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domingo, 13 de novembro de 2016
O Pragmatismo - Uma síntese
quarta-feira, 29 de junho de 2016
A arte de 'Educar' - O que é Educação - Hannah Arendt
Não se pode educar sem ao mesmo tempo ensinar;
uma educação sem aprendizagem é vazia e,
portanto degenera, com muita facilidade,
em retórica moral e emocional.
É muito fácil, porém, ensinar sem educar,
e pode-se aprender durante o dia todo
sem por isso ser educado,
Tudo isso são detalhes particulares, contudo,
que na verdade devem ser entregues aos especialistas e pedagogos.
A educação é o ponto em que decidimos
se amamos o mundo o bastante para
assumir a responsabilidade por ele e,
com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável,
não fosse a renovação e a vinda dos pequenos e dos jovens.
A educação é, também,
onde decidimos se amamos nossas crianças
o bastante para não expulsá-las de nosso mundo
e abandoná-las a seus próprios recursos,
tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade
de empreender algo novo e imprevisto para nós,
preparando-as, em vez disso,
com antecedência, para a tarefa de renovar um mundo comum.
Hannah Arendt.
domingo, 1 de novembro de 2015
Jean Piaget - A Educação da Liberdade
A Educação da Liberdade
Conferencia
apresentada no 28º Congresso Suíço dos Professores em 8 de julho de 1944 em
Berna.
A sociologia nos ensina que a liberdade individual é um valor cujo aparecimento foi tardio. As sociedades ditas “primitivas” repousam quase que inteiramente sobre a subordinação das gerações jovens aos “antigos” e sobre a submissão geral, dos velhos assim como dos jovens, à tradição e à vontade dos ancestrais. Nas sociedades orientais e nas sociedades antigas, que conheceram o “patriarcado”, os filhos permaneciam menores enquanto o Pater familias estivesse vivo. Em nível político, as múltiplas formas da repressão social exerceram durante séculos e até mesmo milênios, uma variedade infinita de pressões intelectuais, morais e jurídicas, sobre a consciência e a conduta dos indivíduos. A vida social exigiu durante muito tempo da pessoa humana o conformismo obrigatório e a submissão cega e heterônoma.
Quando a cooperação começou a
vencer a repressão, a liberdade individual tornou-se um valor necessário. A
cooperação é o conjunto das interações entre indivíduos iguais (por oposição às
interações entre superiores e inferiores) e diferenciados (por oposição ao
conformismo obrigatório). Do ponto de vista sociológico, a cooperação
organizou-se em correlação com a divisão do trabalho social e com a
diferenciação psicológica dos indivíduos resultante. A cooperação supõe
então a autonomia dos indivíduos, isto é a liberdade de pensamento, a liberdade
moral e a liberdade política.
Mas é preciso
compreender que a liberdade, que surgiu da cooperação, não é a anomia[1] ou a anarquia[2]; ela é a autonomia; isto é a
submissão do indivíduo a uma disciplina que ele próprio escolhe e à
constituição da qual ele colabora com sua personalidade.
I
Isso posto, a educação da
liberdade supõe primeiro uma educação da inteligência e mais especialmente, da
razão.
Não é livre o
indivíduo submetido à repressão da tradição ou da
tradição reinante, que se submete de antemão a qualquer
decreto da autoridade social, e assim, permanece incapaz de pensar por
si próprio. Também não é livre o indivíduo cuja
anarquia interior o impede de pensar e que, dominado por sua
imaginação ou fantasia subjetiva, por seus instintos e sua afetividade, oscila
entre todas as tendências oscilatórias de seu eu e de seu inconsciente.
É livre, no entanto, o indivíduo que sabe julgar,
e cujo espírito crítico, sentido da experiência e necessidade de coerência
lógica se colocam ao serviço de uma razão autônoma, comum a todos
os indivíduos e que não depende de nenhuma autoridade externa.
