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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aula sobre Refrigerantes

"Na verdade, a fórmula 'secreta' da Coca-Cola se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a Coca-Cola na justiça, porque eles vão cair matando.

A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da Coca-Cola e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da Coca-Cola que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.

Entre outras coisas, tive que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly (nos EUA), que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente em estratégia promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça dura de alguns diretores.


Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em stock-car.

Tire a imensa quantidade de sal que a Coca-Cola usa (50mg de sódio na lata) e voc ê verá que a Coca-Cola fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser 'very low sodium') que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de 'açúcar' (sacarose).

É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de Coca-Cola, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!...

- Fórmula da Coca-Cola?...

Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.

O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico 'chupa' todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).

Só como informação geral, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a Coca-Cola tem permissão... (claro, se tirar, a Coca-Cola ficará com gosto de sabão).

O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.

O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e aromatizada.

Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei). O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semipolímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.

O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria Coca-Cola. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.

- Refrigerante DIET

Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha, só para abrir os olhos dos cegos: os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.

Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar 'edge' no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... A lista é enorme.

Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar: Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo... Mais nada !!! Nem açúcar, nem sal.

**O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE**
Primeiros 10 minutos:10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 minutos:O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).
40 mpurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.
60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação.a tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

É bom pensar nisso antes de beber refrigerantes.
Se não pudermos evitar, devemos moderar a sua ingestão.
Bem, melhores são os sucos naturais.
Nosso corpo agradece!"

Fonte: www.terradacerveja.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um pouco mais sobre Pesquisa Científica

O que é pesquisa?

(aula aos alunos da Graduação)

Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas.

Minayo (1993), vendo por um prisma mais filosófico, considera a pesquisa como “atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados”.

Demo (1996) insere a pesquisa como atividade cotidiana considerando-a como uma atitude, um “questionamento sistemático crítico e criativo, mais a intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítico permanente com a realidade em sentido teórico e prático”.

Quais os objetivos da Pesquisa?

 Contribuir com o avanço da ciência;
 responder a uma pergunta de interesse para a comunidade científica ainda não respondida anteriormente de relevância para o interesse social.

Assim, para o estudante da graduação, a parte mais difícil é definir o assunto da pesquisa.

Classificação das PESQUISAS

Existem várias formas de classificar as pesquisas. As formas clássicas de classificação são:

Básica (ou fundamental): objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista, sem finalidades imediatas. Envolve verdades e interesses universais. Os conhecimentos são utilizados em pesquisas aplicadas ou tecnológicas.

Aplicada (ou Tecnológica): objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.

Do ponto de vista da forma de abordagem do problema a pesquisa pode ser:

Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.). Resultados precisam ser replicados.

Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números.

A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.

Do ponto de vista de seus objetivos (Gil, 1991) a pesquisa pode ser:

Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.

Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.

Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-facto.

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos (Gil, 1991), a pesquisa pode ser:

Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.

Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico.

Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer.

Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.

Expost-Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos.

Pesquisa-Ação: quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.

Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas.

O Planejamento da PESQUISA

Pesquisa é a construção de conhecimento original de acordo com certas exigências Científicas. Para que seu estudo seja considerado científico você deve obedecer aos critérios de coerência, consistência, originalidade e objetivação. É desejável que uma pesquisa científica preencha os seguintes requisitos:
a) a existência de uma pergunta que se deseja responder;
b) a elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta;
c) a indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida” (GOLDEMBERG, 1999).

O planejamento de uma pesquisa dependerá basicamente de três fases:
Decisória: referente à escolha do tema, à definição e à delimitação do problema de pesquisa;
Construtiva: referente à construção de um plano de pesquisa e à execução da pesquisa propriamente dita;
Redacional: referente à análise dos dados e informações obtidas na fase construtiva. É a organização das idéias de forma sistematizada visando à elaboração do relatório final.

Fonte: http://www.guanis.org/metodologia/a_pesquisa_e_suas_classificacoes.pdf

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Como Escrever um Artigo Científico - Parte 1

Como escrever um artigo científico

Dr. Frank Viana Carvalho (1)

Nas várias obras de Metodologia do Trabalho Científico há algumas dicas de como escrever uma tese, uma dissertação ou uma monografia. Em poucas obras há sugestões e orientações sobre como escrever um artigo científico.

Primeiramente você deve ter em mente as diferenças entre um simples artigo de revista ou jornal e um artigo científico. De forma geral, estes artigos ‘simples’ aparecem em revistas que não têm caráter científico. São revistas de várias categorias com maior ou menor seriedade em suas abordagens e é claro, têm também sua validade: tratam de temas gerais, tem apenas caráter informativo, são relativas a entretenimento, mostram opiniões de comentaristas, apresentam produtos e serviços e, em geral, possuem seção de propagandas e anunciantes.

