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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Parque Nacional do Itatiaia


Localizado ao sul do Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais, o Parque Nacional do Itatiaia foi a primeira área do país oficializada em unidade de conservação. Fundado em 1937, tem por objetivo preservar seu rico patrimônio ambiental.
Centro de Educação Ambiental - parte baixa do PNI

Além da paisagem exuberante, o parque possui um Centro de Visitantes composto por biblioteca, auditório, orquidário e Museu de Fauna e Flora, além do Núcleo de Educação Ambiental, que desenvolve diversos projetos, como o musical multimídia VerdeSom. O museu dispõe de um grande acervo de espécies de frutos e flores, peças preparadas de animais (répteis, aves e mamíferos) e uma intrigante coleção de insetos e aracnídeos. 
Entrada da parte alta do PNI - Posto Avançado das Agulhas Negras

Com um relevo montanhoso e de encostas íngremes, o parque é uma boa pedida para os amantes do trekking (caminhada ecológica) e de escalada. O ponto mais alto é o pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros. Os outros desafios são a serra do Maromba, com 2607 metros, a serra das Prateleiras, com 2.540, o pico Dois Irmãos, com 2.500 e pedra Cabeça do Leão, com 2.408.

Nossa visita oficial ao PNI abriu novas portas para os alunos dos cursos de Biologia e Gestão Ambiental do Instituto Federal de São Paulo. Em breve os futuros biólogos e gestores ambientais aprenderão muito nesse lugar incrível.

Vista do Maciço das Agulhas Negras a partir da trilha na altitude de 2550mts.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nova Pesquisa Revela - Neutrinos não são mais rápidos que a Luz


O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) confirmou nesta sexta-feira: os neutrinos não se deslocam mais rápido do que a luz. A declaração do CERN põe fim a uma discussão iniciadaem setembro do ano passado, quando a equipe Ópera anunciou que alguns neutrinos haviam percorrido os 730 quilômetros superando ligeiramente (por 6 km/s) a velocidade da luz no espaço (cerca de 300.000 km/s), considerada até o momento um limite insuperável. Caso essa hipótese fosse confirmada, a física moderna teria que ser revista, inclusive a Teoria da Relatividade, que propõe que nenhum corpo com massa pode superar a velocidade da luz.

"Os neutrinos enviados do laboratório de Gran Sasso (Itália) respeitam o limite de velocidade cósmica", afirmou o diretor de pesquisa do CERN, Sergio Bertolucci, na Conferência Internacional sobre Física e Astrofísica dos Neutrinos em Kyoto, no Japão. As informações sobre o anúncio foram divulgadas no Twitter e no site do CERN.
"Os quatro experimentos feitos em Gran Sasso - Borexino, Icarus, LVD e Opera - mediram uma velocidade dos neutrinos comparada à velocidade da luz. Isso põe em evidência que os resultados captados pelo Opera em setembro podem ser atribuídos a um erro no sistema de medição de seu sistema de fibra óptica", afirmou Bertolucci. "Apesar de este resultado não ser tão interessante como alguns queriam, no fundo é o que todos esperávamos", admitiu o pesquisador.
Logo após ser divulgada a informação de que os neutrinos tinham viajado a uma velocidade superior à da luz em 20 partes por milhão, o CERN reagiu com prudência e pediu imediatamente novas medições independentes. "O fato chamou a atenção do público, e deu às pessoas a oportunidade de ver o método científico em ação. Um inesperado resultado pôs o estudo sob olhar público e permitiu a colaboração de diferentes experimentos para verificar os resultados. Assim é como a ciência avança", disse Bertolucci.
Em março, o CERN já tinha adiantado que os resultados obtidos pelos novos experimentos refutavam a ideia de que os neutrinos tinham viajado mais rápido que a luz. Naquela ocasião, o centro explicou que a conclusão sobre o caso seria anunciada dois meses depois, o que acontece agora.

