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sábado, 25 de julho de 2015

Projeto "Instituto Federal no Alto Xingu"

A Equipe do Projeto em Ribeirão Preto
na Rodovia Anhanguera
Com a temática principal focada na Educação e no Intercâmbio Cultural, o Projeto de Extensão IFSP-SRQ no Xingu que visou 'Ações de Extensão em Alfabetização e Construção de Conceitos em Cidadania e Sustentabilidade' foi realizado durante dez dias em julho de 2015 (10 a 19/07/2015).


Seguindo as orientações do polo local da FUNAI e da Secretaria de Educação, o convite para a visita/expedição foi feito pelo cacique da Aldeia Afukuri (etnia kuikuro) e pelo coordenador pedagógico da escola da Aldeia.


No planalto goiano entre Caiapônia e Nova Xavantina
A equipe, liderada por um docente do Instituto Federal (Frank Carvalho), contava também com um egresso do IFSP-SRQ que é docente de Biologia da Secretaria de Educação do Mato Grosso (Daniel
Januário), um fotógrafo e cinegrafista, aluno do Centro Universitário SENAC (LeRoy Frank) e uma aluna do Curso de Gestão Ambiental do IFSP-SRQ (Susy Leme). O Projeto contou com o apoio da direção geral (Ricardo Coelho) e da coordenação de extensão (José Luís).


O local
No rio Kuluene, afluente formador do Rio Xingu
Para chegar ao local, viajamos três dias partindo de São Roque-SP até a Aldeia que fica no norte do Mato Grosso, sendo que percorremos 1684 quilômetros de carro em rodovias asfaltadas, 120 kms de caminhonete em estrada de terra e 110 kms de barco. A Aldeia fica no Parque Xingu, completamente isolada das cidades próximas.

O “Parque Indígena do Xingu” engloba, em sua porção sul, a área cultural conhecida como “Alto Xingu”, formada pelos povos Kuikuro, Kalapalo, Yawalapiti, Mehinako, Kamaiurá,  Matipu, Nahukuá, Naruvotu, Trumai,  Wauja e Aweti .

Percorremos os mesmos caminhos dos indigenistas pioneiros na região, os irmãos Villas Boas (Orlando, Cláudio e Leonardo). Eles chegaram nestas terras na década de 1940 e o primeiro contato deles com os índios Kalapalo ocorreu justamente às margens do rio Kuluene, o mesmo rio por onde nós navegamos e chegamos à Aldeia Afukuri.

Em nossa visita a Aldeia Afukuri dos Kuikuro, também conhecemos e tivemos contato com integrantes dos povos Kalapalo, Yawalapiti e Mehinako. A despeito de sua variedade linguística, esses povos caracterizam-se por uma grande similaridade no seu modo de vida e visão de mundo. 

Estão ainda articulados em uma rede de trocas especializadas e intercomunicação cultural.

Entretanto, cada um desses grupos faz questão de cultivar sua identidade étnica e, se o intercâmbio cerimonial e econômico celebra a sociedade alto-xinguana, promove também a celebração de suas diferenças.

Daniel mostra o beiju (tapioca) 
Há casamentos frequentes entre membros de diferentes etnias, o que aumenta o intercâmbio sociocultural entre esses povos.

Os contatos e atividades foram altamente positivos, permanecendo a equipe do IFSP seis dias na Aldeia. 

Dos cerca de 150 habitantes, em torno de dez por cento falam português com relativa fluência.
Assim, em diversos momentos necessitamos de tradução (karib-português ou português-karib) para compreender ou nos fazer entender.

A língua ou idioma ‘karib’ é de um tronco linguístico próprio da região, distinto do tronco tupi ou macro-jê, e é falado pelas etnias Kuikuro, Kalapalo, Ikpeng, Matipu, Nahukwá e Naruvotu (família Karíb).

