Uma boa ocasião para refletir sobre a Política atual à luz das Vindiciae foi o Simpósio de Ética e Política Contemporânea realizado no Instituto Federal de São Roque no dia 18 de abril de 2017. Palestrantes: Dr. Rogério de Souza Silva, Dr. Sandro Heleno Morais Zarpelão e Dr. Frank Viana Carvalho.
Agradecimentos a todos os participantes, pela atenção, interação, perguntas e carinho para com os palestrantes. Foi de fato um evento que enriqueceu a cultura acadêmica e cidadã no campus do IFSP São Roque. O evento foi aprovado e recomendado pela Coordenaria de Extensão do Instituto.
Dr. Rogério de Souza Silva. Professor do IFSP SRQ.
Graduado e Mestre em Ciências Sociais pela UNESP e Doutor em Sociologia pela
UNICAMP. É autor da obra “Cultura e violência: autores, polêmicas e
contribuições da Literatura Marginal” (Annablume Editora, 2011).
Dr. Sandro Heleno Moraes Zarpelão. Professor do IFSP
SRQ. Bacharel em Direito e em História (UEL, Londrina), Mestre em História
(UEM, Maringá) e Doutorando em História Social pela USP.
Frank - Candidatura a Direção Geral do IFSP-SRQ 2025-2028
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Simpósio de Ética e Filosofia Política na USP - Universidade de São Paulo - FFLCH - Vindiciae
Por ocasião do lançamento da primeira edição em Língua Portuguesa das Vindiciae Contra Tyrannos, o Departamento de Filosofia da FFLCH-USP organizou o Simpósio “O Direito de Resistência à Tirania - Monarcômacos, Teoria Contratual e Liberdade de Consciência”. Foi uma oportunidade ímpar para ouvir os argumentos da defesa dos direitos do povo contra a tirania do poder, bem como a defesa da teoria contratualista, e do direito à liberdade de consciência e expressão da fé. Professores, estudantes e estudiosos de temas da Ética e Filosofia Política participaram desse evento no auditório da FFLCH-USP, no dia 28 de março de 2017.
| Palavras Iniciais: Dr. Milton Meira do Nascimento |
| Dr. Milton Meira fala sobre as Vindiciae e a importância da Obra para os estudiosos da Ética, Direito, Filosofia, História e Religião |
| Dr. Sérgio Cardoso, após contextualizar as Vindiciae, falou sobre “Os 'politiques' e Montaigne nas Guerras de Religião”. |
| Dr. Sílvio Gabriel Serrano Nunes falando sobre “As Repercussões do Pensamento Político de John Knox sobre o Direito de Resistência na Obra Vindiciae Contra Tyrannos”. |
| Dra. Maria das Graças de Souza, mediadora do Simpósio, fala sobre o caráter cíclico da História, onde os eventos do passado se apresentam em novas roupagens no presente |
| Dr. Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros fala sobre “O Direito de Resistência em John Milton” |
| Dr. Paulo Roberto Pedrozo Rocha apresentou o tema “Theodore de Bèze, Contratualismo e Liberdade de Expressão da Fé”. |
| O Dr. Sérgio Cardoso, que foi meu primeiro professor nos estudos avançados em Filosofia na USP, foi um dos grandes incentivadores da publicação da obra. |
| Dr. Milton Meira do Nascimento, meu orientador e grande incentivador ao longo dos cursos de Mestrado, Doutorado e pós-Doutorado em Filosofia na USP. |
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| Uma caravana de estudantes atuais e egressos do Instituto Federal de São Paulo, campus São Roque, prestigiaram o evento e estiveram comigo neste momento tão especial. |
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| Estudantes do IFSP e da USP (minha filha Pâmela, a segunda da esquerda para a direita) estiveram no Simpósio. |
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| A família e os amigos sempre fazem coisas legais juntos: claro que não podia faltar uma comemoração pelo lançamento da Obra Vindiciae. |
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| Dr. Samuel Gomes de Lima, presidente da Associação Brasileira da Liberdade Religiosa e Cidadania. |
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| Dra. Silvana Ramos, Professora de Filosofia na FFLCH - Universidade de São Paulo. |
Aos meus amigos - O Valor da Amizade
Amizade
Tenho alguns poucos grandes amigos. Perto ou longe, eles moram em meu coração e nossa amizade está acima e além do tempo ou da distância: são pessoas com quem eu posso de fato contar e confiar e o mesmo eles recebem de mim. Para relembrar e homenagear esses amigos, falo hoje um pouco sobre amizade.
Nos anos 1980 fui aluno do saudoso prof. Pedro Apolinário, que volta e meia em suas aulas contava algumas histórias com um fundo moral realmente inspirador. Nossa amizade foi além da Faculdade e ele foi o "padrinho" da apresentação de meus filhos na Igreja.
Aqui, um dos textos em que ele fala da amizade.
Pedro Apolinário fala sobre a Amizade
É um sentimento que consiste em estimar a outrem, querer a sua presença, desejar-lhe todo o bem possível, é um sentimento que traz grande encanto à vida.
“Na sua origem, a palavra significa atração recíproca entre duas pessoas, que têm as mesmas tendências e os mesmos hábitos. A amizade é uma dedicação menos intensa, mas mais firme e duradoura que o amor.
Os mais notáveis sábios e filósofos da antiguidade glorificaram a amizade, chegando Cícero a equipará-la à sabedoria.