O que é um neutrino?
Neutrinos são partículas subatômicas (como o elétron e o próton), sem carga elétrica (como o nêutron), muito pequenas e ainda pouco conhecidas. São gerados em grandes eventos cósmicos, como a explosão de supernovas, em reações nucleares no interior do Sol e também por aceleradores de partículas. Viajam perto da velocidade da luz e conseguem atravessar a matéria praticamente sem interagir com ela. Como não possuem carga, não são afetados pela força eletromagnética. Existem três variantes de neutrinos: o neutrino do múon, o neutrino do tau e o do elétron.
Por que um corpo com massa não é capaz de atingir a velocidade da luz?
De acordo com as equações da Teoria da Relatividade, quanto mais um corpo se aproxima da velocidade da luz, mais energia é necessária para que ele continue ganhando velocidade. Essa energia teria que ser infinita — uma quantidade maior, por exemplo, do que a existente no universo — para que esse corpo fosse acelerado até a velocidade da luz.
Entenda o experimento Opera
Os pesquisadores enviaram neutrinos, um tipo de partícula subatômica, dos laboratórios do CERN, na Suíça, para outras instalações a 732 quilômetros em Gran Sasso, na Itália, e descobriram que elas chegaram 60 bilionésimos de segundo antes da luz. A equipe fez a medição 16.000 vezes e chegou a um nível estatístico que a ciência aceita como descoberta formal. Depois, contudo, foi confirmada uma falha nos equipamentos de medição.

Revista Veja Online - 08/06//12 (Com Agência EFE)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Golfinhos são humanos 'não' humanos'?


Não apenas os símios, mas Golfinhos e baleias também devem ser tratados como "pessoas" não humanas, com o direito à vida e liberdade – isso é o que foi sugerido por cientistas líderes reunidos na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), a maior assembléia científica do mundo que ocorreu em Vancouver (Canadá). Na verdade, não foi opinião da AAAS, mas sim de alguns cientistas que participaram da reunião.

Alguns especialistas em comportamento animal, conservação e acreditam que as baleias são inteligentes o suficiente para receber as mesmas considerações éticas que os seres humanos, o que significa acabar com a caça, cativeiro e abuso. Por esta razão, eles apoiam a criação de uma Declaração sobre os Direitos de cetáceos.

"A ciência tem demonstrado que a auto-consciência (consciência de si mesmo) não é uma característica exclusiva do ser humano. Isso levanta todo tipo de desafios", disse a BBC Tom White, professor de ética na Loyola Marymount University em Los Angeles (EUA). Para boa parte dos especialistas, esta linha de pensamento permite concluir que, golfinhos e baleias, sendo como os humanos (mesmo não sendo humanos) são "pessoas" no sentido filosófico, o que tem implicações importantes.

A declaração dos direitos dos cetáceos estava planejada para maio de 2010 e nela os cetáceos têm direito à vida, não são obrigados a estar em cativeiro e ainda não podem sofrer abusos ou ser afastados do seu ambiente natural. Da mesma forma, não podem ter ‘donos’ (não podem ser possuídos).

A pesquisa mostrou, entre outras coisas, que os golfinhos, além de possuir grande inteligência, reconhecem a própria imagem no espelho, têm emoções e sentimentos.

Tudo isso é muito importante, conforme se deduz da Reunião (que não chegou a uma declaração) e das reportagens feitas sobre o assunto, mas infelizmente insuficiente para fazer parar a matança de golfinhos por parte dos portugueses (que admiram sua carne) e dos pescadores de atum (que não têm tido o devido cuidado com os golfinhos capturados por suas redes).

Mas certamente essas declarações derrubarão as ações nas bolsas de valores dos Parques Aquáticos americanos, pois seus principais atores, os golfinhos e as baleias (orcas) terão apoio de mais gente para largar o emprego, tirar férias vitalícias e voltar para casa (o mar).

Fontes:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A "lógica" se inverteu?

Cientistas da Califórnia desenvolveram uma nova teoria da evolução.

Nela será preciso refazer o famoso desenho que vai do macaquinho ao homem moderno, pois o homem é que originou o macaco e não o contrário, como sempre afirmaram os cientistas.
Para eles, um ancestral comum, que sempre se imaginou que fosse um símio, era, na verdade, humano. Ou pelo menos, mais homem do que macaco.

