendizagem anterior, bem como as experiências pessoais e culturais dos diferentes grupos.

Aqui nós gostaríamos de reconhecer que no estudo da ciência em turmas, escolas e universidades, existe uma diversidade social, cultural e os grupos religiosos. Professores e universitários precisam ter conhecimento desta diversidade para o desenvolvimento adequado e práticas inclusivas, singular ou cientistas sociais.

Será que a Royal Society gostaria de seguir os argumentos da secretária de Estado, e basear a sua oferta educativa baseada no conhecimento científico sobre ensino e aprendizagem?

Esperamos que ela aprenda com este triste episódio e suas políticas sobre uma base mais segura compreensão do ensino e da aprendizagem. Se isso não acontecer, as suas ambições para melhorar a educação científica britânica provavelmente permanecerão trazendo desapontamentos.
.
.
Fonte:
O artigo acima é uma tradução da Reportagem publicada no Jornal inglês The Guardian por:
Miriam David, diretor associado do Programa de Pesquisa Ensino e Aprendizagem no Instituto de Educação da Universidade de Londres.
Site: http://www.guardian.co.uk/education/mortarboard/2008/sep/17/science.religiousstudiesandtheology

Royal Society fortemente criticada na Imprensa


A Royal Society tem sido alvo de uma onda de críticas na imprensa, desde que o seu Diretor da Educação foi forçado a se demitir devido a questões ligadas ao criacionismo. Diversas publicações se uniram em defesa do cientista, Dr. Michael Reiss:

Por que razão Reiss tem que se demitir? - The Guardian

A Royal Society não foi correta com Michael Reiss - The Times
Royal Society às escuras quanto ao criacionismo - Daily Telegraph

Inquisição Secular na Royal Society - The Spectator

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Intolerância

Uma crítica muito forte que os evolucionistas costumam fazer aos criacionistas é sobre a intolerância da qual foi alvo Galileu Galilei e outros que defendiam idéias científicas não amparadas pela Igreja.

Como a história "é uma roda", o mesmo procedimento é agora adotado, alguns séculos depois, por quem...

Pela ciência!

Um biólogo que defendeu o criacionismo foi forçado a se demitir da 'prestigiada' Royal Society. Sim, é isso mesmo. Michael Reiss, diretor de educação da instituição havia defendido durante uma reunião de cientistas, a tolerância ao ensino do criacionismo nas escolas britânicas.

Com as repercussões de sua fala, ele foi forçado a dar esse passo porque seus colegas concluíram que sua fala havia prejudicado a reputação da entidade.

Veja o que diz o Jornal Estado de São Paulo:

"Em um discurso feito no Festival de Ciências realizado em Liverpool, Reiss havia dito que era contraproducente tirar das aulas de ciência as teorias que se contrapõem à evolução, com base no fato de que não têm validade científica.

De acordo com Reiss, os professores de Ciências não deveriam ver no criacionismo uma "idéia equivocada", e sim uma cosmovisão alternativa, em que acreditam muitas crianças que cresceram no seio de famílias cristãs ou muçulmanas.

O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina Richard Roberts descreveu as opiniões de seu colega como "escandalosas" e escreveu uma carta ao presidente da Royal Society, Lorde Rees de Ludlow, exigindo a demissão de Reiss.

O ganhador do Nobel de Química Harry Koto, também membro da sociedade, escreveu por sua vez uma carta dizendo que já havia advertido para o perigo de manter um sacerdote como diretor de educação da instituição.

Com a polêmica instaurada, a Royal Society divulgou um comunicado dizendo que os comentários de Reiss, que havia falado na condição de dirigente da entidade, se prestavam facilmente a "interpretações erradas".

"Mesmo que não fosse essa sua intenção, houve dano à reputação da Society", diz o comunicado, que prossegue: "O criacionismo carece de base científica e não deveria ter parte no currículo de ciências. E se um jovem levanta a questão do criacionismo numa aula de ciência, os professores deveriam ser capazes de explicar que a evolução é uma teoria com sólida base científica e que esse não é o caso, de modo algum, com o criacionismo".

Uma nota adicional. O "Estado de São Paulo" e a "Folha de São Paulo" se limitaram a dar a notícia sem se posicionar. Já a Revista "Veja" deu total apoio à Royal Society, tratando o professor como alguém que merecia mais do que a expulsão da referida entidade.

Isso já vem acontecendo há um bom tempo no meio científico. E com o apoio da mídia. É a história se repetindo, apenas com os personagens invertidos. E com certeza não vai parar por aí.

Fonte: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid243441,0.htm

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

É importante destacar

Tenho uma firme convicção de que há um propósito na natureza, de que há um desígnio e que há uma Inteligência Superior por trás de tudo o que veio a existir neste planeta.
Contudo, não acredito que temos todas as respostas.
Embora haja um número muito grande de questões difíceis para os evolucionistas do acaso, especialmente para aqueles que defendem o acaso 'cego', também há algumas questões difíceis para os criacionistas.
Porém, há que se ressaltar que os criacionistas aceitam a intervenção divina na história da humanidade, dos seres vivos, do planeta e do Universo. Esse não é o caso dos evolucionistas do acaso. Justamente por isso, muitas de suas teorias e afirmações estão abertas à críticas, pois além de não se sustentarem à luz da ciência moderna ou de uma análise puramente racional, ainda não contam com um suporte metafísico que supostamente as explicaria.
Mas...
Não posso e não tenho o direito de me dar o crédito da verdade e negar esse mesmo direito a eles.
Por isso devemos ter olhos de generosidade para com todos, pois nossos paradigmas moldam nossa visão de mundo. Será que muitas pessoas que agora criticamos, pensam daquela determinada forma apenas porque ainda não foram confrontados com modelos que julgam mais apropriados? Ou foram 'moldados' em seu pensamento por contextos e modelos hegemônicos? Seria o caso de minhas crenças?
Será que os outros creem assim porque não foram adequadamente bem tratados pelos seus oponentes?
A verdade é que, o que sabemos é uma gota, e o que não sabemos, um oceano.
Por isso mantenho minha mente aberta à verdade. Se ela apontar noutra direção, quero estar pronto e aberto para seguir por este caminho.
O bom senso e a sabedoria nos fazem dizer como Newton: "Sinto-me como uma criança a catar conchinhas na praia, enquanto o oceano da verdade jaz por descobrir diante de mim".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Protéinas 1, Computadores 0


Apresento aqui uma tradução completa da reportagem publicada no The New York Times sobre as proteínas.

