sábado, 10 de janeiro de 2009

“As mentes são como pára-quedas: só funcionam corretamente quando estão bem abertas.”


Após um período de reflexões, volto a postar em meu blog. Imerso em leituras e reflexões, continuo minha busca pelas respostas às questões fundamentais da existência.
Neste aspecto, dois lemas norteiam minha busca: “Examinai tudo, retende o que é bom”, e “Seguir o argumento até onde ele te levar”. Tenho pesquisado em diversas áreas, como por exemplo na filosofia, na ciência e na experiência. Logicamente, pelo caminho, sempre me deparo com autores e pesquisadores mergulhados em idéias pré-concebidas, argumentações sofisticadas (mas duvidosas) ou os auto-denominados ‘donos da verdade’.

Volto ao tema das origens e (tanto faz se sigo a lógica kantiana ou a cartesiana) a racionalidade não me faz entender porque a ciência, quando não encontra as respostas, insiste em afirmar o contrário. Vou exemplificar com quatro temas.

O primeiro é o famoso “equilíbrio pontuado”, a hipótese de que mudanças rápidas ocorreram em lugares isolados e depois se espalharam. Ora, nenhuma experiência ou pesquisa realmente séria, ou nem mesmo evidências dão prova desse “equilíbrio pontuado”. É mais uma explicação científica apresentada ‘no limite’ ou mesmo ‘às margens’ da ciência. Parece mais uma explicação fantasiosa por falta de ‘evidências’, do que alguma aplicação do método científico.

O segundo é a ‘micro-evolução’. Aqui se vê a parte tomando o lugar do todo. Nenhum cientista (aqui incluo todos: evolucionistas, pró-design inteligente, criacionistas) nega as variações e adaptações dentro de cada espécie. É isso que em geral é chamado de ‘evolução’. Embora haja farta evidência de ‘micro-evolução’ na natureza (mudanças que envolvem adaptação ao ambiente dentro da mesma espécie de organismos), não há evidência suficiente de que os organismos, deixados à esmo e por si sós, se tornam mais complexos e sofisticados. Em realidade, o oposto é que parece ser o caso. Se falarmos das mutações, aí é que a coisa se complica. E muitos livros de ciência evolutiva têm nas mutações o grande agente de mudanças. Ora, cientificamente já está demonstrado que as mutações causam mais males do que benefícios aos organismos (e isso numa proporção de até mil vezes mais). Há até mesmo as mutações que revertem às suas formas anteriores.

Um outro tema são as transformações graduais. Será que há evidência de que organismos de uma espécie possam tornar-se organismos de outra espécie — quer gradual, quer subitamente? Daqui a pouco, alguém vai postar em meu blog uma reportagem ‘científica’ afirmando que isso já foi comprovado! Nenhum fóssil intermediário 'verdadeiro' foi encontrado. Se a teoria da evolução cega tal como a apregoam fosse verdadeira, muitos, milhares, talvez milhões de fósseis intermediários já teriam sido desenterrados. Mas o que ocorre é o contrário, o registro dos fósseis mostra espécies distintas com nenhum ou poucos assim-denominados intermediários. A “explosão cambriana” é de fato um grande problema para as explicações evolucionistas.

O quarto assunto é a crença no inexplicável. Cada vez mais o que vejo é a ciência apelando para a ‘crença’ de seus correligionários em suas teses, lançando mão de afirmações categóricas. Cada vez mais, cientistas sérios mostram, demonstram, explicam e são enfáticos em dizer que a complexidade extrema das células, do cérebro humano, do DNA (mesmo dos aminoácidos mais simples), e de várias outras coisas não poderia ter surgido por acaso, mesmo com todo o tempo possível a seu favor. A razão não alcança a oferta que é feita pelos cientistas do caos. Tomando as palavras de Hector Hammerly, “esse ‘milagre do acaso’ é ‘pensamento positivo’ por parte daqueles que rejeitam a idéia de um desígnio inteligente’.” As probabilidades estatísticas de que tais coisas aconteçam são tão pequenas que se tornam improváveis e impossíveis...

Avanço em minhas pesquisas e leituras mantendo a mente bem aberta. Se a verdade apontar em outra direção, eu vou segui-la...

Fonte da Imagem: www.digitalphoto.pl/.../3593_2007-1862.JPG

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