Vídeo narrando a Pesquisa

A Revista Veja trata o tema como novidade. Mas, embora a pesquisa tenha sido recentemente publicada, há alguns anos atrás, Francis Figols (em 2007) já dizia a mesma coisa (em entrevista ao La Vanguardia).

A ciência é realmente incrível!!!






Fonte da Imagem:
kacobarroslib.blogspot.com

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Incrível - Experimentos mostram que Neutrinos viajam mais rápido que a Luz e desafiam a Relatividade

Já escrevi aqui nesse site (blog) que há muitas coisas em nosso mundo físico que ainda estão por ser descobertas. Essa afirmação pode soar óbvia, mas a comunidade científica e a sociedade parecem viver sob o paradigma da negação dessa possibilidade.

Recentemente um experimento científico mostrou que o pensamento do filósofo Blaise Pascal está mais vivo do que nunca.

Partículas que viajam a uma Velocidade superior à da Luz

OPERA (Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus) é o nome do experimento que utiliza instalações localizadas a 1.400 metros de profundidade, no Laboratório Gran Sasso, na Itália.


O pesquisador Antonio Ereditato, da Universidade de Berna, na Suíça, liderou a pesquisa e após repetir diversas vezes a experiência, decidiu com sua equipe publicarem na conceituada revista Nature os resultados do estudo.

Como parte das várias experiências realizadas no Projeto OPERA, um detector ultra-sensível recebe um feixe de neutrinos disparado do laboratório CERN, na Suíça - onde está o LHC (maior acelerador de partículas do mundo) - que está localizado a mais de 730 quilômetros de distância.

Ora, já se sabia que os neutrinos viajam a velocidades próximas à da velocidade máxima possível (a velocidade da luz). Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes demonstraram que elas são capazes de mudar de um tipo para outro.

No projeto de Antonio Ereditato, a ideia de preparar um feixe de um tipo de neutrinos (Múon), e enviá-los do laboratório de CERN (LHC), em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, tinha o objetivo de observar quantos deles se transformavam em outro tipo de neutrino (Tau).

Procurando descobrir uma coisa, descobriram outra.

Após repetir o experimento mais de dez mil vezes, os pesquisadores concluíram que os neutrinos estavam chegando 60 nanossegundos antes do que deveriam. Surpresos, concluíram que isso só seria possível se eles estivessem viajando a uma velocidade maior do que a velocidade exata da luz (299.792.458 metros por segundo).

Preocupados com os resultados, pois isso contraria um dos pilares da Física Moderna (nenhuma partícula viaja em velocidade superior à velocidade da luz), os cientistas se cercaram de todos os equipamentos e precauções possíveis para repetir milhares de vezes o experimento.
CERN - Suíça

Utilizaram relógios atômicos (de precisão de bilionésimos de segundo), avançados sistemas de GPS e detectores supersensíveis para conseguir com isso reduzir a incerteza da distância percorrida pelos neutrinos. Ao fazê-lo, a redução foi da ordem de 20 centímetros - em relação aos 730 km do feixe.

Mas, mesmo com o tempo de chegada dos neutrinos medindo uma incerteza de 10 nanossegundos, ainda assim, os neutrinos estavam viajando mais rápido do que deveriam.

Assim, após dois anos de medições, inúmeras revisões e checagens e 15.000 (quinze mil) repetições do experimento, eles finalmente resolveram compartilhar sua possível descoberta com outros pesquisadores.

Diante do exposto, o cientista Antonino Zichichi afirmou à revista Nature, que novas hipóteses devem ser pesquisadas, entre elas (se os resultados forem confirmados por outros cientistas) a de que os neutrinos superluminais podem estar pegando atalhos por dimensões extras do espaço – algo previsto pela Teoria das Cordas.