“No final de 1996, cientistas de todo o mundo, armados com seus melhores programas de computador, concorreram para solucionar um dos mais complexos problemas da biologia: como uma única proteína feita a partir de uma longa seqüência de aminoácidos, enrola-se sobre si mesma de tal forma que isso determine o papel que ela desempenhará na vida?

Proteínas são constituídas de 20 diferentes tipos de aminoácidos, seqüenciados juntos. Uma vez que as peças são montadas, a corda entrelaça-se como numa bobina, algo como um fio de telefone, ou até mesmo cachos em um emaranhado complexo - e tudo isso tem de acontecer antes da proteína começar a trabalhar na célula. Para os cientistas participantes do concurso, o desafio era o de começar com uma seqüência de aminoácidos e fazer aquilo que faz a natureza: dobrá-lo em forma definitiva.

O resultado, em poucas palavras, foi este: os computadores perderam, as proteínas venceram. De um modo peculiar, os cientistas ainda estão tentando entender como a natureza pode rápida e facilmente resolver um problema - como dobrar proteínas para a configuração adequada – que não pode ser resolvido e é mesmo impossível aos mais poderosos computadores e mentes humanas.

Conhecer a forma de proteínas é importante para a concepção de novos fármacos. Embora cientistas já aprenderam a seqüências de dezenas de milhares de proteínas, eles sabem as estruturas tridimensionais de apenas uma pequena fração delas. Indo diretamente a partir da seqüência correta para a geometria, equivaleria a nada mais, nada menos, que um verdadeiro renascimento bioquímico.

Nos últimos anos, porém, matemáticos vieram a crer que o problema geral de predizer como uma dada seqüência de aminoácidos irá dobrar-se é insolúvel. Seria o tipo de problema que eles chamam de ‘polinômio completo não determinístico’.

Um exemplo clássico deste problema é o itinerário de viajem de um vendedor: Dada uma lista de cidades, ele deverá encontrar o menor caminho para visitar todas. A única forma de resolver o problema é exatamente essa: tentar todos os possíveis itinerários para se chegar a elas. Mas à medida que o número de cidades aumenta, o tempo de processamento explode exponencialmente. Igualmente, como o número de aminoácidos numa cadeia de proteínas aumenta, o tempo necessário para calcular a sua configuração final cresce acima da esperança de resolvê-lo.

Os cientistas calcularam que, para resolver o problema do entrelaçamento tentando todas as possibilidades no caso de uma proteína de tamanho médio, feita a partir de 100 aminoácidos, o computador levaria 27 octilhões de anos.

Sem se dar conta deste problema, proteínas muito longas, compostas por milhares de aminoácidos, enrolam-se, ou melhor, entrelaçam-se sobre si mesmas em questão de minutos; outras mais curtas, com dezenas ou centenas de aminoácidos, enrolam-se numa forma específica em um segundo ou menos. As proteínas têm encontrado um atalho através do ultra gigantesco labirinto de possibilidades, e ambos, biólogos moleculares e cientistas estão se acabando tentando descobrir, mas ao que tudo indica, poderão morrer sem saber qual é esse atalho.

“Às vezes parece que entrelaçar uma proteína é um desses segredos ocultos, o qual não nos é acessível saber”, disse o Dr. Iosif Vaisman, um especialista em estrutura protéica na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. Tal como afirmou o Dr. Ken A. Dill, um biofísico da Universidade da Califórnia em San Francisco: “o entrelaçamento das proteínas é para nós um problema, mas não para as proteínas”.

Os cientistas são obrigados a enfrentar perguntas sobre o próprio sentido da simulação ao utilizar seus computadores para desvendar o problema. Qual é a relação entre um modelo científico e a realidade que se destina a representar? Uma proteína pode ser pensada como um pequeno computador biológico realizando cálculos da maneira correta?

Os resultados decepcionantes do concurso foram notificados na segunda reunião sobre a avaliação crítica de técnicas de Proteína Estrutura Previsão, em dezembro de 1996, no Asilomar Conference Center, em Pacific Grove, na Califórnia.”

Fonte: The New York Times
http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9407E6DA103BF936A15750C0A961958260&partner=rssnyt&emc=rss

Fonte da Imagem: www.campusapps.fullerton.edu

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O impossível - 2ª Parte

Entrelaçamento

O processo de ‘entrelaçamento’ da cadeia de aminoácidos que forma as proteínas é um capítulo à parte. Como é que uma proteína se entrelaça e assume a forma complexa e intrincada que determina o papel que ela desempenha na vida?

Com poderosos computadores, cientistas tentaram calcular como se daria o processo de entrelaçamento da cadeia de aminoácidos. Após meses de trabalho, os cientistas desistiram. Para uma proteína média, composta por cem (100) aminoácidos, resolver o problema do entrelaçamento tentando todas as possibilidades, uma após a outra, mesmo à espantosa velocidade dos computadores utilizados (dez milhões de cálculos por segundo) levaria 27 octilhões de anos (10 elevado a 27)[1]. É lógico, essa é apenas uma parte do problema.