Respeitando os conteúdos e formas culturais entendidas como “próprias” da cultura Kuikuro, foram apresentadas aos professores da escola da Aldeia, estratégias cooperativas de ensino e material de referência para as aulas. 

No rio Kuluene, Susy e sua máquina fotográfica
Foram dadas algumas orientações sobre o descarte e destinação dos resíduos sólidos (lixo) que estão chegando dos núcleos urbanos fruto das trocas, das viagens, do comércio das cidades próximas.

Os líderes da Aldeia reuniram-se mais de uma vez com a equipe para dialogar e apresentar algumas questões relativas às necessidades da escola local. 

Vários costumes e tradições da etnia kuikuro foram compartilhados com a equipe do instituto, valorizando a expressão e a comunicação entre as culturas. Nesta época (meio do ano) eles realizam jogos e uma grande festa Kuarup - onde é feita uma homenagem a uma ou mais pessoas falecidas. Fomos convidados pelo cacique para permanecer nas festividades do final de julho e de uma festa no ano que vem.

Nos dias do projeto, a equipe pescou junto com eles no rio, comeu beiju e
Um dos encontros com o Cacique e os líderes locais
peixe (base da alimentação da aldeia), assistiu os preparativos e treinamentos das lutas, e participou de atividades próprias dos kuikuro. Além dos livros com estratégias didáticas cooperativas para os professores, a equipe deu uma caixa com livros, revistas e materiais didáticos para os alunos da pequena escola. A receptividade foi muito grande por parte dos aldeões.

Da parte da equipe do IFSP-SRQ, houve grande incentivo a valorização da identidade étnica. Há muita diversidade presente em cada etnia e em cada aldeia. É importante ressaltar que alguns costumes das cidades próximas já chegaram às aldeias, relativos ao vestuário e à tecnologia.

Estratégias para atividades didáticas no ensino e aprendizado da língua portuguesa e do tratamento dos resíduos sólidos são
Em frente a "Oca dos Homens", uma foto no dia da despedida
necessidades numa tribo que, embora isolada geograficamente, tem permanente contato com a cultura e população dos municípios matogrossenses vizinhos.
A presença de pássaros e outros animais é normal na Aldeia

Foi a própria comunidade indígena que solicitou uma escola para o aprendizado da língua portuguesa e valorização dos costumes, história e tradições locais. Embora eles não tenham a figura de um alfabetizador especializado na escola ou na aldeia, os cinco professores da escola têm feito a alfabetização em língua portuguesa prosseguir. O professor Daniel Januário é o único não pertencente à etnia kuikuro.

Na volta, a alegria de uma missão bem realizada, o desejo de ajudar uma Aldeia que tem muitas necessidades em sua pequena escola de uma única sala (que precisa urgentemente ser ampliada) e quase 3800 kms de muita aventura.

Na estrada, próximos a Barra do Garças - MT

Susy registrou em fotos várias plantas e flores 

Uma índia 'lava' e 'coa' a mandioca brava para extrair o polvilho

Polvilho secando no sol antes de ser socado no pilão
Nos dias que passamos lá, um pequeno avião
levou medicamentos à Aldeia

O cacique Matu mostra como é que se toca a flauta Kuikuro 

Primeira Reunião com os Líderes na tarde do Domingo, dia 11

Susy mostra o interior da Oca do Professor
A pequenina escola da Aldeia

O ancião (Api - avô) conta da Cosmogonia, 
do Demiurgo e da Origem 
de todas as coisas na Cultura Kuikuro

Uma visão geral da Aldeia


Treinamento para os jogos (luta própria dos povos do Xingu)

Observe que os meninos também se preparam para ser campeões
'Vestidos' para a Cerimônia fúnebre

Daniel mostra como se utiliza o 'cachimbo'  kuikuro

Em meio a uma Cerimônia

Jaluikê pintou seus cabelos com Urucum

Todos participaram da Cerimônia

O segundo cacique pinta o corpo de outro índio 

O professor Daniel também teve seu corpo pintado

O cacique mostra como o cocar pode ser posicionado

Uma índia pinta o cinegrafista LeRoy com Jenipapo 
Nossa equipe com a família do cacique Arifutuá