Mas tanto Ereditato quanto o CERN são bem mais comedidos. "As medições do [Projeto] OPERA estão em desacordo com leis da natureza bem estabelecidas, embora a ciência muitas vezes progrida derrubando os paradigmas estabelecidos," diz a nota do CERN.
Laboratório de Gran Sasso

Albert Einstein, ao propor a Teoria da Relatividade havia estabelecido essa lei – a de que nada (nenhum corpo material) viaja mais rápido do que velocidade da luz. De fato, não têm faltado medições e estudos em busca de falhas ou "desvios" na teoria da relatividade de Einstein – todos sem sucesso. Ora, a ideia de que nada pode viajar mais rapidamente do que a luz é um pilar da teoria da relatividade especial, formulada por Einstein. E esta teoria está na base de toda a física moderna.

Estamos no limiar de uma nova física?

Ainda é cedo para se afirmar que isso derruba por terra um dos maiores postulados da teoria de Einstein, mas deixa o caminho aberto para novas pesquisas e hipóteses sobre as leis, fundamentos e funcionamento do Cosmo.
Em nota, a equipe do Laboratório CERN conclui: "As fortes restrições decorrentes dessas observações tornam improvável uma interpretação da medição do OPERA em termos da modificação da teoria de Einstein, o que nos dá motivos ainda mais fortes para buscar novas medições independentes".

Em tempo, Blaise Pascal (1623 - 1662) repetiu o que já fora afirmado por filósofos do passado e por Shakespeare: Há mais entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia.

Fontes:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=neutrinos-viajar-mais-rapido-luz&id=010130110923
Measurement of the neutrino velocity with the OPERA detector in the CNGS beam
OPERA ColaborationarXiv22 Sep 2011Vol.: arXiv:1109.4897v1
http://arxiv.org/abs/1109.4897
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2011/09/23/descoberta-que-contradiz-teoria-de-einstein-intriga-cientistas.jhtm

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Besouro-bombardeiro

O Incrível Besouro Bombardeiro


A expressão que cunhou o nome da espécie Brachynus Crepitans, Besouro-bombardeiro, foi escolhida pela forma peculiar como ele se comporta para se defender de seus predadores. Outro nome pelo qual ele é conhecido é Besouro-artilheiro. Não há um único tipo (ou espécie) de Besouro-bombardeiro, mas diversas.

O que o torna tão fascinante?

Este pequeno ser se defende de uma maneira muito singular. Seu corpo possui duas bolsas com substâncias químicas que explodem quando misturadas (peróxido de hidrogênio e hidroquinona), mas são benignas quando mantidas separadas. De uma maneira incrível, ele as mantém em seu corpo, como que preparado para o seu ‘ataque’ de defesa.

As substâncias precisam de um local para se misturar e provocar esta explosão. Como isso é um evidente perigo para esta criatura, o besouro possui um revestimento de amianto neste ‘recipiente interno’ onde os produtos químicos são misturados. Esse revestimento impede que a explosão química destrua o corpo do besouro ao ser lançada para fora.

Mas esta reação química não pode acontecer de forma completa, pois isso seria danoso ao besouro. Ou seja, o besouro explodiria pela reação que ele mesmo provocou. Há minúsculas e precisas válvulas internas que controlam a quantidade de substâncias químicas que são misturadas no ‘caldeirão’ (recipiente/bolsa de amianto) e ejetadas para fora.

Com certeza dá trabalho explicar como tudo isso se desenvolveu.

Uma criatura realmente impressionante. Sem comentários...

Fonte das Imagens:
www.agracadaquimica.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O DNA e seu Campo Eletromagnético

Algumas coisas na Natureza são intrigantes e ainda não temos respostas para elas.

Os doutores Vladimir Poponin, biólogo quântico e Peter Gariaev, biofísico e biólogo molecular, ambos russos, realizaram pesquisas com fótons e com DNA e chegaram a resultados surpreendentes. Após as pesquisas, Poponin descreveu-as para a Academia de Ciências da Rússia.

Peter Gariaev

Foi utilizada uma câmara de vácuo para suas experiências. Após certificar-se do completo esvaziamento da câmara (todo o ar é retirado), tem-se uma área ou campo de vácuo. Em palavras simples é um recipiente com um vácuo dentro dele.