Complexidade

O ‘nó da questão’ não é nem mesmo esse cálculo de probabilidades, afirmam alguns cientistas. O problema é saber ‘como’ em unidades minúsculas, desprovidas de ‘raciocínio’, de ‘inteligência’ ou de ‘propósito’, desenvolveu-se um 'complexo e inteligente' ‘sistema’ de códigos, 'mensagens cifradas' e ‘leitura’ de ‘mapas’ ou ‘plantas’ às ‘cegas’, ou melhor, ‘ao acaso’ com o 'claro propósito' de construir novas unidades com funções específicas determinadas pelo código?

Ou seja, não é uma questão de ‘probabilidades’, mas de ‘descobrir’ como é que esse complexo ‘estabelecimento’ de um código, se estabeleceu a princípio e depois, como o ‘funcionamento’ da ‘decodificação’ e ‘fabricação’ foram ‘concebidas’ ou ‘instaladas’. O desafio ‘lógico’ é mais do que evidente.

Como?

Amigos, falar sobre probabilidades em termos de teorias do acaso cego é um assunto intrigante. É verdade que as impossibilidades ou improbabilidades não excluem o evolucionismo como um caminho ou meio, pois existe a possibilidade de que todo o processo tenha sido conduzido por um desígnio invisível. Contudo, à luz dos conhecimentos que hoje temos, seria plausível acreditar no acaso cego, ou seja, no acaso puro? Na verdade, à luz da razão, isso está se tornando simplesmente 'impossível'...

Com todo o respeito aos que pensam diferente, acredito que é um desafio à inteligência achar que um tão fabuloso e intrincado mecanismo possa ser o resultado de forças ‘cegas’, combinações ‘fortuitas’ e ‘aleatórias’ operando ao completo ‘acaso’ para estabelecer 'por sorte’ a complexidade do fenômeno chamado ‘vida’.

Acreditar ao mesmo tempo que ‘não’ existe um desígnio ou uma inteligência superior conduzindo o processo, e aceitar que o ‘impossível’ é possível, seria um ato de fé? [2]

Referências:
[1] Citado do The New York Times em ‘Is there a cretor who cares about you?’ WBTS, New York, USA, p. 46-47.
[2] Uma mão inteligente guiando o processo é a proposta do Design Inteligente. Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.

O impossível - 1ª Parte

DNA e RNA[1]

Hoje quero falar de algo complexo, muito complexo. Meu objetivo é dar um ponto de vista filosófico sobre algo que faz parte da ciência. Mas tal não é possível se não houver um conhecimento do objeto que me propus a analisar. Gastei um tempo considerável estudando e analisando minuciosamente o tópico em questão e apresento aqui minhas idéias e conclusões.

O DNA pode ser descrito como um código no qual estão armazenadas as informações que possibilitam o completo funcionamento das moléculas, dos sistemas e finalmente, da vida. Descrito assim, parece até simples entendê-lo e vê-lo em ação. Mas de fato isso não corresponde na plenitude ao que nos é informado pelos cientistas.

Além de conter as informações necessárias à produção de proteínas (sempre necessárias para manter as células e para facilitar as reações químicas em seu interior), o DNA transmite as informações genéticas que ele armazena à próxima geração de células, de tal forma que desde uma simples célula até um 'sistema completo' (o ser humano) possam ser ‘construídos’ a partir dessas informações.

A ‘escada de cordas contorcida’ (aparência do DNA) ou espiral dupla (ou dupla hélice) consiste num grande e enorme número de partes menores chamadas nucleotídeos. Os nucleotídeos são formados por açúcar (no caso do DNA, pentose), fosfato e a base nitrogenada. No DNA as bases nitrogenadas são: adenina (A), guanina (G), citosina (C), e timina (T)[2]. Com esses quatro integrantes básicos do código (AGCT), podem ser feitas composições e combinações seqüenciais, de tal forma que sua disposição forma uma espécie de ‘planta’ do que será ‘construído’.

A ‘escada de cordas’ possui milhares de genes (as informações expostas pelas quatro ‘letras’ do código), que formam o ‘mapa’ da hereditariedade. Vale destacar que no DNA, o comprimento de cada filamento é seiscentas mil vezes maior do que sua largura. Se pudéssemos desenrolar todos os filamentos de DNA de um único ser humano, teríamos em comprimento oito mil vezes a distância da Terra à Lua.

O RNA entra em cena
O código genético, na forma de unidades conhecidas como genes, está no DNA, no núcleo das células. Como já vimos, a informação contida no DNA, o código genético, está registrada na seqüência de suas bases na cadeia. A seqüência indica uma outra seqüência, a de aminoácidos, substâncias que constituem as proteínas.

Ora, o que será ‘produzido’ ou ‘construído’ está ‘fora’ do DNA. O DNA não trabalha sozinho, ele tem a ‘ajuda’ do RNA, um outro ácido nucleico que comanda a síntese de proteínas.

No início do trabalho para o novo ‘projeto’, o RNA-polimerase[3] desloca-se ao longo da molécula de DNA, abrindo-a como um ‘zíper’ - uma seção da ‘escada’ ou ‘espiral’ se abre - permitindo que as moléculas de RNA que se encontram soltas no núcleo da célula juntem-se e se emparelhem ao longo da cadeia aberta de DNA (onde agora estão expostas as bases nitrogenadas: A, C, G e T). Isso permite que as ‘letras’ do RNA se acoplem às do DNA que ficam expostas. Após uma enzima passar entre elas, o ‘código’ é copiado em um novo RNA (o RNA mensageiro). Essa combinação se dá através dos códons, que é a combinação das bases do DNA com o RNA: a adenina só se liga à timina; a citosina só se liga à guanina. O DNA não possui (Uracila), ao passo que o RNA não possui T (Timina).

Nesse processo é feita uma transcrição exata do DNA. Essa cópia denomina-se RNA mensageiro[4].