LeRoy mostra o fruto da pesca na qual participou
Caminho de volta subindo o rio Kuluene

Bem nesse local, na outra margem do Xingu (Kuluene),
os irmãos Villas Boas
tiveram seu primeiro encontro com os Kalapalo

Referências:
Equipe do Projeto: Frank Viana Carvalho (Professor do IFSP e Líder da Expedição); Daniel Januário da Silva (Professor da Escola da Aldeia - interlocutor e intermediador cultural da Expedição); LeRoy Frank Lozano Carvalho (fotógrafo e cinegrafista da Expedição); Susy Leme (Responsável pelas Orientações sobre os Resíduos Sólidos e Assistente de audiovisual na Expedição) 
Fotos: LeRoy Carvalho, Daniel Januário e Susy Leme.
Texto: Frank Carvalho
Observações: As fotos da Cerimônia fúnebre foram tiradas pelo professor Daniel dois meses antes da visita da equipe do IFSP-SRQ
Dados: Site pib.socioambiental.org

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estação Ecológica de Bananal


Localizada na região da serra da Bocaina, divisa entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, no município que dá nome à estação. A Estação Ecológica de Bananal abriga remanescentes da mata atlântica, e seus 884 hectares estão situados numa região em que a altitude varia de 1.200 a 1.900 metros.

A Estação é um ponto de acesso ao PNSB (Parque Nacional da Serra da Bocaina). Com alta pluviosidade e temperaturas médias que variam entre 20º e 33ºC, mas que podem chegar à mínima de 0ºC no inverno, a Estação faz limite com o PNSB próximo a histórica trilha do Ouro, construída por escravos para o transporte de mercadorias entre as minas do interior e do litoral.
Visitamos a Estação para futuras visitas técnicas dos professores e alunos do Instituto Federal de São Paulo. Além dos animais e muito verde, quem gosta de quedas d'água e caminhadas terá na Estação Ecológica de Bananal, a trilha da Cachoeira. Fácil de percorrer, com pouco mais de 300 metros, essa trilha leva o visitante ao último salto da cachoeira Sete Quedas, um dos cenários mais bonitos da região. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Parque Nacional do Itatiaia


Localizado ao sul do Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais, o Parque Nacional do Itatiaia foi a primeira área do país oficializada em unidade de conservação. Fundado em 1937, tem por objetivo preservar seu rico patrimônio ambiental.
Centro de Educação Ambiental - parte baixa do PNI

Além da paisagem exuberante, o parque possui um Centro de Visitantes composto por biblioteca, auditório, orquidário e Museu de Fauna e Flora, além do Núcleo de Educação Ambiental, que desenvolve diversos projetos, como o musical multimídia VerdeSom. O museu dispõe de um grande acervo de espécies de frutos e flores, peças preparadas de animais (répteis, aves e mamíferos) e uma intrigante coleção de insetos e aracnídeos. 
Entrada da parte alta do PNI - Posto Avançado das Agulhas Negras

Com um relevo montanhoso e de encostas íngremes, o parque é uma boa pedida para os amantes do trekking (caminhada ecológica) e de escalada. O ponto mais alto é o pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros. Os outros desafios são a serra do Maromba, com 2607 metros, a serra das Prateleiras, com 2.540, o pico Dois Irmãos, com 2.500 e pedra Cabeça do Leão, com 2.408.

Nossa visita oficial ao PNI abriu novas portas para os alunos dos cursos de Biologia e Gestão Ambiental do Instituto Federal de São Paulo. Em breve os futuros biólogos e gestores ambientais aprenderão muito nesse lugar incrível.

Vista do Maciço das Agulhas Negras a partir da trilha na altitude de 2550mts.

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