Porém, a vida escolar
tradicional não dá quase nenhum preparo para esta liberdade
intelectual, pois ela é freqüentemente dominada por uma espécie de autocracia
ou de monarquia absoluta, que se confunde às vezes com uma monarquia de direito
divino. O professor da escola, que não luta ele próprio contra esta tendência
espontânea (tendência que emana dos alunos, tanto quanto do comportamento do
professor) corre o risco de ser o símbolo do saber e da
verdade estabelecida, da autoridade intelectual e da 'tradição dos antigos'.
É preciso ensinar os alunos a pensar, e é impossível aprender a pensar num regime autoritário. Pensar, é procurar por si próprio, é criticar livremente e é demonstrar de forma autônoma. O pensamento supõe então o jogo livre das funções intelectuais, e não o trabalho sob pressão e a repetição verbal.
Não é suficiente preencher a
memória de conhecimentos úteis para se fazer homens livres: é preciso
formar inteligências ativas.
Ora, a
condição sine qua non[3] desta formação é o
desenvolvimento da atividade dos alunos na própria escola. É preciso que o aluno faça pesquisas por ele
mesmo, possa fazer experimentos, ler e discutir com iniciativa suficiente e não
aja simplesmente sob encomenda. Alguns setores do ensino inclusive funcionariam
até melhor com isto: aprende-se a dominar melhor sua língua materna elaborando trabalhos pessoais em vez de
memorizar a gramática, e haveria um número maior de alunos entendendo
matemática se eles pudessem fazer
experimentos com problemas reais (de física elementar, de geometria e
vinculada a construções materiais) como as ciências faziam no Egito e no Oriente
antes que os Gregos tivessem descoberto a dedução abstrata.
E, no nível da abstração,
ensinar-se-ia aos adultos a dominar melhor a razão deixando-os descobrir as demonstrações lógicas em vez de ensiná-las
a eles. Mas esta educação da liberdade intelectual supõe a cooperação e
a pesquisa em comum. As relações existentes entre o aluno e o
professor são insuficientes deste ponto de vista, já que 'o professor' é igual
a ‘autoridade’. E é indispensável que os
alunos possam trabalhar em comum e discutir
livremente a certas horas do dia se o objetivo for educar o espírito
crítico e o significado das provas. É preciso haver uma vida social espontânea
na própria escola, senão o aluno individual só poderá escolher entre a
submissão à autoridade ou a anarquia individual, os dois extremos da verdadeira
liberdade.
II
O que nos conduz ao problema da liberdade moral ou social.
Na educação tradicional, a
criança é submetida a maior parte do tempo, ou à autoridade dos pais que
impõem normas e tarefas, ou bem à autoridade do professor que
o disciplina por outras normas e novas tarefas. Resulta daí uma moral
de obediência ou de heteronomia que, se fosse tomada ao pé da letra,
conduziria ao mais rigoroso conformismo social. O resto de seu tempo, a criança
escapa, de forma real ou imaginária, para construir um mundo próprio que, se
este vingasse, o conduziria ao devaneio solitário ou ao egocentrismo anárquico.
Mas existe a vida,
e na vida, existem os amigos e as relações sociais entre
crianças. (...) É nesta atmosfera de cooperação que se desenvolve a
autonomia, por oposição ao mesmo tempo à obediência heterônoma e à
anarquia. Para as crianças, é verdade, a regra do jogo transmitida pelos
adultos é ainda sagrada e intangível, ao passo que para os adultos ela pode ser
em parte modificada e interpretada, mas por consentimento mútuo e decisão
comum. E a educação da liberdade na disciplina autônoma que se faz desta forma
no jogo coletivo, nos esportes, no escotismo e de maneira geral na vida social
entre iguais[4].
Por que a escola não tiraria então
proveito destas possibilidades que revela o estudo psicológico do
desenvolvimento moral e social das crianças? Aqui ainda, isto depende
antes de tudo da atitude do professor. (...) É preciso então inspirar-se de
um ideal democrático já na escola, e não em palavras ou “lições”, mas na
prática e na vida real da classe.
Há muito tempo dois tipos de métodos já
tentaram utilizar a vida social das crianças entre elas na educação intelectual
e moral dos alunos: é o método do “trabalho em grupo” e a do “self-government”[5].