Fabricando Proteínas

Já a ‘fábrica’ de proteínas fica ‘fora’ do DNA, no citoplasma celular em estruturas específicas, os ribossomos, para onde se dirige o RNA mensageiro. Na transcrição, apenas os genes relacionados à proteína que serão produzidos são copiados na forma de RNA mensageiro.

Começa então um processo chamado tradução: é quando o RNA forma as novas proteínas. Chegando ao ‘local’ de produção (ribossomos), as letras do RNA são decodificadas. O ribossomo ‘lê’ a mensagem do RNA e, de acordo com a seqüência especifica de bases no códon, ele reúne uma serie de aminoácidos provenientes das reservas que flutuam soltas pela célula. Essa ação cria, da ‘estaca zero’, uma proteína especifica ‘escrita’ na linguagem codificada originalmente pela seqüência de bases de três letras existente no DNA que permaneceu no núcleo da célula. Enquanto a ‘sentença de RNA é ‘decodificada’, ou seja, lida e traduzida, outro RNA procura os ‘tijolos’ para a construção[5]. Esse RNA, com a ajuda de uma enzima ‘pega’ o aminoácido necessário e leva-o para o ‘setor de produção’ e assim sucessivamente enquanto a crescente cadeia de aminoácidos aumenta mais e mais[6].

Cada uma dessas novas proteínas reflete uma pequena porção dos longos filamentos de DNA que contêm todos os códigos de três letras para as milhares de proteínas diferentes. Cada conjunto de três ‘letras’ do RNA forma um conjunto específico[7].

Essa cadeia de aminoácidos ‘enrosca-se’ e ‘entrelaça-se’ formando um ‘tipo’ preciso de proteína. Sabe-se que existem em torno de cinqüenta mil tipos de proteínas em nosso organismo.

Trabalho intrincado e contínuo

Da mesma forma, passo a passo, cada proteína formada em nosso corpo é produzida dessa maneira. Agora, enquanto você lê, milhares de ribossomos em cada célula de seu corpo estão efetuando milhões de reações que estão fazendo os aminoácidos relacionados uniram-se formando cerca de duas mil novas moléculas de proteína a cada segundo.

Parece incrível, mas o trabalho realizado pelo DNA e RNA no armazenamento da informação e produção das proteínas, passo a passo, aminoácido por aminoácido, garantindo, no momento correto, a produção daquela proteína especial, com o número de aminoácidos correto, na seqüência adequada (a seqüência dos aminoácidos garante que a proteína tenha uma certa forma, o que permitirá que ela exerça uma função específica), e em um ritmo de produção estonteante, é apenas um dos muitos processos complexos que ocorre em nosso organismo.

Os cromossomos

Dentro da célula, o DNA é organizado numa estrutura chamada ‘cromossomo’. Um conjunto de cromossomo de uma célula, por sua vez, forma o que se chama de ‘cariótipo’.

Antes da divisão celular os cromossomos são duplicados através de um processo chamado ‘Replicação do DNA’. Os organismos eucariontes têm o seu DNA dentro do núcleo enquanto que as bactérias o tem disperso no citoplasma.

Todos os cem mil genes humanos estão configurados nos quarenta e seis cromossomos humanos que se localizam em cada núcleo de cada célula, organizados aos pares. Os cromossomos, pode-se dizer, são estruturas que carregam os genes. Ao todo, são vinte e três pares, sendo que um deles está ligado ao sexo (a mulher é XX, o homem é XY).

Então, o que nós chamamos de genes são os segmentos do DNA. Eles influenciam no funcionamento e no desenvolvimento dos órgãos e são responsáveis por determinar a produção de proteínas, que controlarão uma determinada característica humana, como a cor dos olhos, dos cabelos ou a altura, ou ainda detalhes como a espessura dos vasos sanguíneos, por exemplo.

O DNA é responsável pela transmissão de todas as características hereditárias de cada espécie dos seres vivos (‘todos’).

Uau!!! Viu a complexidade?!?

Referências:
[1] Também são conhecidos em português pelas siglas ADN e ARN (ácido desoxirribonucléico e ácido ribonucléico).
[2] Essas cadeias são constituídas por um açúcar (desoxirribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (T timina, A adenina, C citosina e G guanina).
[3] A RNA-polimerase é a enzima especifica capaz de dividir o DNA no meio dos ‘degraus’. Em outras palavras, ela “abre o zíper” das bases bem no meio – em suas ligações de hidrogênio – e transforma a hélice dupla em duas hélices simples com “meios degraus” expostos, rompendo as ligações entre os dois filamentos que unem A com T e C com G.
[4] O ácido ribonucléico (RNA) é uma molécula também formada por um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (U uracila, A adenina, C citosina ou G guanina). Um grupo reunindo um açúcar, um fosfato e uma base que é um ‘nucleotídeo’.
[5] Existem três tipos de RNA. O RNA ribossômico associado a proteínas entra na constituição dos ribossomos, organóides celulares onde os aminoácidos se encadeiam para formar proteínas. O RNA mensageiro recebe do DNA, codificada, a seqüência de aminoácidos transmitindo-a para os ribossomos. Finalmente, o RNA transportador transfere os aminoácidos do hialoplasma para os ribossomos que os encadeiam.
[6] Embora existam apenas vinte variedades de aminoácidos, longas repetições de seqüências múltiplas permitem dezenas de milhares de combinações de aminoácidos para formar uma grande variedade de proteínas. De fato, existem cerca de 50 mil tipos de diferentes de proteínas em nosso corpo. Os mesmos vinte aminoácidos em 50 mil combinações diferentes estão ligados aos outros em longas cadeias dobradas sobre si mesmas.
[7] Cada grupo de três bases (ACC, GAG, CGU etc.) é chamado códon e é específico para um tipo de aminoácido.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Perguntas Intrigantes sobre o Universo e sobre a Origem da Vida

Meu amigão postou em seu blog as intrigantes perguntas da Revista Ciência e Vida, na verdade os ‘dez maiores enigmas da ciência’. Achei as perguntas muito interessantes e me desafiei não a respondê-las, mas comentá-las. Vou por etapas. Na sequência aparecem as questões intrigantes sobre a origem da Vida a partir da perspectiva Evolucionista.