Por outro lado, as revistas científicas apresentam, via de regra, alguns formatos básicos em seus artigos, podendo ter mais ou menos as seguintes características:
- Título que evoca uma pesquisa ou um aprofundamento em algum tema.
- Apresentação do autor do artigo com sua formação e área de atuação.
- Resumo em duas línguas (a segunda língua em geral é o inglês).
- Palavras-chave (às vezes em dois idiomas).
- Divisão do artigo com subtítulos.
- Citações de outros autores ou pesquisadores que tratam do mesmo tema.
- Padrão de formatação (fontes, recuos, espaçamentos).
- Notas explicativas, notas de rodapé e notas de fim.
- Referências Bibliográficas e Fontes de Pesquisa.

Ainda outros itens poderiam ser acrescentados a essa lista (direcionamento a um público alvo específico, acessibilidade apenas aos iniciados, linguagem culta ou de caráter científico, tabelas, gráficos, imagens numeradas, análise criteriosa dos dados, conclusões da(s) pesquisa(s), apresentação das hipóteses, objetivos, materiais utilizados, metodologia utilizada), mas de maneira geral é fácil distinguir um artigo científico de um não científico.

Construindo um artigo Científico

Uma vez escolhido o tema, o título terá seu formato definitivo após a finalização do artigo. Ele deve ser curto, objetivo, que evoque ao tema e que seja claramente relacionado ao conjunto do artigo.

Apresentação do(s) autor(es). Observe que as revistas seguem um padrão – nome, titulação e área de atuação. Apresentações maiores ou muito descritivas podem soar pedantes.

Resumo e Abstract. Feito de forma clara e objetiva levará o leitor a buscar no artigo exatamente o que se apresenta no resumo. É necessário resumir os tópicos principais do artigo e as conclusões obtidas. Deve conter em média de 100 a 150 palavras. O Abstract é a apresentação do Resumo na segunda língua. Dê preferência ao Inglês e só não o faça quando a área da pesquisa seja mais voltada para outra língua específica. Cuidado com os tradutores automáticos da internet, pois eles muitas vezes misturam artigos, traduzem ao pé da letra expressões idiomáticas, trocam pronomes e apresentam (muitas vezes) apenas uma tradução para palavras com muitas possibilidades.

Apresentação das Palavras-chave. São as palavras que caracterizam o seu artigo e facilitarão a busca caso seu trabalho seja colocado na rede (internet).
(continua)
(1) Frank Viana Carvalho é professor de Metodologia da Pesquisa Científica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - SR.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Como escrever um Artigo Científico - Parte 2

Como escrever um artigo científico - Parte 2

Dr. Frank Viana Carvalho (1)


(Continuação)

Divisão do Trabalho


Opte pelo esquema clássico: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

A introdução é uma apresentação inicial contendo uma visão geral do conteúdo da sua pesquisa ou do seu artigo científico sem entrar em especificidades. Poucos parágrafos são suficientes. Caso deseje ser mais técnico, coloque os objetivos, as hipóteses e a justificativa dessa abordagem. Na justificativa deixe claro como seu trabalho contribui para aumentar o conhecimento naquela determinada área da ciência, ou se ele apresenta novas estratégias para resolver um problema. Você pode expressar aqui na Introdução seus agradecimentos aos que colaboraram em seu projeto (ou pode deixar para o final, na parte da Conclusão).

Desenvolvimento

A partir das hipóteses, defina os tópicos e o problema estudado. Apresente também as estratégias do trabalho ou da pesquisa citando os métodos e os materiais. A partir daí, explique passo a passo como a pesquisa foi desenvolvida (casos práticos) ou como o assunto se apresenta e se desenvolve (teorias). Seja claro e na medida em que escreve, releia tentando se colocar na perspectiva de seus leitores. Se o assunto for longo, divida-o em partes compreensíveis.

Ao mencionar outros autores ou pesquisadores, cite corretamente as fontes de pesquisa – isso reforça a sua própria pesquisa. Em caso de dados concretos e fatos objetivos, utilize gráficos, tabelas, diagramas e listas. Estes devem ser claros, concisos, objetivos e facilmente correlacionados com os textos que os comentam.

Ainda no desenvolvimento apresente sua análise dos dados citados. Comente a partir de seu ponto de vista, confrontando-o, se necessário, com o ponto de vista dos outros autores citados. A argumentação na análise deve ser franca, direta, mas sobretudo, diplomática. Não se deve agredir outros pesquisadores que apresentaram conclusões diferentes ou antagônicas.

Na Conclusão

Relembre brevemente os pontos altos de seu trabalho e suas conclusões. Seja conciso e breve, mas não passe por alto conclusões importantes. Apresente as aplicações de seu estudo ou trabalho ou as contribuições que ele pode trazer à comunidade (científica, acadêmica ou público em geral) ou à sociedade. Caso seja possível apresente este trabalho como ponte para outras futuras pesquisas correlacionadas.

Referências Bibliográficas

Em geral, o ideal é seguir a formatação padrão ABNT a) livros: sobrenome, nome, título da obra, subtítulo, edição, cidade, editora, ano, página; b) revistas: sobrenome, nome, título do artigo, nome da Revista, número da edição, ano da edição/publicação, cidade, editora, ano, página; c) Internet: sobrenome, nome, título da obra ou nome do artigo, url (endereço na internet), data do acesso. Contudo lembre-se que muitas Revistas Científicas têm seu próprio padrão de formatação das referências de pesquisa.

