Amizade
Tenho alguns poucos grandes amigos. Perto ou longe, eles moram em meu coração e nossa amizade está acima e além do tempo ou da distância: são pessoas com quem eu posso de fato contar e confiar e o mesmo eles recebem de mim. Para relembrar e homenagear esses amigos, falo hoje um pouco sobre amizade.
Nos anos 1980 fui aluno do saudoso prof. Pedro Apolinário, que volta e meia em suas aulas contava algumas histórias com um fundo moral realmente inspirador. Nossa amizade foi além da Faculdade e ele foi o "padrinho" da apresentação de meus filhos na Igreja.
Aqui, um dos textos em que ele fala da amizade.
Pedro Apolinário fala sobre a Amizade
É um sentimento que consiste em estimar a outrem, querer a sua presença, desejar-lhe todo o bem possível, é um sentimento que traz grande encanto à vida.
“Na sua origem, a palavra significa atração recíproca entre duas pessoas, que têm as mesmas tendências e os mesmos hábitos. A amizade é uma dedicação menos intensa, mas mais firme e duradoura que o amor.
Os mais notáveis sábios e filósofos da antiguidade glorificaram a amizade, chegando Cícero a equipará-la à sabedoria.
“Em Roma, a amizade era representada por uma jovem coroada de flores. Na sua mão direita ostentava dois corações presos por correntes, mostrando com a mão esquerda o peito até o coração, no qual se lia a seguinte frase – de perto e de longe. Na orla do seu vestido se encontravam impressas estas significativas palavras: Para a morte e para a vida. Sim, a verdadeira amizade deve ser cultivada, quer estejamos perto, quer estejamos longe e mesmo a própria morte não a pode extinguir”. – Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág. 7.
Experiência: Quem já não ouviu falar da amizade que uniu Damão e Pítias, dois filósofos que viveram no tempo de Dionísio, o tirano de Siracusa. Dionísio se tornou famoso na história pelas atrocidades que cometeu, pois sob o menor pretexto mandava matar os seus súditos. Construiu várias prisões subterrâneas onde encerrava as suas vítimas.
Uma intensa e profunda amizade unia Damão e Pítias. Por uma fútil razão Pítias foi condenado à morte, mas pediu a Dionísio algum tempo para arrumar a sua vida e solucionar os seus negócios. Damão se ofereceu para morrer em lugar do amigo, se este não estivesse de volta no momento fixado.
Chegou a hora do suplício, muita gente se havia reunido, inclusive o tirano, para assistir à execução. Damão ia ser executado, quando apressadamente irrompe por entre a multidão Pítias apresentando-se para a morte.
Dionísio, apesar de sua maldade e severidade ficou comovido, perdoou a Pítias pedindo aos dois filósofos que o admitissem como 3º componente naquela sublime e extraordinária a amizade.
Aceitaram estes dois amigos a sua proposta? Absolutamente, pois Dionísio devido ao seu caráter, não era digno de partilhar tão extraordinário sentimento que unia estes dois vultos da história.
(Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág.10)
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quarta-feira, 19 de abril de 2017
Aos meus amigos - O Valor da Amizade
domingo, 13 de novembro de 2016
Se, Quase e Pentimentos
Se, Quase e Pentimentos
Esses dias do lançamento do livro do Tostão fizeram-me lembrar dos ‘pentimentos’, palavra de origem latina que significa o rumo diferente que as escolhas podem ou poderiam nos levar.
por Frank Viana Carvalho
Esses dias do lançamento do livro do Tostão fizeram-me lembrar dos ‘pentimentos’, palavra de origem latina que significa o rumo diferente que as escolhas podem ou poderiam nos levar.
Em algumas coisas da vida, dá para fazer escolhas múltiplas, e viver ao
mesmo tempo caminhos que às vezes se harmonizam, às vezes se conflitam. Na
modernidade a grande maioria quer uma carreira de sucesso e ao mesmo tempo uma
vida pessoal de tranquilidade, afeto e realizações. Na prática, pouca gente
consegue isso.
No filme, ‘O Diabo veste Prada’, fica evidenciada uma máxima dos
antigos: o sucesso cobra um preço que a maioria de nós não está disposta a
pagar...
Se cada escolha representa uma renúncia, nada se realiza sem perdas: às vezes, por não querer perder nada, acabamos perdendo tudo...
Mas a vida tem muitos aspectos de decisões que vão além do dilema sucesso profissional versus sucesso pessoal. Eles envolvem tanto o “se” dos pentimentos, como os “quase” do novo livro do Tostão.
Mas a vida tem muitos aspectos de decisões que vão além do dilema sucesso profissional versus sucesso pessoal. Eles envolvem tanto o “se” dos pentimentos, como os “quase” do novo livro do Tostão.
Ah, se eu tivesse sido... se eu tivesse feito...
Como é que seria? Às vezes é fácil fazer essa análise, às vezes é
difícil.
Às vezes perdemos com as escolhas, e às vezes ganhamos. Na verdade,
como cada escolha envolve uma renúncia, sempre perdemos e sempre ganhamos. A
questão que sempre fica é: o que vale a pena?
Mas até mesmo 'o que vale a pena' é difícil de responder, pois o que vale
a pena hoje pode mudar e não valer a pena amanhã...
“Todo encontro é um reencontro, com o que vivemos, imaginamos,
sonhamos, deixamos de viver ou com o que perdemos”. (Eduardo G. Andrade -
Tostão)
Muitas coisas que desejamos não conseguimos. Outras, que temos, às
vezes perdemos. E isso muitas vezes é bom, pois são perdas necessárias que levarão
a outros ganhos.