Perguntas Intrigantes I
1. Por que há qualquer coisa em vez do nada?
Essa pergunta é desafiadora para quem não acredita em desígnio e propósito. E para quem acredita em propósito, o desafio é outro: entender claramente esse propósito. E observe que é uma pergunta que pede respostas em pensamento divergente, pois a grande questão continua: por que o Universo existe?

Como a pergunta inicial é de fato difícil e nos remete à origem de tudo, fica aqui outra questão desafiadora. Das duas uma: ou o Universo sempre existiu ou Deus sempre existiu. Intelectual e racionalmente temos que decidir por uma. Mas analise, se o Universo sempre existiu, como explicar a segunda lei da termodinâmica (a entropia), o big bang, o afastamento das galáxias e a própria ‘existência eterna’ do Universo?

2. Como surgiu a vida?
Se a vida provém de Deus, a resposta é suficiente por si mesma e como ela ocorreu passa a ser apenas um detalhe. A questão que não foi feita é ‘como Deus surgiu’? Podemos responder racionalmente com muita limitação e talvez uma das respostas mais inteligentes (e criativas) já foi dada por Agostinho: Deus não ‘surgiu’ ou foi ‘criado’, porque Deus sempre existiu. E sempre existiu porque foi Ele quem criou o tempo e tudo o mais.

Se a vida surgiu ao acaso, a resposta é bem mais difícil, embora alguns cientistas queiram fazê-la parecer fácil. Dadas as impossibilidades e improbabilidades da matéria inorgânica e mesmo orgânica evoluir ao acaso até um ser vivo, e esse ser vivo já surgir como ‘unidade funcional’ e capacidades de auto proteção, auto reprodução, sistemas digestivo e excretor e um não compreendido senso de existência (que o levaria a manter-se e procriar-se), e tudo isso sem ter ‘consciência’ (se é que nós sabemos o que é consciência), a resposta dos evolucionistas ateístas tende mais para um ato de fé religiosa do que de fé na ciência.

3. Há outros Universos?
A expressão ‘multiverso’, destacada no segundo livro de Sthephen Hawking, tem intrigado a comunidade científica, pois além das fronteiras do Universo fica a pergunta: o que haverá? Se o Universo tem o tamanho medido pela distância das estrelas mais distantes (observadas pelos potentes telescópios), começa ali um ‘vazio’, um ‘nada’? Se sim, e depois? E além disso, questões intrigantes da física quântica, que nos remetem a um ‘delicado’ equilíbrio cósmico, sugerem para alguns a necessidade de uma ‘contraposição’ material em outra dimensão para que tudo que aqui existe se mantenha.


E tem ainda a questão dos ‘buracos de minhoca’, verdadeiras passagens ou atalhos entre diferentes dimensões ou Universos – postulados pelas pesquisas de físicos de renome. E se existem outros Universos, quantos eles seriam? E como seriam? Haveria neles outros seres ‘inteligentes’? Se existem ‘vários’ Universos, eles ocupam todo o ‘vazio’ ou o ‘nada’? Até onde vai o ‘nada’? O ‘nada’ é um ‘espaço vazio’ que vai sendo preenchido por ‘coisas’ ou o nada é a absoluta ausência de qualquer coisa, inclusive do espaço? Até onde vai o limite de nossa inteligência em tentar compreender essas coisas?
Temos aqui mais uma antinomia da razão. Imaginar um Universo finito é muito pouco para a nossa inteligência e capacidade racional. Imaginar um Universo infinito vai muito além da nossa razão e não podemos concebê-lo.


Obs. As perguntas que o Ebenézer apresenta estão no endereço do seu blog: http://detextoemtexto.blogspot.com/