(1) Frank Viana Carvalho é professor de Metodologia da Pesquisa Científica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - SR.
Fonte da Imagem: garotaclorofila.blogspot.com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Método e Hipóteses

O que é método?

Método é um caminho racional e sistemático para a busca da realização de algo.

Ou seja, é um caminho para a busca do conhecimento, para a construção de artefatos, para a realização de tarefas, para se chegar a compreensão ou aprendizado de algum assunto, etc.

O que é método dedutivo?

Método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s). Uma premissa é uma afirmação considerada verdadeira dentro de um contexto, tópico, assunto ou colocação.

O método dedutivo, de acordo com a acepção clássica, é o método que parte do geral e, a seguir, desce ao particular.

Ou seja, método dedutivo é um método que parte do geral para o particular, para descobrir verdades não explicitadas.



O que é método indutivo?

Método indutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da indução para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s).

O método indutivo, de acordo com a acepção clássica, é o método que parte do particular e, a seguir, sobe ao geral.

Ou seja, método indutivo é um método que parte do particular para o geral, para descobrir verdades não explicitadas.



O que é uma hipótese?

Uma hipótese é uma afirmação, da a pretensão de resultados de uma pesquisa, que pode ser confirmada ou refutada pela mesma pesquisa.

Uma hipótese é uma provável teoria, mas ainda não demonstrada, uma suposição admissível.

A Hipótese (do grego Hypóthesis) é uma proposição que se admite de modo que se permita trabalhar para a busca de sua confirmação.

No método científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação dos objetivos do trabalho de pesquisa, que então, irá confirmar ou negar a Hipótese (ou suposição).

O tema escolhido pelo pesquisador e a(s) Hipótese(s) levantada(s) são de suma importância. Existindo uma questão, em seguida elaboramos uma hipótese.

Hipótese é a tentativa que fazemos de antecipar e apresentar uma solução para um problema.

Fonte da Imagem: aprendizaje-julissa.blogspot.com

Pesquisa Qualitativa e Quantitativa

O que é pesquisa qualitativa?


Pesquisa qualitativa é basicamente aquela que busca entender um fenômeno específico em profundidade. A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado. A pesquisa qualitativa tem como objetivo principal interpretar o fenômeno ou o processo observado.

Ela é o tipo de pesquisa realizada para aferir aspectos qualitativos de alguma questão, como percepção de imagem, atitudes diante de algo, comentários aprofundados sobre o significado do aconteceu.

De certa forma, as pesquisas qualitativas são exploratórias, ou seja, estimulam o livre pensamento sobre algum tema, objeto ou conceito pesquisado.



O que é pesquisa quantitativa?

A pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser quantificável, ou seja, além dos dados que naturalmente já são numéricos, ela também traduz em números, as opiniões e informações para, em seguida, classificá-las e analisá-las.

Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.).

Os resultados da pesquisa quantitativa precisam ser replicados (calculados novamente por outros meios estatísticos ou matemáticos).

Fonte da IMAGEM: http://omacaubense.com.br

Metodologia da Pesquisa - Conceitos

Considerações Gerais sobre Tópicos em Pesquisa


O que é pesquisa?

Pesquisa é um conjunto de ações ou propostas para encontrar a solução para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos.

Pesquisa também é um processo sistemático de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar idéias ou hipóteses.

Pesquisa é ainda um conjunto de ações para a solução de um questionamento, um problema, uma inquietação, uma curiosidade. Ela necessariamente deverá seguir um “método”, o qual segue procedimentos sistemáticos. Ou seja, a pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo.


O que é uma resenha?

A resenha é um texto crítico sobre um produto acadêmico e cultural, que pode ser um livro, um filme, uma peça de como qualquer modalidade de discurso descritivo.

A resenha nunca pode ser completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades de um dado texto ou assunto. Logo, sua marca é a concisão ou brevidade.

A resenha é um gênero textual em que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o, criticando-o e enumerando as conclusões.


O que é uma sinopse?

A sinopse é um texto breve descritivo (conciso) sobre um evento, filme, peça, texto ou mesmo um produto (que tenha sido detalhadamente descrito), claramente redigido e dirigido aos consumidores e leitores não-especialistas.

É uma apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento (NBR 6028:2003).


O que é resumo?

Um resumo é uma apresentação dos principais pontos ou idéias de um assunto, tema ou tópico. Ato ou efeito de resumir, de forma simples, não há necessariamente uma análise crítica.

Um resumo acaba por ser uma exposição curta, breve, de uma sucessão de acontecimentos, das características gerais de algo, etc.

Em linhas gerais, costuma-se dizer que há três tipos usuais de resumo: o resumo indicativo (simples – só tópicos), o resumo informativo (descrição breve dos tópicos) e o resumo crítico (chamado de resenha).

Fonte: LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1993.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1991.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia da Pesquisa Científica. Editora Cortez, 2000.
IMAGEM: http://pesquisaremunerada.net/

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