Mas de fato, o que queremos? Viver nossos desejos e sonhos? Resolver problemas?
Viver os sonhos e desejos nos dá uma sensação de plenitude, resolver os problemas nos dá um sentimento de satisfação. Só que resolver um problema ao fazer escolhas é mudar a natureza do problema,
e isso trará outros problemas. Mas assim é a vida, resolver problemas e tentar realizar nossas vontades (sonhos e desejos).
Embora haja mais semelhanças, por muito pouco, há de fato diferenças entre os ‘se’, e os ‘quase’. Os ‘se’ parecem ser mais suposições, e os ‘quase’
parecem ser reviravoltas do destino. É por isso que alguns contornam ou driblam os ‘quase’ e
vão lá e 'fazem' ou 'vivem'.
A pergunta se repete: o que de fato queremos? Apenas estar seguros de
que somos capazes de conseguir? Como saber se queremos se o temor nos impede de
avançar? Ou se acontecer de querer, mas sermos levados a renunciar o que
queremos?
Não existe vida linear, com acontecimentos corretamente estabelecidos e
ordenados – sempre há interrupções e mudanças. Ah, as mudanças... elas são
inevitáveis.
Uma vez perguntaram a Rubem Alves porque ele era escritor. Ele disse,
entre sorrisos, que era porque tudo que ele havia tentado antes (pastor,
professor, psicanalista, conferencista), de alguma forma, não tinha dado certo. No final ele riu da própria resposta que havia dado...
Até nisso uma pergunta: o que é que dá certo no sentido da perfeição? Talvez pouca coisa.
Mas se considerarmos que somos seres imperfeitos buscando encontrar um sentido, um caminho, ou melhor, buscando encontrar a nós mesmos... sim, em cada escolha estaremos nos encontrando...
Mas se considerarmos que somos seres imperfeitos buscando encontrar um sentido, um caminho, ou melhor, buscando encontrar a nós mesmos... sim, em cada escolha estaremos nos encontrando...
Por instantes fugazes, por detalhes simplórios, e por acasos, a vida
muda, tudo muda, ganhamos e perdemos.
Algumas pessoas têm mais “quase” do que outras. Outras, têm mais 'se'...
Para reflexão:
Tempos Vividos, Sonhados e Perdidos. Eduardo Andrade (Tostão) fala muito sobre os 'quase'.
Filme "Um Dia" de Lone Scherfig retrata os 'pentimentos'.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Para Ser Feliz
Luminita D. Saviuc escreveu um artigo chamado "Quinze Coisas Que Você Deveria Abandonar Para Ser Feliz e ter mais Sucesso na Vida". Todos nós, pelo menos a maioria, já se deparou com essas 'coisas' e alguns até já se decidiram sobre algumas delas.Mas vê-las todas juntas nos faz pensar que é importante decidir sobre cada uma delas.
Na virada de ano é uma boa leitura. Na realidade é uma ótima leitura e reflexão.
1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo:
Há tantos de nós que não conseguem suportar a ideia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros. Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade “urgente” de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte: “Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?”
2. Desista da sua necessidade de controle:
Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc. Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser. Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir. “Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer.” (Lao Tsé)
3. Desista da culpa:
Desista da sua necessidade para culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente. Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.
4. Desista da sua conversa interior derrotista. Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas? Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva. Porque você é melhor do que tudo isso. “A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva.” – Eckhart Tolle
5. Desista das suas crenças limitantes:
Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado. Abra suas asas e voe! Uma crença não é uma ideia presa pela mente, ela é uma ideia que prende a mente. – Elly Roselle.
6. Desista de reclamar:
Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuuuitas coisas – pessoas, situações, eventos que lhe fazem infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável a não ser que você permita que isso aconteça. Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.
7. Desista da luxúria das críticas:
Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais. Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos. Todos nós queremos algo, e algo que é desejado por todos nós.
8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros:
Pare de pensar tão seriamente em ser algo que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você. Isso não funciona desse jeito. No momento que você para de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento que você tira todas as suas máscaras, no momento que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.
9. Abandone a sua resistência à mudança:
Mudar é bom. Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela. “Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só haviam muros.” – Joseph Campbell
10. Desista das etiquetas:
Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Pare de chamá-los “estranhos” ou “diferentes”. Tente abrir sua mente, pouco a pouco. "As mentes são como paraquedas: só funcionam corretamente quanto estão bem abertas". “A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada sobre.” – Wayne Dyer
11. Desista dos seus medos:
Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar. “A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo.” – Franklin D. Roosevelt.
12. Desista das suas desculpas:
Coloque-as em um pacote e diga a elas que elas estão despedidas. Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que nós usamos. Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.
13. Desista do seu passado:
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do que o presente – e o futuro parece tão assustador. Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você irá ter na vida. O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.
14. Desista do apego:
Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim,também. E ainda é… Mas não é mais algo impossível. Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno… Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar chamado medo de perder, enquanto amor… Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem. Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar. Um estado além das palavras.
15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas.
Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida
delas. Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para
elas, elas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor,
pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, família, governo e até
do que a mídia pensa que é melhor para elas. Elas ignoram suas vozes
interiores, aquele chamado interno… Essas pessoas estão tão ocupadas em
procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros,
que elas perdem o controle de suas próprias vidas. Elas esquecem o que as torna
felizes, o que elas querem, o que elas precisam… E, eventualmente, elas
esquecem delas próprias. Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa
vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras
pessoas, distraia você do seu caminho. E quem não quer ser ainda mais feliz na
vida? Se você quiser ter de volta muito mais das suas boas emoções, utilize
este teste de equilíbrio emocional que nós desenhamos especialmente para lhe
ajudar a criar a partir de hoje uma vida muito mais realizada.
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