Perguntas Intrigantes II

O que penso sobre o Design Inteligente

O Design Inteligente usa de fato verdades científicas, e onde a Ciência não dá uma explicação para o fenômeno, ou ela não é conclusiva (desde o ponto de vista da própria comunidade científica), ele (design inteligente) explica associando a intervenção divina...
Há cientistas que valorizam o DI... mas acertadamente afirmam que, por incluir elementos metafísicos (espirituais - ação divina) nas explicações dos fenômenos científicos, que deixa de ser apenas ciência, e entra no campo da fé, da religião, ou da crença espiritual.
E fé, de acordo com os estudiosos do campo das religiões e espiritualidade é confiança naquilo que não se pode provar. No cristianismo é a própria definição de Paulo (Carta aos Hebreus 11: 1): “fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.
Os defensores do DI, alegam corretamente que a Ciência tem limites e fronteiras sem explicações, ou com explicações que indicam uma significativa dose de confiança na teoria (ou teorias) que explica(m) o(s) fenômeno(s).
Essa confiança depositada numa teoria, que os cientistas de uma forma geral demonstram, para os aficcionados do DI é equivalente a um ato de fé. E olha que muitas vezes é uma confiança numa teoria criada por outros, que se basearam em pesquisas não conclusivas de outros.
Não há dúvidas de que algumas teorias são matematicamente críveis.
Pois essa confiança dos cientistas é um acreditar (para o grupo do DI, 'crer') sem que se possa ter provas concretas (irrefutáveis), mas apenas um modelo teórico que explica o fenômeno. Tanto é assim, que de tempos em tempos um modelo é substituído por outro (mais crível, melhor embasado, mais confiável).
Ou seja, o DI é sério e científico, mas para mim ele de fato ele inclui explicações metafísicas ou sobrenaturais nas lacunas ou limites da ciência, e por esse motivo, é uma mistura de ciência séria e crenças religiosas.
O Michael Behe, pai do DI, se declara evolucionista convicto. Ele afirma que Deus dirigiu a evolução. Ou seja, o pai do DI não é criacionista. Por outro lado, o Francis Collins, evolucionista convicto também, um dos pais do genoma (pesquisas sobre o DNA), não aceitou o DI, mas escreveu uma obra dedicada à sua crença religiosa em Deus e à maravilha do GENOMA e seu processo (o intrincado e complexo sistema e processo de replicação que ocorre na relação RNA e DNA). Em nenhum momento da explicação, ele apela para a intervenção divina no processo, mantendo-se apenas nas explicações científicas. Para o Collins, as leis que Deus criou dão conta do processo da evolução. Para o Behe, no caso da criação da vida, as leis naturais criadas por Deus não são suficientes, é necessária a intervenção divina.
O Collins crê que Deus existe, criou tudo lá no passado imemorial, e estabeleceu as leis que guiam a evolução. O Behe crê que Deus existe, que criou tudo lá atrás no passado imemorial, e criou as leis... mas no caso da vida, houve necessidade de intervenção divina nas etapas do processo, pois há impossibilidades estatísticas e matemáticas para dar conta dos fenômenos e processos, ou mesmo impossibilidades factuais. Leiam os livros deles.
Dois evolucionistas que acreditam em Deus e continuam evolucionistas. Um acredita no Design Inteligente, e o outro não. Os dois acreditam em Deus (ou num Ser superior, transcendente).
Em síntese, pois o assunto é longo, muitos cientistas evolucionistas convictos creem num  Ser superior, alguns até têm uma religião, e outros vão à igrejas ou algo assemelhado, e nem por isso acham que as duas coisas estão ligadas.
Ou seja, separam as duas coisas (ciência e fé), seja em palavras, palestras, escritos, seja na prática da vida mesmo.
Já os adeptos do DI acham que não dá para separar as duas coisas, pelo menos não na explicação dos fenômenos científicos que apresentam lacunas ou limites.
Como sou do campo da Filosofia, e tenho admiração por Descartes e Platão, dois filósofos que entraram com segurança no campo da metafísica, achei muito interessante o DI. Mas até onde conheço – e olha que li tanto as obras do Michael Behe, como do Francis Collins, e assisti palestras de ambos (estão disponíveis na internet) -, concordo com a maioria da comunidade científica ao dizer que no DI há metafísica e crenças nas explicações. No entanto, discordo veementemente dos cientistas que dizem que não há ciência no DI. Tem muita ciência sim, e ciência séria.
Sendo bem sincero, e não quero parecer arrogante ou mal educado, acho que muitos cientistas não fazem ideia clara ou noção real do que seja o DI. Como ouviram falar de uma forma crítica, já formaram um (pré)conceito, e rotularam o DI, sem ler a fundo a própria literatura disponível. Parece cômico, mas essa crítica sem um conhecimento é apenas preconceito, não é uma crítica científica.
Sim, é verdade que alguns leram a fundo e fazem críticas fundamentadas. Mas nesse caso, eles percebem que há ciência, e também, nas lacunas, o elemento fé e espiritualidade.
O primeiro e principal livro do Michael Behe intitula-se A Caixa preta de Darwin, e o livro do Collins chama-se A Linguagem de Deus.
O livro A Caixa Preta de Darwin é bastante 'perturbador' e  'intrigante' ao fundamentar suas argumentações sobre as lacunas e limites da evolução... naqueles trechos onde a estatística, a matemática, a lógica, a análise,  a dedução, a indução, a síntese, enfim, o processo todo fica sem explicação, e nos livros de Ciências aparece uma proposta e a expressão “... a natureza levou bilhões de anos neste processo”, como se o tempo, por si só, fosse um fator quase sobrenatural que resolvesse todos os questionamentos. E, cientificamente e respeitosamente falando, sem querer ofender a inteligência de ninguém, o tempo não realiza impossibilidades. O Behe, com a ajuda de estatísticos mostra tanto improbabilidades, quanto impossibilidades.
Bem, é verdade, concordo com o fato de que o DI tem essa mistura de Ciência séria com crenças metafísicas.
E reforço, é uma injustiça o DI ser chamado de anticientífico. Não é. Isso, de verdade, ele não é. Mas apenas ciências e tão somente ciências – no conceito de Ciências da comunidade científica, também não.
O DI é Ciência + Metafísica... ou Ciência + Crenças religiosas... ou Ciência + Religião.
Obs.
Sobre as lacunas da Ciência, ou ‘elos perdidos’, há vários exemplos.
Por exemplo, observe na literatura científica recente que há teorias que sustentam categoricamente o início da vida na Terra. E ao mesmo tempo há outras, também atuais, que teorizam sobre o início da vida no Espaço (em outro lugar fora daqui), tendo viajado para cá a bordo de um cometa, asteroide, meteorito ou algo assemelhado. O fato de ter duas teorias para explicar um mesmo fenômeno não invalida a ciência. O que ocorre é que, se uma é cientificamente ‘comprovada’, automaticamente ela invalida a outra. A menos que a expressão ‘cientificamente comprovado’ se refira apenas a simulações matemáticas num programa de computador.
No que diz respeito às lacunas, o DI admite que usa a fé para acreditar que Deus interveio no processo. No caso da ciência, ela não admite a fé ou a intervenção sobrenatural nas lacunas, ela dá explicações para essas lacunas e formula teorias que são críveis para a comunidade científica.
Então, cientificamente falando, são teorias, boas teorias, sobre um tema científico.



Perguntas Intrigantes III

Agora as perguntas Intrigantes sobre a origem da Vida

Teóricos do Design Inteligente que são evolucionistas acreditam numa intervenção transcendental que possibilitaria o modelo em seus pontos críticos. Será que há pontos críticos na teoria evolucionista quando ela trata da origem da vida?

