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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Vindiciae Contra Tyrannos - Edição em Língua Portuguesa

A Obra Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir

De tempos em tempos temos o privilégio de ler em nosso próprio idioma obras de grande valor, seja no aspecto literário, seja na profundidade e elegância das ideias e argumentos.
A análise e contextualização aliadas à primeira tradução para o português do clássico da Filosofia Política renascentista, Vindiciae contra Tyrannos, brindam-nos com a excelente oportunidade de observar a construção dos argumentos da luta contra a tirania em prol de uma teoria contratual de Estado, bem como a defesa da liberdade de consciência e expressão da fé realizadas por Stephanus Junius Brutus.

Para adquirir a obra Vindiciae (língua portuguesa)


Especificações: “Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir”, 463 págs., ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial – USP,  2ª Edição,17 x 24 cms. De R$ 118,00 por R$ 90,00 (promoção para Filósofos ou Pesquisadores até 31/12/2019).





Livraria Atelier do Saber
a) Calcular valor do frete (1 kg) utilizando o site do Correio (*) – Veja abaixo:
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c) Enviar Dados Completos para que seja completado o Pedido (1. Nome Completo, 2. Endereço completo e correto: logradouro, nº, bairro, cidade, estado, CEP; 3. Comprovante de Depósito ou Transferência do valor da obra + frete para o E-mail: atelierdosaber@hotmail.com
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Até o final de Dezembro de 2019, a obra estará com desconto promocional, de R$ 118,00 por R$ 90,00 + frete.

Discurso Editorial
Para adquirir através da Discurso Editorial, entrar em contato com o Dr. Milton Meira do Nascimento, diretor da Discurso através do E-mail: milton@usp.br






A Obra Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir

O nome do livro é “Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir”. É uma obra há muito aguardada, pois é o resultado de dezessete anos de uma longa, árdua e aprofundada pesquisa sobre a Ética e a Política. O livro tem duas vertentes, uma pesquisa analítica que explora o caráter historicista das influências sobre os personagens e autores, e uma abordagem conceitual do fenômeno político da tirania em suas influências e interferências no poder, nos costumes, na sociedade, na religião e na liberdade de consciência. Ao traduzir, comentar e analisar a principal obra do período, como autor e tradutor, também utilizei o nome dela no título tema do livro.



Numa época de crise na política e na ética, uma boa notícia: depois de um trabalho de pesquisa que durou longos dezessete anos, será lançado o livro com 463 páginas, chamado 'Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir', com lançamento pela Discurso Editorial (Editora da USP).  Enquanto súditos do Reino francês, perseguidos por ações do rei lutavam contra a tirania do absolutismo, em seus escritos eles defendiam a democracia representativa e a liberdade de consciência e livre expressão da fé - uma completa modernidade em pleno século renascentista. A USP, berço da pesquisa, está valorizando muito o que foi feito e criou um Evento sobre o assunto para valorizar a pesquisa e o lançamento do livro.

O livro recebeu a análise de grandes e influentes filósofos e acadêmicos brasileiros que recomendaram a sua leitura (os filósofos Dr. Roberto Romano, Dr. Rolf Nelson Kuntz, Dra. Olgária Chain Féres, Dr. Milton Meira do Nascimento, Dr. Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros, Dr. Sérgio Cardoso, Dra. Maria das Graças de Souza - e os acadêmicos Dr. Rogério de Souza Silva, Dr. Sandro Heleno Morais Zarpelão, e Dr. Gomes de Lima - os comentários deles estão no começo da obra e na contracapa). Também foi analisado por especialistas do Direito, Sociologia e História. É um sopro de esperança para uma renovação da Ética e para o respeito à Liberdade de Consciência em nosso país.

Se considerarmos a força dos argumentos e a modernidade das ideias apresentadas, entenderemos porque este tratado se tornou infame perante as autoridades estabelecidas nos séculos XVI e XVII.
Os escritores monarcômacos enquanto apresentavam seus argumentos contra a tirania em meio às Guerras de Religião, num vislumbre quase futurista, lançaram também as bases contratuais da democracia representativa.
Que relações poderia haver entre o escritor político Nicolau Maquiavel, a rainha Catarina de Médicis e o vidente Nostradamus? Entre o Papa Gregório XIII, o rei Henri IV e o reformador Theodore de Bèze? Nesta obra, muitas histórias e muitos personagens se mesclam às propostas filosóficas e teorias políticas. Você está convidado a adentrar ao mundo da Filosofia Política por meio de um caminho revolucionário, fascinante e instigador.