A única coisa que resta dentro dessa câmara de vácuo são os fótons (partículas de luz).

Com um instrumento bastante sofisticado, o Espectômetro a Laser de Correlação de Fótons (LPCS em inglês), foi estudada a distribuição dos fótons na câmara de vácuo.

Como previsto em sua hipótese (e esperado pela lógica), Poponin observou que os fótons estavam distribuídos de forma desordenada e aleatória dentro daquele recipiente (câmara de vácuo).

Com cuidado, foram introduzidas dentro da câmara moléculas de DNA humano. O que aconteceu em seguida foi uma surpresa para Poponin e Gariaev.

Os fótons abandonaram seu estado caótico e se organizaram – ao que tudo indica, segundo Poponin, eles pareciam estar seguindo um campo de energia que emanava do DNA que ali fora introduzido.

Poponin foi além e afirmou que a(s) molécula(s) de DNA (matéria – substância física) exerce(m) influência na estrutura energética que está à sua volta.

Dando continuidade a sua experiência, cuidadosamente foram retiradas as moléculas de DNA da câmara de vácuo. Nesse momento, veio a segunda surpresa para o cientista russo.


Contrariando sua hipótese, os fótons mantiveram a nova forma de organização. Poponin e Gariaev esperavam que os fótons voltassem ao estado aleatório e caótico de antes, mas isso não aconteceu.

Era como se o DNA ainda estivesse ali, influenciando o novo posicionamento dos fótons.

A experiência foi então repetida, não só pela dupla, mas por outros cientistas utilizando os mesmos procedimentos metodológicos. Como os resultados se repetiram em outros laboratórios e mesmo em outros países, sem encontrar uma ‘resposta’ ou explicação para o fenômeno, os cientistas apelidaram a experiência de DNA Fantasma.

As fontes são diversas:

Como artigo científico: http://www.journaloftheoretics.com/Articles/2-5/benford.htm (1 of 6) [12/4/2000 9:18:08 AM]
Site Russo: http://www.sunhome.ru/books/b.znachitelnye_otkrytiya_russkih_uchenyh_v_oblasti_dnk/2

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Meteoritos e DNA


A notícia científica do momento é a descoberta de alguns componentes do DNA presentes em um meteorito (e fragmentos de meteoritos) descobertos na Antártida e na Austrália.
Desde a década de 1960, componentes do DNA são encontrados em meteoritos ou fragmentos de meteoritos. Mas sempre permaneceu a dúvida da contaminação do meteorito com o solo onde ele caiu.

O que a equipe pesquisadora conseguiu foi, ao comparar análises do solo e do próprio meteorito, concluir que alguns componentes estavam de fato (somente) no viajante espacial e não no local da colisão em nosso planeta. Esse é o grande mérito do estudo.

A reação mais entusiasmada foi a de afirmar (a partir dessa novidade) que a vida se originou fora da Terra e viajou para cá a bordo de meteoritos.

Porém, a coisa não é tão simples assim e boa parte da comunidade científica tem mostrado precaução e cautela com a notícia.

Por quê?

O material pesquisado revelou a presença de traços de nucleotídeos como Adenina e Guanina, cujas moléculas fazem parte da sequência que forma o DNA. Diz a pesquisa no site da NASA:

"A equipe (pesquisadora) descobriu a Adenina ea Guanina, que são componentes de DNA chamado nucleobases, bem como Hipoxantina e Xantina. O DNA se assemelha a uma escada em espiral - a Adenina e a Guanina se conectam com (outros) dois nucleobases outro para formar os degraus da escada. Elas são parte do material do código que diz a maquinaria celular que proteínas deve fazer. Hipoxantina e Xantina não são encontrados no DNA, mas são utilizados em outros processos biológicos.


Além disso, em dois dos meteoritos, a equipe descobriu para os montantes pela primeira vez traços de três moléculas relacionadas com nucleobases: Purina, 2.6 Diaminopurine, e 6.8 Diaminopurine; as duas últimas quase nunca aparecem em processos biológicos. Estes compostos têm a molécula mesmo núcleo que nucleobases mas com uma estrutura adicionadas ou removidas."