A Atmosfera Primitiva

“Em 1953, Stanley Miller fez passar uma faísca elétrica por uma atmosfera de hidrogênio, metano, amônia e vapor d’água. Isto produziu alguns dos muitos aminoácidos existentes, os quais constituem os blocos de construção das proteínas. No entanto só conseguiu 4 dos 20 aminoácidos necessários para o início da formação de um ser vivo. Até hoje, muitos anos depois, os cientistas ainda não conseguiram produzir experimentalmente, todos os 20 aminoácidos necessários, sob condições plausíveis de Laboratório. (1)

Tanto para Miller como para Oparin, os compostos de interesse biológico (seres vivos primitivos) só ocorreriam na ausência de oxigênio livre na atmosfera.”(2)

Mas, a maioria dos cientistas discorda desta colocação, dizendo que havia a necessidade da presença de oxigênio. Hitching afirma: “Havendo oxigênio no ar, o primeiro aminoácido jamais teria começado; sem oxigênio, ele teria sido extirpado pelos raios cósmicos (radiação ultravioleta)”(3)

O Caldo Orgânico

O ambiente aquoso era necessário para dar proteção às formas orgânicas primitivas da severa radiação que teria lugar na atmosfera primitiva.

“É interessante notar que Miller só poupou os quatro aminoácidos, porque os removeu da área da faísca. Se os deixasse ali, a faísca os teria decomposto.” (4) Presentes na água, os aminoácidos tenderiam a se desagregar e não o contrário. “A desagregação no ambiente aquoso é muito mais provável”(5). “A presença na água favorece a desintegração das moléculas maiores em moléculas menores.”(6)

Ambiente Seco?

Se no ambiente aquoso não poderia ter ocorrido a agregação de aminoácidos para a formação de moléculas maiores, seria necessário então um ambiente seco.

“No começo da década de 70, o biólogo Sidney Fox aqueceu a seco, a 60º C, uma mistura de aminoácidos. Obteve uma pequena mistura de polipeptídeos, aos quais chamou de proteinóides. A água resultante evaporou pelo aquecimento, Fox quis demonstrar que os aminoácidos poderiam se unir apenas com uma fonte de energia, o calor. Faltou esclarecer onde isto poderia ter ocorrido.”(7) Num ambiente seco, os aminoácidos estariam expostos à radiação, que os teria exterminado.

Aminoácidos

Existem mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas presentes nos seres vivos.

As moléculas (aminoácidos) possuem uma característica interessante. Algumas são “destras”, outras são “canhotas”. Formadas ao acaso, como se dá na teoria do caldo orgânico, é muito provável que a metade fosse “destra” e a outra metade “canhota”. Todavia, dentre os 20 aminoácidos necessários nas proteínas da vida, todos são “canhotos”. Sobre isso, J. D. Bernal, evolucionista, reconhece: “É preciso admitir que tal explanação ainda continua sendo uma das partes mais difíceis de explicar quanto aos aspectos estruturais da vida. Talvez jamais consigamos explicá-lo.” (8)

Probabilidades

Considerando que os 20 aminoácidos necessários à vida se tivessem originado ao acaso, seria ainda necessário que eles se reunissem novamente ao acaso, de forma ordenada para formar uma única molécula de proteína. As moléculas necessárias à vida possuem proteínas muito complexas, o que tornam as probabilidades um tanto remotas.

Vejamos: É possível acertar ao acaso 20 números em 100 (20 aminoácidos em 100 aminoácidos). Sim, é possível – uma chance em 150.000 (cento e cinquenta mil). Como ganhar na Loteria Federal. Mas atenção, cada número (aminoácido) deve ocupar um lugar predeterminado e ordenado (na sequência correta) no mesmo instante em que se acertam os 20 números em 100. Isto eleva o cálculo probabilístico para uma chance em 10113 (1 seguido de 113 zeros). Isto para formar uma única molécula simples de proteína. Para os matemáticos, qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade em 1050 é rejeitado e considerado como jamais ocorrendo (9). Vale lembrar que uma proteína não é um ser vivo.

O Código Genético

O código genético é uma condição sine qua non (sem a qual não se pode) para a reprodução celular. Como diz Hitching: “as proteínas dependem do DNA para se formarem. Mas o DNA não pode formar-se sem a proteína preexistente.”(10)

No DNA estão envolvidas cinco histonas (as histonas estão envolvidas em determinar as atividades dos genes). Elas são de uma complexidade extraordinária, em função de sua disposição e organização para se formar um ser vivo com suas múltiplas funções. “A probabilidade de se formar a mais simples destas histonas (apenas uma) ao acaso é de uma em 20100.”(11) “Este número expressa mais do que o total de átomos em todas as estrelas e galáxias visíveis através dos maiores telescópios astronômicos.”(12)

Referências
(1) W.T.B.T.S. A Vida, qual a sua origem? , Brooklin, NY, USA. 1985, p. 40
(2) STANLEY L. Miller e Leslie E. ORGEL. The Origin of life on the Earth, USA, 1974, p. 33,.
(3) HITCHING, Francis. The Neck of the Giraffe, USA, p. 68.
(4) W.T.B.T.S, op. Cit., p. 41.
(5) WALD, George. Física e Química da Vida, Editora IBRASA, pp. 16-17
(6) DICKERSON, Richard E. A Evolução química e a origem da vida., Revista Scientific American, setembro de 1978, p. 75
(7) BIOLOGIA VIVA, Editora Ática, p. 291
(8) BERNAL, John D. The Origin of the life (a Origem da vida). USA, 1967, p. 144
(9) W.T., op. Cit., p. 44.
(10) HITCHING, Francis. Op. Cit., p.66
(11) W.T., op. Cit., p. 45.
(12) Hoyle, Fred & Wickkramasinghe, Evolution from Space, 1981, USA, p. 27
Fonte da Imagem: http://www.scb.org.br/

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A improbabilidade estatística do acaso - 1ª Parte

A improbabilidade estatística do acaso e o ateísmo
Frank V. Carvalho

Obviamente há os que não acreditam que um ser superior esteja por trás dos desígnios do Universo e da existência humana. Argumentando em favor de sua racionalidade procuram demonstrar que tudo pode ter surgido ao acaso – e assim, não há necessidade de Deus. O problema é que a própria razão exige argumentos plausíveis e dignos de crédito. Como então explicar que o acaso cego pode realizar as façanhas descritas abaixo?