O método do trabalho em grupo consiste numa organização de trabalhos em
comum. Um certo número (quatro ou cinco, por exemplo) se junta para
resolver um problema, recolher a documentação de um tema de história ou de
geografia, para fazer uma experiência de química ou de física, etc.. A
experiência mostra que os fracos e indolentes, não são
abandonados à própria sorte, são então estimulados e mesmo obrigados
pela equipe, enquanto os adiantados aprendem a explicar e dirigir, muito
melhor do que se permanecessem na situação de alunos solitários. Além
do benefício intelectual e da crítica mútua e
do aprendizado, da discussão e da verificação,
adquire-se desta forma um sentido da liberdade e da responsabilidade
conjuntas, da autonomia na disciplina livremente
estabelecida.
O método do
“self-government” consiste por sua vez em
atribuir aos alunos uma parte de responsabilidade na disciplina escolar. A
aplicação flexível e podendo variar de uma simples atribuição pelo
professor de funções limitadas a alguns alunos (supervisões diversas
referentes ao local, aos vestiários, bibliotecas, etc) a uma autonomia
real na classe (organização da disciplina pelos alunos, julgamentos
por eles mesmos de casos de fraude e trapaça, etc..) ou nas atividades
extracurriculares (organizações de cooperativas escolares, de clubes
de leitura ou de esporte, etc) o método incitou uma série de aplicações
diversas e estudos conhecidos por todos.
Estes ensinamentos não podem
nos deixar indiferentes no que diz respeito à formação de cidadãos livres numa
democracia sadia. Seu resultado, em todo lugar onde estas experiências foram
feitas com seriedade, foi de reforçar ao mesmo tempo o espírito de
comunidade e o sentido da liberdade responsável. Em particular é interessante
notar que alguns Estados totalitários calcularam tão bem as vantagens de alguns
destes métodos educativos que utilizaram certos aspectos para apoiar os
movimentos da juventude. Com toda certeza seria lamentável que a mais antiga
das democracias não entendesse a vantagem que se pode tirar disto - e de
maneira mais direta ainda - para a educação da liberdade e do próprio espírito
democrático.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
Alfabetização no Brasil - Retrospectiva
O processo de alfabetização em língua portuguesa seguiu caminhos peculiares ao longo da história brasileira. Não temos relatos mais detalhados desse período, a não ser dos primeiros a trabalhar oficialmente com a alfabetização em nossas terras, os jesuítas.
1549 - 1880
Eles eram padres da Igreja Católica que faziam parte da Companhia de Jesus, criada logo após a Reforma Protestante (século XVI) como uma forma de barrar o avanço do protestantismo na Europa e no mundo. Esta ordem religiosa foi fundada em 1534 por Inácio de Loyola justamente no contexto da Contra-Reforma Católica. Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil no ano de 1549, com a expedição de Tomé de Souza.
Dentre seus objetivos, havia o de construir e desenvolver escolas católicas em diversas regiões do mundo e isso incluía o Brasil.
Nas escolas jesuítas funcionavam alguns princípios que se mantiveram por mais de duzentos anos: unificação do método de ensino por todos os professores, ênfase na concentração e na atenção silenciosa dos alunos e um processo de ensino ligado à repetição e memorização dos conteúdos apresentados. Todos estes princípios se sobressaem na “Ratio Studiorum” (Ordem dos Estudos), síntese da experiência pedagógica dos jesuítas, composta de normas e estratégias, que visavam à formação integral do homem, de acordo com a fé e a cultura católica daquele tempo.
Estes princípios irão se manter por muito tempo, mesmo após a expulsão dos jesuítas do Brasil em 1760, inculcados na maneira docente de se relacionar e ensinar conteúdos aos alunos. Ao que tudo indica, os alunos que se tornaram professores após se formarem nas escolas jesuíticas (ou jesuítas) mantiveram a forma e o espírito da atuação de seus predecessores. A alfabetização (desde a chegada dos jesuítas, no início do período do Brasil colônia, até perto do final do segundo império) seguirá de perto este modelo, onde a máxima medieval parecerá ser a única realidade: la letra com sangre entra.