E Callahan comenta:
"Você não deveria esperar encontrar esses análogos de nucleobases se a contaminação pela vida terrestre fosse a fonte [das moléculas], porque elas não são usadas pela biologia, a não ser um relato de uma 2,6-diaminopurina ocorrendo em um vírus (cianofago S-2L),".

Michael Callahan, que é astrobiólogo da NASA e autor do artigo, levanta entretanto seus próprios questionamentos:

"No entanto, se os asteróides estão se comportando como 'fábricas' químicas de material prebiótico, seria de esperar vê-los produzir muitas variantes de nucleobases, e não apenas os [materiais] biológicos, devido à grande variedade de ingredientes e condições de cada asteróide."

Além disso, o estudo é claro ao admitir que Adenina e Guanina não são DNA, fazem parte dele.

Os exageros da NASA

Ora, a maioria dos que estão ligados ao noticiário científico, percebem que a Agência Espacial Americana (NASA) tem ultimamente procurado ‘impactar’ a opinião pública com notícias fantásticas. Críticos dizem que isso é em função dos sucessivos cortes orçamentários em seu programa feitos pelo governo norte americano.

Relembremos. Em conferências anunciadas previamente a jornalistas do mundo inteiro, a NASA tem nos ofertado as mais incríveis ‘novidades’ sobre o nosso mundo:

- as várias descobertas de água na Lua (as pesquisas dizem que existem verdadeiros oceanos escondidos sob a superfície);

- as várias descobertas de água nos polos de Marte (essa notícia é recorrente);

- uma bactéria alienígena que respira ‘arsênio’;

- sinais geológicos de uma provável água que seria capaz de escorrer a temperaturas muito abaixo de zero;

- em junho já haviam falado sobre fragmentos de DNA em meteoritos;

Essa busca incansável por mostrar resultados (que agitem o meio científico) é logicamente questionada por vários cientistas. Agora nos chega a mais nova das notícias: a descoberta de componentes de moléculas de DNA em meteoritos. Entretanto a NASA, dessa vez, foi bem mais cautelosa e incluiu em todas as suas afirmativas expressões de ‘possibilidade’ e não certeza.

Mas a imprensa, acostumada aos ‘furos’ jornalísticos (outrora alimentados pela NASA) se encarregou do restante e vários periódicos já afirmam taxativamente que “a vida se originou fora da Terra”.


Questionamentos e Desdobramentos

Os estudos anteriores que apontavam nessa direção (fragmentos de DNA em meteoritos) não eram levados a sério? Por quê? Bem, isso parece ser o menos importante agora.

Ora, livros e manuais sobre a origem da vida a partir da teoria evolucionista terão de ser revistos. Em outras palavras – a teoria sofrerá uma reformulação.

Ora, explicar a origem da vida sempre foi um problema para a ciência, em que pese o fato de que muitos cientistas afirmem (e tentam passar a impressão de) que as teorias explicam de forma ‘convincente’ tudo [1].

Mas os filósofos da ciência não se cansam de fazer questionamentos e os estatísticos complicam tudo, deixando bem claro que as probabilidades não falam a favor da teoria.

Vantagem

A explicação advinda dessa descoberta – ou seja, a origem extraterrestre da vida – é mais uma solução do que um problema para o acaso cego (mesmo que a teoria tenha que ser modificada). Pois a grande e difícil questão era e é a dificuldade de explicar ‘como a vida surgiu de não vida’. Agora, toda vez que esse dilema se apresentar, basta apontar para o espaço. Nossa!!! Que solução sensacional!!!

Mas o que se percebe nesse caso é só uma transferência de lugar (da Terra para o ambiente extraterrestre) da grande questão: ‘Como a vida se originou?’