Acredito que para eles, explicar a origem da vida é um tremendo desafio...

Bem, este é um assunto para aqueles que gostam de dados consistentes e confiáveis. Matemáticos e estatísticos têm estudado a sério as probabilidades do surgimento da vida ao acaso e têm encontrado resultados desanimadores para os que acreditam no ‘acaso cego’. Vamos aos números:

Aminoácidos

As moléculas (aminoácidos) possuem uma característica interessante. Algumas são “destras”, outras são “canhotas”. Formadas ao acaso, como se dá na teoria do caldo orgânico, é muito provável que a metade fosse “destra” e a outra metade “canhota”. Todavia, dentre os 20 aminoácidos[1] necessários nas proteínas da vida, todos são “canhotos”. Sobre isso, J. D. Bernal, evolucionista, reconhece: “É preciso admitir que tal explanação ainda continua sendo uma das partes mais difíceis de explicar quanto aos aspectos estruturais da vida. Talvez jamais consigamos explicá-lo.”[2]

Proteínas

Considerando que os 20 aminoácidos necessários à vida se tivessem originado ao acaso, seria ainda necessário que eles se reunissem novamente ao acaso, de forma ordenada para formar uma única molécula de proteína. As moléculas necessárias à vida possuem proteínas muito complexas, o que tornam as probabilidades um tanto remotas.

Vejamos: É possível acertar ao acaso 20 números em 100 (20 aminoácidos em 100 aminoácidos). Sim, é possível – uma chance em 150.000 (cento e cinqüenta mil). Como ganhar na Loteria Federal. Mas atenção, cada número (aminoácido) deve ocupar um lugar predeterminado e ordenado (na seqüência correta) no mesmo instante em que se acertam os 20 números em 100. Isto eleva o cálculo probabilístico para uma chance em 10 elevado a 113 (1 seguido de 113 zeros). Isto para formar uma única molécula simples de proteína. Para os matemáticos, qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade igual ou maior que 10 elevado a 50 é rejeitado e considerado como jamais ocorrendo[3].

E vale lembrar que uma proteína não é um ser vivo.

Código Genético
O código genético é uma condição sine qua non (sem a qual não se pode) para a reprodução celular. Como diz Hitching: “as proteínas dependem do DNA para se formarem. Mas o DNA não pode formar-se sem a proteína preexistente.”[4]

Histonas

No DNA estão envolvidas cinco histonas (as histonas estão envolvidas em determinar as atividades dos genes). Elas são de uma complexidade extraordinária, em função de sua disposição e organização para se formar um ser vivo com suas múltiplas funções. “A probabilidade de se formar a mais simples destas histonas (apenas uma) ao acaso é de uma em 20 elevado a 100.”[5] “Este número expressa mais do que o total de átomos em todas as estrelas e galáxias visíveis através dos maiores telescópios astronômicos.”[6]

Moléculas de DNA

Em 1969, o Dr. Frank Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, EUA, calculou a probabilidade de se formar espontaneamente uma molécula de DNA básica essencial para o surgimento da vida. Seus cálculos revelaram que a probabilidade é ínfima, considerada até impossível do ponto de vista matemático. Quais seriam as chances de se formar uma única molécula de DNA? Segundo seus cálculos, uma em 10 elevado a 415 (1 seguido de 415 zeros)![7]

Conclusão

Você percebeu que eu não apresentei os cálculos estatísticos para o surgimento ao acaso dos aminoácidos. Na seqüência vieram as proteínas, depois as histonas e as moléculas de DNA, cada uma com seus cálculos estatísticos que as tornam improváveis ao acaso. O que parece é que o acaso acaba sendo uma palavra com um sentido diferente no vocabulário do ateísmo. Para tudo o que não se consegue dar uma explicação satisfatória surge o acaso, atuando ao longo de milhões ou bilhões de anos e dando conta da tarefa. Realmente impressionante!


Difícil não acreditar que eles têm muita no 'acaso'! [8]

Referências:
[1] Existem mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas presentes nos seres vivos.
[2] BERNAL, John D. The Origin of the life (a Origem da vida). USA, 1967, p. 144.
[3] W.T.B.P.S., A Vida, qual a sua origem? , Brooklin, NY, USA. 1985, p. 44.
[4] HITCHING, Francis. The Neck of the Giraffe, USA, p.66
[5] W.T.B.P.S., op. Cit., p. 45.
[6] Hoyle, Fred & Wickkramasinghe, Evolution from Space, 1981, USA, p. 27
[7] Como base para seus cálculos, ele supôs com base no pensamento atual da evolução, que outros planetas do Universo também reuniram condições que a molécula de DNA tenha tido a oportunidade de evoluir por meio de reações químicas naturais. Isso daria um total de 100 quintilhões (10 elevado a 20) de planetas que oferecessem condições de sustentar a vida, durante um período de 4 bilhões de anos. Ainda assim, a chance seria de uma em 10 elevado a 415.
[8] O Design Inteligente é uma proposta que une a Ciência em todas as suas explicações científicas, e nos limites, lacunas e impossibilidades, fé na intervenção de um Ser Superior (crença em Deus). Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...