1880 – 1940
No final da década de 1880, o professor da Escola Normal de São Paulo, Antonio da Silva Jardim, divulga no Brasil uma novidade pedagógica que estava fazendo sucesso em Portugal: a Cartilha Maternal, da autoria do poeta português João de Deus (a primeira edição foi em 1876[1]). E qual era a razão do sucesso dessa cartilha? Seu ‘método’ revolucionário de alfabetização.
A Cartilha Maternal (A Arte da Leitura) apresentava pela primeira vez em língua portuguesa uma proposta de ensino através do método analítico, pois partia da ‘palavra’ (palavração), ao contrário dos métodos sintéticos anteriormente utilizados, que partiam das letras (soletração) e das sílabas (silabação).
Cabe ressaltar aqui que os métodos sintéticos partem das unidades menores, as letras ou as sílabas em direção às palavras, depois às frases e finalmente ao texto (das partes para o todo). Já os métodos analíticos partem das unidades maiores - o texto, as frases ou a palavra - em direção às sílabas e letras (do todo para as partes).
A obra de João de Deus estabelecia outros princípios de ensino:
1) O alfabeto era ensinado por partes:
a) primeiro as vogais;
b) depois os encontros vocálicos básicos.
2) O ensino das regras tinha duas premissas:
a) complicação crescente;
b) generalidade decrescente.
Visando dar a sua contribuição a esse assunto, o brasileiro Thomaz Paulo do Bom Sucesso Galhardo[2] apresentou em 1880 a Cartilha da Infância. Nesta, ele focaliza a proposta para o ensino da leitura e escrita de acordo com o método da silabação. Para ele, havia três métodos para a alfabetização: um ‘antiguíssimo’, a soletração, um moderno, a silabação e um moderníssimo, a palavração. Para ele, a realidade brasileira não permitia ainda a utilização da palavração. Seu trabalho foi bem aceito e sua cartilha chegou à 233ª edição em 1992.
Na mesma época, uma nova geração de normalistas formadas pela Escola Normal de São Paulo começou a defender os métodos analíticos em detrimento da soletração e da silabação. Temos então a partir dessa época, de acordo com Mortatti[3], o início do embate entre os métodos sintéticos e analíticos.
Primeiro Momento – 1876 a 1890
Os professores formados pelas Escolas que receberam a influência da Cartilha Maternal defendiam o método analítico da palavração e se consideravam modernos em contraposição aos que defendiam a soletração ou a silabação (esta defendida por Galhardo). Era o embate da Palavração versus Soletração e Silabação.
Segundo Momento – 1890 a 1920
Como o professor Galhardo e outros haviam colocado o método silábico como um caminho moderno, os alfabetizadores se dividiram. Houve uma disputa ainda mais acirrada entre os que defendiam o novo método da palavração e o grupo que defendia o método sintético da silabação. Praticamente não havia defensores da soletração neste momento. Os defensores do método analítico se estranhavam: havia os que se consideravam ‘modernos’ e os que se consideravam ‘mais modernos’. Essa disputa ‘interna’ acontecia em razão da escolha do tipo de ‘todo’ do qual se deveria partir na alfabetização: “a palavração, a sentenciação ou a historieta”[4].
Terceiro Momento – 1920 – 1940
Neste momento surgem aqueles que defendiam caminhos mistos (método analítico-sintético ou sintético-analítico) disputando espaço com os defensores do método analítico. Nesse tempo ocorre também, em função de variados fatores, uma relativização da importância dos métodos. Este ‘esfriamento’ da disputa parecia fazer sentido na época, pois julgavam haver coisas mais importantes em jogo no momento da alfabetização, do que necessariamente o método.
Quarto Momento – 1980 – 2001
Com as propostas construtivistas trazidas por Emília Ferreiro, os partidários de sua ‘revolução conceitual’ se posicionam frontalmente contra os defensores dos métodos tradicionais. Estes últimos não se defenderam no campo teórico, mas sua atuação silenciosa foi (e é) forte, sobretudo na utilização dos métodos mistos. A ‘onda’ construtivista percorreu o país e tornou-se uma ‘modernidade’ ser ‘construtivista. Até mesmo os PCNs (1996-1998) refletiram a forte influência do modelo. No entanto, dificuldades na aplicação da proposta fizeram e fazem com que muitos docentes ‘construtivistas’ utilizem às escondidas métodos sintéticos para alfabetizar seus alunos.