A pesquisadora portuguesa Zita Martins, do Imperial College London, principal autora do artigo que em junho falava sobre os meteoritos afirmou que “estes resultados demonstram que compostos orgânicos, que são componentes do código genético na bioquímica moderna, já estavam presentes nos primórdios do sistema solar e podem ter desempenhado um papel na origem da vida". Em seguida, completa: "Ninguém sabe como é que saltamos de simples moléculas orgânicas na terra primitiva para seres vivos".

Interessante. Ela disse que ‘ninguém sabe...’. Em todos os livros da teoria do acaso cego, parece que todos sabem.

Prevalecendo a tese do DNA em meteoritos, os livros serão modificados (juntamente com a teoria).


Fontes:
[1]. Não acho mesmo que as teorias dão conte de explicar tudo. Mas entendo que a ciência tente explciar tudo, e para isso proponha teorias. O estranho é que o fazer científico de hoje define o que ele aceita e o que ele rejeita, mesmo que seja feita ciência (no caso do Design inteligente, por exemplo). Clique aqui e veja o que penso sobre o Design Inteligente.
http://www.nasa.gov/topics/solarsystem/features/dna-meteorites.html
A equipe da pesquisa inclui Callahan e as Dras. Jennifer C. Stern, Daniel P. Glavin, and Jason P. Dworkin of NASA Goddard's Astrobiology Analytical Laboratory; Ms. Karen E. Smith and Dr. Christopher H. House of Pennsylvania State University, University Park, Pa.; Dr. H. James Cleaves II of the Carnegie Institution of Washington, Washington, DC; and Dr. Josef Ruzicka of Thermo Fisher Scientific, Somerset, NJ The research was funded by the NASA Astrobiology Institute, the Goddard Center for Astrobiology, the NASA Astrobiology: Exobiology and Evolutionary Biology Program, and the NASA Postdoctoral Program. Jennifer C. Stern, Daniel P. Glavin, e Jason P. Dworkin de Astrobiologia da Nasa Goddard Laboratory Analytical; Sra. Karen E. Smith e Dr. Christopher H. House of Pennsylvania State University, University Park, Pa.; Dr. H. James Cleaves II da Instituição Carnegie de Washington, Washington, DC, e Dr. Josef Ruzicka da Thermo Fisher Scientific, Somerset, NJ A pesquisa foi financiada pelo Instituto de Astrobiologia da NASA, do Centro Goddard de Astrobiologia, a Astrobiologia da NASA: Exobiologia e Evolutiva Programa de Biologia e do Programa de Pós-Doutorado NASA.
Detection and formation scenario of citric acid, pyruvic acid, and other possible metabolism precursors in carbonaceous meteorites. George Cooper, Chris Reed, Dang Nguyen, Malika Carter, Yi Wang. Proceedings of the National Academy of Sciences. August 8, 2011.
A route to enantiopure RNA precursors from nearly racemic starting materials. Jason E. Hein, Eric Tse, Donna G. Blackmond. Nature Chemistry. 07/08/2011. http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Cientistas_confirmam_que_elementos_do_DNA_vieram_do_espaco&posic=dat_20110810-072907.inc

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Albert Einstein

"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade."


"Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade."

"Nenhum cientista pensa com fórmulas."

"Deus não joga dados com o Universo."

"Duas coisas não têm limites: o universo e a estupidez humana. Sobre a primeira (coisa) eu não tenho certeza."

"Há outra tradução (ou versão) que diz “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.”

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro."

"Nenhum homem realmente produtivo pensa como se estivesse escrevendo uma dissertação."

"Quero conhecer os pensamentos de Deus... o resto é detalhe."

"A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia."

"A imaginação é mais importante que o conhecimento."

Fonte: O Professor Cósmico - Uma História Sobre Albert Einstein Andrew Donkin - Coleção Mestres Da Ciência - Ed. Moderna, 1996.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em Defesa da Ciência


Estudar e praticar boa ciência leva a uma boa perspectiva filosófica. Isso quando vemos a ciência não como um método estático, imutável ao longo do tempo, mas pelo contrário, como um processo dinâmico que se constrói com base em pesquisas e experiências, acertos e erros, sucessos e fracassos. De fato, a ciência é uma das criações e experimentos humanos mais bem sucedidos, quando comparada a outros campos do conhecimento.