Divisão da Obra Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir
Quatro Partes:
Na primeira parte do livro é apresentada a narrativa histórica das Guerras de Religião, envolvendo seus personagens e principais acontecimentos. A narrativa é breve e didaticamente compreensível, e ao mesmo tempo, fidedigna e consistente com os fatos e referências dos principais historiadores franceses: acordos, divergências, romances, torneios, disputas, julgamentos, fé, casamentos, intrigas, assembleias, manipulação, traição, tramas, e é claro, os horrores da guerra fratricida.
Na segunda parte está a análise da obra Vindiciae Contra Tyrannos, uma obra que causou grande impacto em todos os segmentos da população francesa, pois ousava questionar a centralização do poder nas mãos do rei. E com argumentos que vão surpreender os leitores (baseados no Direito Romano, na História dos Povos e nas Sagradas Escrituras), ao mesmo tempo em que defendia a liberdade de consciência e expressão da fé, questionava a legitimidade do poder do rei se este agisse contrariamente aos propósitos de um bom governo. Chegava ao ponto de dar aos magistrados, representantes do povo, o direito de depor um governante se ele fosse um tirano. Quais argumentos e teses defende o autor das Vindiciae?
Na terceira parte está a tradução do texto completo das Vindiciae Contra Tyrannos. A tradução foi feita a partir do texto latino, com cotejamento das versões francesa e inglesa. Nesta parte, além da Introdução, estão as Quatro grandes questões feitas e respondidas por Stephanus Junius Brutus e o Poema Final.
Na quarta parte está um Apêndice com a análise das duas obras que antecederam as Vindiciae: Franco-Gallia e Le Droit des Magistrats. Além disso, ali também estão de forma resumida, as histórias de vida dos principais personagens das Guerras de Religião e uma breve análise dos fundamentos da teoria contratual.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Palestra sobre Ética e Política no IFSP Campus São Paulo

Semana passada, na terça-feira, dia 17 de outubro, palestrei no Campus São Paulo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Reitoria) para um grupo seleto de servidores e estudantes. Atenção, carinho e perguntas inteligentes marcaram a palestra e o debate sobre Ética e Política em torno das Vindiciae Contra Tyrannos... Agradecimentos ao Dr. Crounel Marins e ao Dtdo. Edson D'Ávila pelo convite, e a todos os presentes pela participação...



Parte do Grupo que assistiu a Palestra






domingo, 15 de outubro de 2017

Palestra na Universidade Federal do Estado de São Paulo - UNIFESP - Ética e Política - Vindiciae Contra Tyrannos

Na abertura da ‘Semana Especial da Filosofia – SOFIA’ na Universidade Federal do Estado de São Paulo, campus Guarulhos, agora em setembro de 2017, tive o privilégio de compartilhar ideias sobre Ética e Política relacionadas à minha mais recente obra. Meus agradecimentos a todos os participantes e à equipe organizadora.



Equipe Organizadora


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Palestrando Na OAB - SP

No dia 11 de julho palestrei na Ordem dos Advogados do Brasil, na sede em São Paulo na Praça da Sé. Muitas pessoas, atenção e carinho de todos e uma contribuição para o debate sobre a Cidadania, Política, Liberdade de Consciência e Liberdade Religiosa... Agradecimentos à Dra. Damaris Moura Kuo pelo convite, ao Dr. Samuel Gomes de Lima e aos dirigentes da OAB-SP...







quinta-feira, 27 de abril de 2017

Adquirindo ou comprando a obra Vindiciae Contra Tyrannos (língua portuguesa)

Para adquirir a obra Vindiciae (língua portuguesa)

Especificações: “Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir”, 463 págs., ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial – USP, 2ª Edição, 17 x 24 cms. De R$ 118,00 por R$ 90,00 (promoção para Filósofos ou Pesquisadores até 31/12/2019).




Livraria Atelier do Saber
a) Calcular valor do frete (1 kg) utilizando o site do Correio (*) – Veja abaixo:
b) Realizar Depósito do Valor da Obra + Frete para a seguinte C/C: Banco do Brasil, Agência 0523-1, Conta Corrente 27020-2, Delly Danitza Lozano Carvalho.
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Até o final de Dezembro de 2019, a obra estará com desconto promocional, de R$ 118,00 por R$ 90,00 + frete.

Discurso Editorial
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Jornal da USP e o Lançamento das Vindiciae contra Tyrannos

O Jornal da USP deu amplo destaque para o Lançamento da obra Vindiciae...


Imagem publicada na edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos – Foto: Reprodução

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“Assim como os reis são constituídos pelo povo, parece definitivamente resultar que todo o povo é mais poderoso que o rei. Pois tal é a força do mundo: aquele que é constituído por outro é mantido como menor, e aquele que recebe sua autoridade de outro é inferior ao seu designador.”

A edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos, publicada pela Discurso Editorial – Foto: Reprodução

Esse é um dos vários argumentos contra o poder real desferidos pelo livro Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, publicado em 1579, na Basileia, e lançado pela primeira vez no Brasil, em março passado, pela Editora Discurso – ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Publicado sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, o livro surgiu no contexto das Guerras de Religião na França, no século 16, deflagradas pelo chamado Massacre da Noite de São Bartolomeu –  conflito iniciado em 23 de agosto de 1572, em Paris, em que milhares de protestantes foram mortos por católicos incitados pela família real, que era católica.
A edição brasileira é resultado de quase duas décadas de trabalho do professor Frank Viana Carvalho, que se dedicou a traduzir e analisar a obra nos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia, concluídos na FFLCH. “É o coroamento de um longo processo de pesquisa sobre o movimento de um grupo de intelectuais de tradição protestante chamados de monarcômanos e que se destacaram na França no período das Guerras de Religião, principalmente no final do século 16”, escreve no prefácio da edição o professor Milton Meira do Nascimento, do Departamento de Filosofia da FFLCH.
Ao lado da tradução para o português, a edição brasileira de Vindiciae Contra Tyrannos traz vários textos de Frank Carvalho, em que o professor mostra o contexto histórico em que a obra surgiu, analisa cada parte do livro e aborda outros textos antiabsolutistas do período. Além disso, traz um estudo em que Carvalho defende que o verdadeiro autor do livro, escondido sob o pseudônimo de Stephanus Junius Brutus, é Philippe de Mornay, diplomata, político, jurista e teólogo protestante. “Pode parecer pretensioso, mas nossa busca nos direciona a uma conclusão: tudo indica que Philippe Du Plessis-Mornay foi o autor principal das Vindiciae Contra Tyrannos e, na perspectiva moderna, ele deve ser considerado como o autor da prestigiada obra”, escreve Carvalho.


A França no século 16: local de conflitos religiosos – Foto: Reprodução

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Antimaquiavelismo



Imagem publicada em Vindiciae Contra Tyrannos: guerras religiosas – Foto: Reprodução

Vindiciae Contra Tyrannos está dividido em quatro partes, cada uma delas dedicada a investigar uma questão. A primeira parte discute a questão “Se os súditos estão destinados ou devem obedecer aos príncipes que ordenam qualquer coisa contra a lei de Deus”. Na segunda parte, trata-se de analisar se é lícito resistir a um príncipe que deseja cancelar a lei de Deus e assolar a igreja. Já a terceira parte, a mais extensa, se dedica à questão “Se, e em que extensão, é lícito resistir a um príncipe que está arruinando a comunidade – também por quem, como e por que direito isso pode ser permitido”. Finalmente, na quarta parte é debatido se os príncipes vizinhos podem prestar assistência aos súditos de outros príncipes que estejam sendo perseguidos por causa da religião.
“Buscando apresentar as ideias estabelecidas nas Vindiciae como um padrão para os soberanos, ele busca mostrar claramente qual é e qual deve ser o direito e o dever do príncipe em relação ao povo e deste em relação ao príncipe, e que esses deveres mútuos e recíprocos são distintos uns dos outros”, analisa Frank Carvalho. “Além de ser um tratado antimaquiaveliano, Mornay apresentará aos seus leitores uma nova proposta política, inteiramente construída numa base pactual.”


Frank Viana Carvalho, tradutor e editor da obra – Foto: Reprodução

De acordo com Carvalho, o antimaquiavelismo aparece desde o início do livro. Ali, o autor das Vindiciae afirma que sua obra se volta contra os “conselhos viciosos e doutrinas falsas de Nicolau Maquiavel”, identificado como causador de muitos males para a sociedade. “Maquiavel era um autor conhecido na segunda metade do século 16 e certamente influenciou vários líderes na arte de governar”, afirma o professor. “Ora, se a literatura de Maquiavel alcançou e influenciou príncipes e nobres, o autor das Vindiciae espera também influenciá-los.”
Carvalho aponta outras diferenças entre o autor das Vindiciae e Maquiavel. “Se O Príncipe dava ênfase ao uso que se faz do poder, as Vindiciae enfatizam o poder como um cumprimento de obrigações pactuais ou contratadas. Ao passo que Maquiavel argumenta, numa passagem célebre, que, se um príncipe não pode ser nem amado nem temido, então é muito mais seguro ser temido do que amado, Mornay vai na outra direção: ‘Inversamente, não há nada mais apropriado para proteger os recursos do reino do que ser amado, porque a boa vontade é fiel na perpetuidade’.” E Carvalho observa: “Assim, indiretamente, um pouco aqui e ali, ele vai contradizendo o florentino ao construir sua proposta antiabsolutista”.
Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de Resistir, de Stephanus Junius Brutus, tradução, comentários e edição de Frank Viana Carvalho, Discurso Editorial, 463 páginas.

Fonte:
https://jornal.usp.br/cultura/editora-discurso-lanca-obra-classica-contra-o-absolutismo/

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