Quinto Momento[5] – 2002 - 2006
Fruto de pesquisas quantitativas sobre o rendimento dos alunos brasileiros em avaliações internacionais e da adoção de métodos oficiais de alfabetização em países ricos (Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra e França, entre outros), começou a surgir ainda no final dos anos noventa (séc. XX) fortes críticas ao modelo construtivista de alfabetização em vigor no Brasil. Boa parte desses críticos entrou em defesa do método fônico[6], alegando ser este um caminho mais eficiente e eficaz para a realidade brasileira. Contudo, vários teóricos construtivistas reagiram energicamente, atacando seus oponentes e alegando que o construtivismo não é um método e que realidades externas não devem servir de parâmetro para o Brasil.
Sexto Momento – 2006
Fruto de reflexões e análises sobre as críticas, o MEC começou a publicar a partir de 2003 materiais nos quais se vê, seja nas entrelinhas, seja abertamente, uma clara ‘permissão’ para a convivência ‘pacífica’ de diferentes tendências metodológicas no processo de alfabetização. Se considerarmos que o "método" Paulo Freire, nosso mais famosos educador, é um "método" silábico, embora, é claro, de ampla conscientização social e política e por esse caminho muitos aprenderam, porque negar as vantagens advindas de modelos como esse? O governo federal estabeleceu através de projetos, portarias e leis com uma meta: todas as crianças devem ser alfabetizadas até os oito anos.
Na proposta do governo, chamada de "Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa", são apresentados "quatro princípios centrais serão considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico":
"Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática. e isso criou um novo desafio para as escolas."[7]
Felizmente, como a maioria dos docentes faz na atualidade uso de caminhos mais ecléticos, a discussão e os debates diminuíram de intensidade, e parece que estamos encontrando o rumo. Entretanto, o problema da alfabetização insuficiente esbarra no despreparo de muitos profissionais da educação e a questão continua ainda a rondar o país em 2015...
Referências
[1] A Cartilha de João de Deus se difundiu de tal forma em Portugal, que em pouco mais de seis meses de edição já havia mais de duzentas escolas utilizando a Cartilha e em 1888 o governo de Portugal tornou-a método oficial em todo o país. (Mortatti, p. 59).
[2] Thomaz Galhardo (1855-1904) foi aluno da primeira turma da Escola Normal de São Paulo. Dedicou-se ao ensino público onde fez brilhante carreira, ocupando os mais altos e honrosos cargos no magistério paulista. Além de Cartilha da infância, escreveu dois livros de leitura, publicados pela Livraria Francisco Alves (RJ) e vários livros didáticos que foram usados desde o século XIX até o fim do século XX. Um de seus livros, Monografia da letra A, foi citado por Rui Barbosa em sua crítica à redação do Código Civil. Além de professor, foi promotor público.
[3] MORTATTI, Maria do Rosário Largo. Os sentidos da Alfabetização. São Paulo: Editora da Unesp, 2000.
[4] Mortatti, p. 26.
[5] , Maria do Rosário Mortatti para a sua análise no quarto momento, até porque o livro dela foi editado em 1999. A partir daqui, apresentamos exclusivamente o nosso ponto de vista sobre o assunto.
[6] Os livros didáticos dos autores que preconizam o método fônico tentam ‘contextualizar’ o processo de alfabetização, lançando mão de pequenos textos.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Paulo Freire e a Cooperação
Paulo Freire, o grande educador brasileiro,sempre vislumbrava a cooperação na busca conjunta do conhecimento e dizia que sem dúvida ninguém pode buscar na exclusividade, individualmente, mas esta busca deve ser feita com outros seres que também procuram ser mais e em comunhão com outras consciências. (Educação e Mudança. 5ª Edição, Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1982, p. 28)