Ariel Roth apresenta mais indícios de planejamento


Segundo o cientista Ariel Roth, a origem da vida acaba sendo um problema para a evolução orgânica, não pela explicação que a ciência oferece, mas pelas lacunas que o modelo apresenta. Ou seja, embora sejam interessantes, as explicações não dão conta dos problemas que surgem pelo caminho: qual o número de moléculas especiais de proteína necessárias à vida, a origem das complexas informações do DNA, as maravilhas dos ribossomos, as elaboradas trilhas bioquímicas, os sistemas de leitura e revisão, e o código genético, a funcionalidade da célula e suas partes interligadas e isoladas, o surgimento da reprodução, dos sistemas de defesa.

Em seres (organismos) vivos avançados, acumulam-se mais problemas do que soluções. Quando estudamos a complexidade do olho, não temos a impressão de que possa ter evoluído. O olho tem muitos sistemas complexos como a bioquímica integrada sensível à luz da retina, as características de autoexposição e auto-foco, que consistem de muitos componentes que não funcionariam e não teriam sobrevivência evolutiva até que todas as partes necessárias estivessem presentes. A visão colorida é outro exemplo de complexidade irredutível, porque a capacidade de separar várias cores na retina não ajudaria a proporcionar visão multicolorida sem um mecanismo cerebral para analisar as diferentes cores. Receptores e analisadores específicos devem estar presentes e funcionar devidamente a fim de proporcionar um sistema que sobreviva. Dizer que o olho foi formado ao contrário do que deveria ter sido não diminui a sua complexidade, nem resolve o problema da sua funcionalidade.

Fonte: A Ciência descobre Deus. CPB, 2010.

A Posição de Collins

Francis S. Collins é um geneticista norte americano, diretor do Projeto Genoma Humano e um dos principais responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Collins pertence ao pequeno grupo dos cientistas que acreditam firmemente em um ser superior. No caso dele, de forma muito ativa: lançou em 2006 nos Estados Unidos o livro “The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief” (já traduzido para o português). No entanto, associar um ser superior com a evolução, seria uma visão de meio termo. Como diz Ariel Roth, com esse tipo de abordagem pode-se ter uma posição científica semissecular e um ser superior para resolver os mais difíceis problemas do acaso cego, como a origem da vida e a explosão cambriana.



Essa idéia não é encontrada em revistas acadêmicas, mas certamente faz parte da reserva ‘intelectual’ de vários cientistas para conviver bem nos dois campos aparentemente opostos. Entretanto, se ‘oficialmente’ for permitida a entrada de um ser superior no processo, a mudança é radical e permite ‘resolver’ todas as dificuldades que hoje se mostram sem explicação. Será essa uma posição satisfatória (ou confortável) para os evolucionistas do acaso?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paradigmas que aprisionam

Todo o edifício da evolução do acaso cego está alicerçado sobre ‘verdades’ científicas. O grande problema é que estas verdades científicas não explicam satisfatoriamente uma série de coisas:
- a explosão cambriana;
- a improbabilidade estatística dos ‘saltos’ evolutivos (equilíbrio pontuado);
- o desenvolvimento do DNA e do RNA;
- a funcionalidade de órgãos complexos ainda em evolução;
- a insuficiência do tempo cronológico face às necessidades do avanço da evolução;
- a lacuna real de intermediários fósseis;
Além disso, o medo e o preconceito que a ciência revela diante das evidências de ‘projetos’ e ‘designs’ só vem confirmar que o ‘paradigma’ científico atual é semelhante ao das primeiras décadas do século passado, quando a ‘nata’ da geografia (reunidos em Congresso) negou a teoria da deriva dos continentes e expôs seu idealizador ao ridículo, para, poucas décadas depois voltar atrás e nem mesmo reconhecer o erro do passado.
A história se repete: paradigmas dão conforto e segurança, mas aprisionam mentes.

sábado, 7 de março de 2009

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