“Em Roma, a amizade era representada por uma jovem coroada de flores. Na sua mão direita ostentava dois corações presos por correntes, mostrando com a mão esquerda o peito até o coração, no qual se lia a seguinte frase – de perto e de longe. Na orla do seu vestido se encontravam impressas estas significativas palavras: Para a morte e para a vida. Sim, a verdadeira amizade deve ser cultivada, quer estejamos perto, quer estejamos longe e mesmo a própria morte não a pode extinguir”. – Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág. 7.
Experiência: Quem já não ouviu falar da amizade que uniu Damão e Pítias, dois filósofos que viveram no tempo de Dionísio, o tirano de Siracusa. Dionísio se tornou famoso na história pelas atrocidades que cometeu, pois sob o menor pretexto mandava matar os seus súditos. Construiu várias prisões subterrâneas onde encerrava as suas vítimas.
Uma intensa e profunda amizade unia Damão e Pítias. Por uma fútil razão Pítias foi condenado à morte, mas pediu a Dionísio algum tempo para arrumar a sua vida e solucionar os seus negócios. Damão se ofereceu para morrer em lugar do amigo, se este não estivesse de volta no momento fixado.
Chegou a hora do suplício, muita gente se havia reunido, inclusive o tirano, para assistir à execução. Damão ia ser executado, quando apressadamente irrompe por entre a multidão Pítias apresentando-se para a morte.
Dionísio, apesar de sua maldade e severidade ficou comovido, perdoou a Pítias pedindo aos dois filósofos que o admitissem como 3º componente naquela sublime e extraordinária a amizade.
Aceitaram estes dois amigos a sua proposta? Absolutamente, pois Dionísio devido ao seu caráter, não era digno de partilhar tão extraordinário sentimento que unia estes dois vultos da história.
(Pedro Apolinário, Seleção de Temas de Meu Arquivo, pág.10)
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terça-feira, 14 de março de 2017
"Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir" - análise dos Filósofos
Na Contracapa e nas Considerações Introdutórias da Obra "Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir" estão as análises de grandes filósofos do Brasil sobre a obra:
Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir (463 págs.), ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial. Pedidos ou Encomendas para o Atelier do Saber (atelierdosaber@hotmail.com)
Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir (463 págs.), ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial. Pedidos ou Encomendas para o Atelier do Saber (atelierdosaber@hotmail.com)
A Obra Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir
Vindiciae Contra Tyrannos - O Direito de Resistir (463 págs.),
ISBN 978-85-9470-006-3, Discurso Editorial. Pedidos ou Encomendas para o
Atelier do Saber (atelierdosaber@hotmail.com)
Sinopse: A análise e contextualização aliadas à primeira
tradução para o português do clássico da Filosofia Política renascentista,
Vindiciae contra Tyrannos, brindam-nos com a excelente oportunidade de observar
a construção dos argumentos da luta contra a tirania em prol de uma teoria
contratual de Estado, bem como a defesa da liberdade de consciência e expressão
da fé realizadas por Stephanus Junius Brutus.
Se considerarmos a força dos argumentos e a modernidade das
ideias apresentadas, entenderemos porque este tratado se tornou infame perante
as autoridades estabelecidas nos séculos XVI e XVII.
Os escritores monarcômacos enquanto apresentavam seus
argumentos contra a tirania em meio às Guerras de Religião, num vislumbre quase
futurista, lançaram também as bases contratuais da democracia representativa.
Divisão da Obra Vindiciae Contra Tyrannos – O Direito de
Resistir
Quatro Partes:
Na primeira parte
do livro, após uma apresentação do fenômeno da tirania desde a antiguidade até o século XXI, é apresentada a narrativa histórica das Guerras de Religião,
envolvendo seus personagens e principais acontecimentos. A narrativa é dinâmica, breve e
didaticamente compreensível, e ao mesmo tempo, fidedigna e consistente com os
fatos e referências dos principais historiadores franceses: acordos,
divergências, romances, torneios, disputas, julgamentos, fé, casamentos,
intrigas, assembleias, manipulação, traição, tramas, e é claro, os horrores da
guerra fratricida.
Na segunda parte
está a análise da obra Vindiciae Contra Tyrannos, uma obra que causou grande
impacto em todos os segmentos da população francesa, pois ousava questionar a
centralização do poder nas mãos do rei. E com argumentos que vão surpreender os
leitores (baseados no Direito Romano, na História dos Povos e nas Sagradas
Escrituras), ao mesmo tempo em que defendia a liberdade de consciência e
expressão da fé, questionava a legitimidade do poder do rei se este agisse
contrariamente aos propósitos de um bom governo. Chegava ao ponto de dar aos
magistrados, representantes do povo, o direito de depor um governante se ele
fosse um tirano. Quais argumentos e teses defende o autor das Vindiciae?
Na terceira parte
está a tradução do texto completo das Vindiciae Contra Tyrannos. A tradução foi
feita a partir do texto latino, com cotejamento das versões francesa e inglesa.
Nesta parte, além da Introdução, estão as Quatro grandes questões feitas e
respondidas por Stephanus Junius Brutus e o Poema Final.
Na quarta parte
está um Apêndice com a análise das duas obras que antecederam as Vindiciae:
Franco-Gallia e Le Droit des Magistrats. Além disso, ali também estão de forma
resumida, as histórias de vida dos principais personagens das Guerras de
Religião e uma breve análise dos fundamentos da teoria contratual.
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