Meus alunos novamente fazendo bonito. Grande Trabalho.
Posturas Sustentáveis no Ambiente Urbano
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Notícia da Folha: Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação, diz socióloga
Como eu postei uma reportagem que mostra problemas no Bolsa Família, até pelo direito do contraditório, publico hoje outra reportagem da Folha, esta, favorável ao Programa. A entrevista é boa e a pesquisa também. Apenas é importante lembrar que, como pesquisadora, ela fez uma escolha qualitativa e deixou a estatística de lado.
11/06/2013 - 10h37
Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação, diz socióloga
ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Dez anos após sua implantação, o Bolsa Família mudou a vida nos rincões mais pobres do país: o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada.
A conclusão é da socióloga Walquiria Leão Rego, 67, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, "Vozes do Bolsa Família" (Editora Unesp, 248 págs., R$ 36). O livro será lançado hoje, às 19h, na Livraria da Vila do shopping Pátio Higienópolis. No local, haverá um debate mediado por Jézio Gutierre com a participação do cientista político André Singer e da socióloga Amélia Cohn.
Durante cinco anos, entre 2006 e 2011, a dupla realizou entrevistas com os beneficiários do Bolsa Família e percorreu lugares como o Vale do Jequitinhonha (MG), o sertão alagoano, o interior do Maranhão, Piauí e Recife. Queriam investigar o "poder liberatório do dinheiro" provocado pelo programa.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Parentes de autoridades, empresários e até mortos recebem Bolsa Família - Notícia do UOL
Parentes de autoridades, empresários e até mortos
recebem Bolsa Família, aponta CGU
Carlos Madeiro
Fonte: UOL, em Maceió (10/06/201306h00)
Fonte: UOL, em Maceió (10/06/201306h00)
Servidores, empresários, produtores rurais, alunos de escolas
particulares, familiares de autoridades e até pessoas falecidas constam na
lista de beneficiários do Bolsa Família, segundo relatórios de fiscalização
produzidos pela CGU
(Controladora Geral da União) no início de 2013.
Na última etapa do programa de
fiscalização por sorteio, segundo apurou o UOL, todos os 58
relatórios de municípios divulgados no site da CGU apresentam indícios de
irregularidades no maior programa social do mundo, que atende a 13 milhões de
famílias no país. A fiscalização foi feita no final de 2012, com relatórios
divulgados no início deste ano.
Nesses municípios, a CGU encontrou
mais de 5.000 benefícios pagos a pessoas que supostamente teriam renda per
capita familiar superior ao limite estabelecido pelo programa. O UOL entrou em
contato com o Ministério
de Desenvolvimento Social, para obter detalhes de como é feita a
fiscalização aos cadastros e aos municípios, mas não obteve retorno até a
publicação dessa reportagem.
Somente em Belford Roxo (RJ), o relatório da CGU informou haver
"1.512 famílias beneficiárias que constam na folha de pagamento de
Julho/2012 na situação de benefício 'liberado' e que apresentam renda mensal
per capita superior a meio salário mínimo".
Duzentas Mil Visualizações do Blog
Duzentas mil visualizações do Blog – Muito Obrigado a todos
que visitam o Blog Filosofando. Continuarei empenhado em postar conteúdos
diversificados e inteligentes.
Abraços a todos!
Fonte da imagem:
pedrinhosc1.blogspot.com
Bolsa Família
- Vou registrar você, aumentar suas horas e aí você vai ganhar 250 reais a mais.
- Não, doutor, se não eu perco o ‘bolsa-família’.
- Mas quanto você ganha lá?
- 70 reais.
- Mas aqui, além do salário, você vai ganhar um adicional de 250 a mais.
- Mas lá eu ganho 70 sem trabalhar, doutor. (...)
Meu amigo é engenheiro civil e me relatou ontem esse diálogo verídico que teve com um dos serventes recém chegados a obra.
Essa foi a minha postagem no facebook que rendeu muitos e muitos comentários. Por apenas ter narrado o diálogo e não emitir opiniões, reforcei minha intenção de debater o assunto.
Posso dizer com segurança que sei do que estou falando, pois fui ‘gestor do bolsa família’, trabalhando diretamente com as pessoas no cadastro e administração municipal do programa. Não
há dúvidas de que o programa tem seus méritos (e são muitos). A questão não é essa. Fazem quase cinco anos que saí da gestão municipal do programa e percebo, na atualidade, que é visível o afrouxamento das regras, objetivos, projetos e controle do programa – a ponto da CEF (Caixa Econômica) afirmar não saber (e dizer que não tem como descobrir) se há duplicidade nos cadastros, da não criação de (ou acordos com empresas para) cursos de requalificação para pais desempregados, de vários gestores não controlarem mais a carteira de saúde (vacinação) por falta de repasse de dados, e da não reavaliação em diversos municípios (que era obrigatória) de cada caso (de cada família) a cada dois anos. Assim, em muitíssimas prefeituras, o único controle e administração do programa consiste em verificar a presença do aluno na escola. Tudo isso somado ao próprio relatório da CGU, que aponta que pessoas que já morreram continuam recebendo, além de empresários, parentes de autoridades, sem contar as milhares de pessoas que de fato precisam e continuam na fila de espera. Triste. (ver a próxima postagem)
Dois caminhos se apresentam aos dirigentes executivos e políticos do programa. O primeiro é criar (remodelar, refazer ou mesmo implementar as propostas já existentes) condições, metas e estratégias para que as famílias e pessoas beneficiadas tenham condições de deixar o programa – que essa ação política e prática seja de fato uma porta de saída da miséria. A segunda é não fazer nada, deixar como está, e assim dar razão aos críticos mantendo as pessoas aprisionadas e reféns dessa condição, e manter o ‘paternalismo gerenciador da pobreza’, sem assumir compromissos com a sua real superação.
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Meu amigo é engenheiro civil e me relatou ontem esse diálogo verídico que teve com um dos serventes recém chegados a obra.
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Posso dizer com segurança que sei do que estou falando, pois fui ‘gestor do bolsa família’, trabalhando diretamente com as pessoas no cadastro e administração municipal do programa. Não
há dúvidas de que o programa tem seus méritos (e são muitos). A questão não é essa. Fazem quase cinco anos que saí da gestão municipal do programa e percebo, na atualidade, que é visível o afrouxamento das regras, objetivos, projetos e controle do programa – a ponto da CEF (Caixa Econômica) afirmar não saber (e dizer que não tem como descobrir) se há duplicidade nos cadastros, da não criação de (ou acordos com empresas para) cursos de requalificação para pais desempregados, de vários gestores não controlarem mais a carteira de saúde (vacinação) por falta de repasse de dados, e da não reavaliação em diversos municípios (que era obrigatória) de cada caso (de cada família) a cada dois anos. Assim, em muitíssimas prefeituras, o único controle e administração do programa consiste em verificar a presença do aluno na escola. Tudo isso somado ao próprio relatório da CGU, que aponta que pessoas que já morreram continuam recebendo, além de empresários, parentes de autoridades, sem contar as milhares de pessoas que de fato precisam e continuam na fila de espera. Triste. (ver a próxima postagem)
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